Silêncio

Hoje me perdoei por ter amado você. [Amar é um verbo que se pode usar no passado? Pela teoria não deveria ser…] Mas enfim, hoje me perdoei por ter amado você. Hoje não senti raiva, não senti saudades, não senti mágoa, não senti vontade de abrir o ICQ e falar contigo ou te telefonar. Hoje achei você divertido, achei que você tem postado pouco, achei você tolo. Hoje você perdeu o encanto e aquela aura vítrea, o dom de me fazer flutuar, perdeu o charme. Enfim, hoje foi o tal dia marcante, o dia da estaca zero. Então a gente faz assim: amanhã ou depois, quando eu te encontrar e a gente se esbarrar, a gente pede desculpas, se apresenta e começa de novo. E quem sabe dessa vez eu não me iludo e você não se acovarda, até porque desta vez a gente não vai a lugar nenhum.

E depois de escrever cantarolei isso:

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero

Desenho toda a calçada
Acaba o giz tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol
Que a chuva apagou

Quero que saibas
Que me lembro
Queria até que pudesses me ver

És parte ainda
Do que me faz forte
E pra ser honesto
Só um pouquinho infeliz

Mas tudo bem
Tudo bem
Tudo bem

Tudo bem
Tudo bem
Tudo bem

Lá vem lá vem lá vem de novo
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti
Que não esquecerei

Ai, ai… É bom calar-se por dentro… Ou vai ver não me perdoei porra nenhuma, é só essa crise de bons sentimentos que sempre me ataca quando começa a primavera… De qualquer forma, me dá orgulho de mim mesma.

Sobre

Eu sou uma ideia abstrata de mim mesma, vivendo para o meu trabalho e insistindo em acreditar que algum dia eu vou conseguir escrever o tanto que penso.

Vai que você curte

Leia o post anterior:
Bandeiras rotas

Vocês já se perguntaram quantos ideais já andaram por aí cultivados seriamente entre os chamados seres pensantes que já estão...

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