Momento diarinho II: A saga dos dias sublimes

Enquanto escrevo este post, eu ostento o mais belo sorriso que já me permiti nos últimos tempos, um sorriso largo e inabalável. Poucas vezes na vida eu tive uma série de dias tão intensos, ardentes e fantásticos; acho até que nunca vivi sensações como estas últimas. Ainda estou em êxtase e a impressão que tenho é que este post vai acabar sendo meio confuso e nem de perto vai demonstrar o quão feliz eu estou.

source url Vamos por partes. Primeiro, na quarta-feira eu me despenquei para o Rio de Janeiro, a cidade que me abrigou por quase quatro anos da minha modesta vida. Fui tirar umas horas de madame, fazer cabelo e unhas, porque eu mereço. De lá, de volta à minha vlha facul para rever os amigos que não se formaram junto comigo, gente que entrou na facul depois de mim. E lá estavam eles, cumprindo o ritual que comecei com a Uly, o jogo de sueca cercado com muita cerveja e cigarro, com showzinho de voz e violão ao fundo, enfim, meu maior tesouro ainda constituido e, pelo que vi, com certeza imortalizado. E com eles fiquei e me diverti, afoguei a raiva, conversei e aproveitei muito, fiz tudo que queria com direito a bônus. E pela minha presença (perdoem a presunção, mas é que desta vez eu mereço) e pela data que se comemoraria no dia seguinte, ficou marcada mais uma edição das festas da "galera do terror", na casa de um amigaço.

Acredito que todo mundo sabe como é importante terminar um curso superior e toda essa ladainha de conseguir se tornar uma grande profissional etc. Mas hoje eu sei de uma outra coisa: o dia em que se pega o diploma vestindo uma linda beca, ah, esse dia só pode ser classificado como um momento sublime! Meus caros, não há nota dez em banca de monografia que consiga ser mais maravilhosa do que a famosa entrega de diploma. Não há como explicar o quanto o coração bate acelerado, como é fabuloso ver todos aqueles amigos nas cadeiras ao seu lado e como é incrível ver tanta gente especial sentada na platéia. Juro que não chorei quando peguei o diploma, juro que mantive a classe enquanto lia uma das coisas mais lindas que escrevi na vida: a homenagem aos amigos; mas foi mais forte que eu, primeiro porque de longe eu já tinha a impressão de que havia um grande amigo que resolveu aparecer de surpresa e segundo porque a moça que chamo de BobMãe, uma moça fantástica que tem o poder de me emocionar estava lá. Eu sabia que ela iria, mas eu definitivamente não estava pronta para aquela enxurrada de emoções e quando eu a vi me debulhei em lágrimas, literalmente. Talvez ela até tenha alguma noção, mas com certeza ela não sabe o quanto a admiro e me orgulho de chamá-la de amiga. E minha família estava lá, minha bisavó, na flor de seus 94 anos e outros parentes, enfim, uma formatura. E de lá para a festa particular na casa do amigaço e a festa foi até o dia raiar e o fim de noite foi o clássico sanduba do am-pm e tudo estava perfeito como todas as festas na casa dele…

Na sexta a noite estava livre, fomos para uma boate, afinal minha prima de Curitiba estava aqui e ela merecia uma noção de night carioca, não é mesmo? E aquele rosto amigo que apareceu de supresa para permear a noite da minha formatura lá estava para me roubar sorrisos, largos sorrisos aos montes.

E no sábado o baile, valsa, valsa, valsa… E os amigos de tantos anos vestidos lindamente, dançando maravilhas uns com os outros (e comigo também)… E o show do Chico, meu deus, o show do Chico… Meu amigo desde o primeiro período e na nossa formatura lá estava ele a tocar acordes do mais sagrado som já produzido, o tal do rock nacional, e algumas pitadas de internacional e as músicas deles com carinha de Legião Urbana, foda pra caralho. É acho que é isso um breve resumo do últimos dias, mas creio que nem mesmo toda a minha vontade de passar minha euforia através destas palavras é capaz de transcrever o que aconteceu por dentro de mim nestes dias todos.

Ah, eu já ia me esquecendo de contar: ela, Paulinha de tantas conversas e blogueira que de vez em quando me concede a honra de uma visita também era uma das formandas. Ela e outras tantas pessoas maravilhosas que não têm blogs…

Sobre

Eu sou uma ideia abstrata de mim mesma, vivendo para o meu trabalho e insistindo em acreditar que algum dia eu vou conseguir escrever o tanto que penso.

Vai que você curte

Leia o post anterior:
Momento diarinho I

Eu me calo. Pra não saber o que este ou aquele quer, pra não ter que me perguntar que diabos...

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