A primeira vez que eu…

A Lara me veio com essa. A primeira vez que eu… qualquer coisa. E eu já tive primeira vez de muitas coisas. Então pensei que queria colocar uma primeira vez engraçada, porque nem a pau que vou explanar minha intimidade aqui, não é pra isso que vocês me pagam.

Foi no meu baile de formatura da faculdade. Família reunida e talz, mas eu estava era perdidinha na pista de dança, minha bolsa na mesa de um dos meus amigos, minha prima tinha viajado mil quilômetros para estar ali comigo e eu estava me divertindo horrores. Lá pelas tantas, depois da valsa, do show dos amigos e de muitos chopps, estendi a mão até a bolsa, peguei um cigarro, acendi e dei aquela primeira tragada gostosa (só fumante entende isso). Quando me voltei para a pista de dança, só deu tempo de dar de cara com meu pai com as mãos no bolso do terno e ver minha prima pulando igual uma desesperada naquele vestido verde abacate cintilante tentando me avisar que ele estava chegando.

É, eu fumava escondido com 21 anos na cara. Com toda aquela fumaça no pulmão, olhei pro meu pai com cara de cagada. Não sabia se soltava a fumaça, se jogava o cigarro no chão, sei que fiquei verde por uns 10 segundos. Assumi que agora fudeu, virei a cabeça um pouco e soltei a fumaça, não tinha jeito. “Vamos embora, já é tarde” foi o que ele me disse e logo emendou “Apaga essa merda”. Estendi o braço até a mesa, apoiei o cigarro no cinzeiro e respondi “Não vou apagar. Péra um pouco, o baile já está acabando. Daqui a pouco a gente vai”. E assim foi a primeira vez que eu enfrentei meu pai. Porque antes disso, eu nunca tinha questionado uma ordem dele. Para a maioria das pessoas, isso vai parecer pouco, mas eu fui educada à moda antiga e raras vezes na vida questionei qualquer ordem dele. Até sua morte eu ainda fumava meio escondido. Naquela regra de que ele fazia de conta que não sabia e eu fazia de conta que não fumava.

De qualquer forma, a cena da minha prima pulando vestida em um longo abacate cintilante, sacudindo os braços com cara de pânico é uma das imagens que mais me fazem rir até hoje… Pense numa pessoa com físico de modelo, uma mulher toda certinha esteticamente falando (minha prima, claro, eu é que não me encaixo nessa descrição).

E vocês? Qual a primeira vez que… qualquer coisa? Nem comece com aquela palestra dizendo que meme é coisa de mané. Eu entendo quem não fizer, até porque a Lara só me ganhou apelando, dizendo que a idéia é colocar uma mensagem na garrafa. E eu sou vendida para a minha teoria das garrafas.

p.s.: pelo andar da carruagem, a cada um que postar sua primeira vez de qualquer coisa lá vou eu deixar um comentário escrito eu também…

Sobre

Eu sou uma ideia abstrata de mim mesma, vivendo para o meu trabalho e insistindo em acreditar que algum dia eu vou conseguir escrever o tanto que penso.

Vai que você curte

13 Comentários

  • A primeira vez que beijei dei risada na cara do menino e mandei um “ei, tira essa língua daí, é pra beijar e vc tá me lambendo”, haha.

    Mico total. Espero que ele nao tenha traumatizado.

    Beijo 😉

  • Não paro de imaginar sua prima saltitante e apavorada tadinha…rsrs
    Qto a minha primeira vez de alguma coisa só me vem uma na cabeça, mas essa é impúblicavel, sorry.
    Bjinhos e boa semana!

  • Nossa! Hahaha
    Fico imaginando sua prima-abacate pulando loucamente.

    Eu comecei e parei de fumar e ninguém da família soube.

    Beijo!

  • Ahhhhhhh… deve ter sido engraçado sua prima desesperada pulando feito doida, rs.

    Pois é… eu com 22 anos nas costas fumo escondido de qse toda a família e meu namorado não suporta qdo estou cheirando a cigarro =/

    Bjs

  • Andarilho: se enfrentei meu pai, qual a chance que você tem de eu não te mandar plantar batatas? hehehe.

    Talita: ele começou a namorar com fumante, agora que agüente, né?

    Cin, mas é a primeira de qualquer coisa!!! Que tal a primeira vez que você tomou sorvete de pistache?

  • Essa tua prima fez-me pensar em mim mesma a tentar avisar uma amiga da chegada da mãe… nossa, os micos que pagamos para ajudar os amigos, hehehe!
    Isso da primeira vez é difícil… são tantas… lembro-me que por exemplo, a primeira vez que fui na faculdade senti-me tão desesperada que liguei para casa a chorar e dizer que queria ir embora. No segundo dia já tinha mudado de ideias.. =)

    Beijo.

  • A primeira vez que eu morri, foi hilária. Li todo o texto de uma peça que queria muito interpretar, fiz caras e bocas, decorei todas as minhas falas, dormi tarde pra decorar tudo…
    Procurei o professor de teatro, na sala do teatro fiz minha cena, fui, vim, dominei o espaço, ao terminar tudo, com aquele olho amarelo de Garfield (num olhar detô enm aí pa ti) ele me disse:
    – Ótimos, eu não sou o diretor da peça; este papel é do filho do diretor; a seleção pra peça foi na semana passada; a verba pra peça foi cancelada e vc é tão bonitinho que quero te convidar pra sair hoje à noite…
    Eu, adolescente, hetero, virgem, assustei-me – senti-me morrendo de vergonha, raiva, decepção… mas depois vivi novamente, afinal, quem não morre milhares de vezes na vida?

  • O post do Hulk, o gigante verde esmeralda, seguido do post da primeira vez, com o detalhe da sua prima num longo abacate. É mera coincidência???

    acho que já sei qual a minha primeira vez que eu vou contar…

    beijos

  • kkkkkkkk tadinha da prima da Lomynes…Nisto foi a que mais sofreu!

    Taí,talvez eu entre na “brincadeira” e conte a primeira vez que eu dei um soco na cara de um mané em plena Av.Rio Branco porque…..(ah..isso eu conto no post)..Daí pra cá foram tantos socos…(vergonha da família)

  • hahaha…posso lembrar desse dia como se fosse hj!!!curti mto ler isso, me rendeu mtas ridasas…claro q na hora eu fiquei sem ar,sem chão, pálida e de várias cores(até abacate cintilante)!!!mas depois que passa a gente ri!!hj posso dizer q foi mto engraçado…rsrsr!!

    ass: PRIMA VERDE ABACATE CINTILANTE!!
    bjssssss

Comentários indisponíveis.

Leia o post anterior:
P.L.U.R. – Porque não vou mais a raves

Peace, Love, Union, Respect. Aprendi essa expressão logo que comecei a freqüentar raves, há sete anos atrás. Paz, porque não...

Fechar