Morte

http://itseryne.com/eryn-e-reads-november/ Eu encaro a morte muito tranqüilamente – ou pelo menos penso que é tranqüilo o meu modo de pensar -, apesar d’as pessoas costumarem me dizer que sou conformista demais… O fato é que acho que ninguém vai antes do tempo e acho péssima essa ladainha de chorar em cemitério, velar os corpos várias horas a fio e coisas do gênero.

http://planetapaz.org/index.php/component/mailto/?tmpl=component Hoje eu estava no cemitério do Caju, no Rio, olhando aquele céu azul com nuvens de porcelana de vez em quando interrompido por lindas imagens de anjos e outras esculturas e pensando, mais uma vez, que não há motivo para tanto dramalhão sobre a morte, tanta choradeira e caras tristes. Sem contar que quase metade dos presentes não está tão triste assim… Eu nem mesmo fiquei muito tempo dentro da capela, porque aquele clima me agoniava.

Eu já decidi que quando eu morrer o velório vai durar uns 40 minutos, no máximo, e logo depois vai rolar uma festa. Uma festa pra galera se divertir e se acabar pensando que só eu mesmo pra ter uma idéia assim. Acho uma boa idéia, porque não existe motivo para chorar a partida de alguém, já que com certeza foi para um lugar melhor (pelo menos eu garanto que vou para um lugar melhor) e ficar se lamuriando só vai encaroçar a jornada da alma e acaba por demonstrar mais auto-piedade do que qualquer outra coisa. Sei não, mas desconfio seriamente que a morte é bem menos complexa do que todo mundo pensa…

Sobre

Eu sou uma ideia abstrata de mim mesma, vivendo para o meu trabalho e insistindo em acreditar que algum dia eu vou conseguir escrever o tanto que penso.

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Leia o post anterior:
Fim de ano

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