Chupando droga

Me mandaram esse texto abaixo por e-mail. Olhem só o que a falta de informação faz as pessoas pensarem e fazerem. Claro que o texto é um exagero, mas, porra, tem muito pai e mãe por aí que não tem um pingo de noção da realidade e querem tirar marra de liberais e moderninhos. Acho que 99% dos pais só sabem sobre o mundo adolescente e jovem o que eles vêem na televisão… Definitivamente, a cultura de massa é uma merda!

MEU FILHO MACONHEIRO
Andolar Gangorra

Nunca pensei que isto aconteceria na minha família. Foi um choque! Achei a tal da maconha no quarto do meu filho Tiago. Fiquei assustadíssima. Lá estava ela jogada no chão, desafiadora olhando para mim. Reconheci-a imediatamente pois já tinha a visto no “Aqui Agora”. A famosa maconha, aquele pó branco, perfumado e com aspecto familiar. Basta fumar uma vez e pronto, você estará viciado para sempre!

Olhei melhor e percebi que Tiago a escondia num frasco de talco. Gelei na hora. Ele também estaria traficando a tal da maconha! Agora tudo fazia sentido. Lembro-me do dia em que vi pela fresta da porta do quarto, Tiago sacudir seu tênis, antes de sair. Era lá que ele escondia a droga para vender nas ruas.

Nervosa, comecei a procurar alguma maconha nos seus outros pares de tênis. Cheirei um por um para ver se encontrava algum resto ali. Acordei do desmaio ao lado do meu vômito. Além de tudo, a maconha quando estocada, tem um cheiro desgraçado de feto de urubu molhado! Aquilo não estava acontecendo!!! Quem diria, o meu Tiago, um garoto exemplar de 11 anos, excelente aluno, tinha se tornado um viciado mercador da morte! Após me acalmar um pouco, decidi enfrentar o problema! Certa feita, vi no programa da Hebe, um psicólogo falando que os pais devem conhecer os efeitos da droga para poderem identificar um possível usuário na família.

O que fiz então? Resolvi eu mesma fumar a famosa erva do diabo. Peguei um cachimbo velho do meu marido Anselmo, enchi-o com o pó da morte e acendi. Traguei o quanto pude. Tossi muito, engasgando várias vezes. De repente, uma nuvem branca surgiu do nada. Sentia tudo girar! Vários pensamentos estranhos foram aparecendo na minha mente. Agora estava claro que eu odiava cozinhar quiabo para o Anselmo, aquele sacana. Quiabo na panela antiaderente de teflon. Nada gruda numa panela destas, eles dizem. Pois sim! Se nada gruda nessa panela, como é que eles fizeram para grudar o teflon nela, porra? Eu vou é grudar uma panela de teflon antiaderente na cara do Anselmo, aquele filho de uma puta aderente! Aderente à calcinha, eles dizem! Pois sim! Nunca mais vou usar a merda do O.B! O.B. – Obstrutor de Buceta! Grandes merdas! Não é mole enfiar aquele troço não, meu chapa! Eu queria ver o Anselmo enfiar um maço inteiro de quiabo no cu. Quiabo cru! Fala rápido: quiabo cru! Quiabo cru! Quiabro cu! Abro porra nenhuma, rapaz! Que horror! Estava em transe e não tinha notado! Que droga mais poderosa aquela! Eu, mãe, esposa e dona de casa, em apenas 15 minutos havia me tornado uma maconheira! Pronto, estava viciada para sempre! A maconheira do 502! Que vergonha, o que os outros iriam dizer? Não, aquele seria o meu segredo. Ninguém poderia ficar sabendo. Devido ao efeito da maconha, minha língua ficou branca e com um gosto miserável de talco. Para não dar na vista, resolvi que não abriria a boca, não falaria nada com Tiago. Apenas torceria para que o meu pequeno traficante deixasse cair mais da tal da maconha no seu quarto para que eu pudesse sustentar esse meu vício transviado.

OBS.: Adolar Gangorra, 66 anos, é editor do site humorístico Os Reis da Gambiarra e não usa drogas apesar de dirigir um Lada 92 montado na Guatemala.

Sobre

Eu sou uma ideia abstrata de mim mesma, vivendo para o meu trabalho e insistindo em acreditar que algum dia eu vou conseguir escrever o tanto que penso.

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