Mídia Online: o mínimo não é o suficiente

No último ano, a internet no Brasil mudou drasticamente. As compras coletivas trouxeram milhões de novos consumidores para as compras online. Pessoas que utilizaram seus cartões de crédito na internet e descobriram que não há mistério, seu cartão não foi clonado e o processo é rápido. Ainda que para adquirir serviços ou produtos a serem retirados em lojas físicas, um preconceito clássico acabou por ser derrubado graças a oportunidades imperdíveis.

Não é muito diferente da explosão de televendas na década de 90. Produtos que ainda hoje são lembrados e até consumidos: meias Vivarina, facas Ginsu e outros tantos foram lançados pelo (011) 1406. Estávamos então diante de um universo de produtos diferentes e irresistíveis. Agora que se tornaram corriqueiros, a febre de consumo se volta às ofertas para gerar fluxo de compra.

Não há vídeo no Youtube, pesquisa no Google ou página no Facebook que não tenha um anúncio de compra coletiva. As compras coletivas constituem sistemas com alto retorno financeiro, baixo custo operacional e por isso com grande poder de investimento em publicidade – mesmo porque é o melhor canal para se promoverem.

O efeito dessa mudança sobre o marketing de varejo online é visível, o mercado está saturado: os custos de mídia estão subindo vertiginosamente; os espaços, mais apertados e as soluções, cada vez mais complicadas.

Onde está o problema?
No comportamento viciado, tanto de consumidores quando de profissionais. O consumidor quer o melhor produto, pelo menor preço e que exija o menor esforço. Esse comportamento é praticamente uma lei da natureza. O que fazemos é colocar diante desta pessoa a oportunidade de compra, como vitrines de boutiques que ostentam seus descontos em final de estação. Ou como a confeitaria do bairro, com seus bolos e tortas na geladeira envidraçada.

Na internet, é pouco. Não estamos produzindo grandes inovações, porque estamos acostumados a relacionar ações com retorno direto, palpável e principalmente, confortável. Apesar do que declaramos aos 4 ventos, adoramos internet, mas não estamos explorando todo seu potencial, ainda pensamos presos às velhas ferramentas.

Podemos fazer muito mais. Basta gastarmos mais tempo com ideias do que com preocupações financeiras.

Sobre

Eu sou uma ideia abstrata de mim mesma, vivendo para o meu trabalho e insistindo em acreditar que algum dia eu vou conseguir escrever o tanto que penso.

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