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	<title>Arquivos cultura | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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	<description>Já não sou mais tão jovem para ter tantas certezas</description>
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	<title>Arquivos cultura | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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		<title>Capitã Marvel, os metaleiros, o Vasco e o shampoo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2019 12:43:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Semana passada fomos no cinema ver Capitã Marvel. Enquanto as letrinhas subiam, meu marido perguntou: mas por que tanta gente reclamou desse filme? Qual foi o problema mesmo? Na hora respondi que não sei bem, mas tenho minhas teorias. Filme visto, várias resenhas lidas, não consigo encontrar problema maior do que o fato de que [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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<p> Semana passada fomos no cinema ver Capitã Marvel. Enquanto as letrinhas subiam, meu marido perguntou: <em>mas por que tanta gente reclamou desse filme? Qual foi o problema mesmo?</em> Na hora respondi que não sei bem, mas tenho minhas teorias. </p>


<p><span id="more-3060"></span></p>


<p>Filme visto, várias resenhas lidas, não consigo encontrar problema maior do que o fato de que Capitã Marvel é uma mulher. Não tem outra justificativa. O escrutínio que este filme está passando é um velho conhecido. </p>



<p>Se por acaso você é uma mulher metaleira (ou tem alguma amiga que seja), você já viu uma situação semelhante:<em> ah, você gosta de Judas Priest? Então me diga, em qual cidade nasceu o produtor do terceiro disco? Não sabe? Ah, então você não gosta de Judas Priest de verdade.</em> Qualquer homem com camiseta de Pink Floyd é um roqueiro respeitado, até os do tipo que vaiam Roger Waters podem manter a chancela em paz. Mas nasceu mulher, fodeu-se, tem que provar que merece gostar de rock. </p>



<p>Ou pra falar de mim mesma, não raro ao dizer que torço pro Vasco me perguntam coisas como: <em>ah, é? então diz aê, qual a escalação do Vasco quando foi campeão brasileiro em 1998?</em> Sim, desse jeito mesmo, de eu ter que corrigir que foi em 1997, não 98, o cidadão &#8220;vascaíno&#8221; não acerta nem o ano, mas como eu sou mulher preciso saber escalar o time! Desculpa se não sou vascaína o suficiente pra você, mas você questiona um homem assim?</p>



<p>Muitos foram ver Capitã Marvel duvidando que seria bom, assistiram procurando defeitos a cada segundo, saíram gralhando nas redes sociais. Se a gente prestar atenção de verdade nas &#8220;críticas&#8221; negativas do filme, vai perceber que nenhum dos outros filmes do Universo Marvel do Cinema passa na mesma avaliação. Espero que ninguém se atreva a dizer que é porque a audiência está mais refinada. Brie Larson tem um OSCAR na prateleira, mas vi gente por aí dizendo que ela é má atriz. Adivinha a qualificação técnica do crítico? Exatamente: nerd-zé-ruela.</p>



<p>O fato é que Capitã Marvel é um filme sobre uma mulher. Apesar do longo histórico de filmes excelentes da Marvel no cinema, não importa. A predisposição da audiência é negativa. Acaba sendo necessário que uma mulher se prove 10x melhor para merecer estar ao lado. Não importa se ela é metaleira, vascaína ou super-heroína. </p>



<p>Sabe quem reclama de Capitã Marvel? Os homens cuja masculinidade não dá conta de um rótulo de shampoo. Não conhece o conceito? Vou te explicar: tem produtos para absolutamente todos os tipos de cabelo, mas o cara compra aquele que está escrito HOMEM ou MEN no rótulo. Isso é o homem &#8220;normal&#8221;: precisa que até o rótulo de shampoo reafirme sua masculinidade. </p>



<p>Bendito seja meu marido e seu shampoo reconstrutor sem sal de arginina. Eu e ele amamos Capitã Marvel. Aguardamos ansiosamente um filme da Viúva Negra.</p>



<p>obs.: se ao ler este post você pensou coisas como &#8220;<em>der, judas priest não é metal</em>&#8220;, &#8220;<em>ah, torce pro vasco, não manja nada de futebol</em>&#8221; ou &#8220;<em>ain, um oscar não garante nada</em>&#8220;, saiba que esse post é precisamente uma crítica a você. Assume de uma vez e manda a foto do seu shampoo.  <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f61b.png" alt="😛" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Burro não, analfabeto funcional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2019 20:04:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[português]]></category>
		<category><![CDATA[tápuxado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;O mundo está burro demais pr&#8217;eu ter ânimo de escrever&#8221;. Liguei o computador e encontrei essa frase abandonada no meu bloco de notas. Eu sei, um eufemismo deveria ser colocado no lugar, a gente sempre busca eufemismos quando vamos escrever algo que qualquer um pode ler. Nunca se sabe quem vai se ofender e a [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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<p><em>&#8220;O mundo está burro demais pr&#8217;eu ter ânimo de escrever&#8221;</em>. Liguei o computador e encontrei essa frase abandonada no meu bloco de notas. Eu sei, um eufemismo deveria ser colocado no lugar, a gente sempre busca eufemismos quando vamos escrever algo que qualquer um pode ler. Nunca se sabe quem vai se ofender e a ofensa se mede pela régua do ofendido. <span id="more-2569"></span> Digamos que seria mais adequado algo como:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>3 em cada 10 brasileiros são analfabetos funcionais. <strong>88% dos brasileiros não são proficientes</strong>. 1 em casa 5 brasileiros com mais de 25 anos superestima sua capacidade de ler.</p><cite>Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional &#8211; IPM/IBOPE (<a rel="noreferrer noopener" aria-label="fonte (abre em uma nova aba)" href="https://ipm.org.br/" target="_blank">fonte</a>)</cite></blockquote>



<p>São tempos difíceis os atuais. Joguei fora uma dúzia de rascunhos políticos nos últimos meses. Sou contra o presidente atual do Brasil, mas nem tudo que eu descartei era contra o Bolsonaro. Pelo contrário, várias vezes as notícias e opiniões contra o Bolsonaro são tão fora da casinha quanto as coisas a favor. Temos um problema sério de <a rel="noreferrer noopener" aria-label="viés de confirmação (abre em uma nova aba)" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Vi%C3%A9s_de_confirma%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">viés de confirmação</a>. De fato, o que me levou a escrever esse post foram as vezes em que eu li alguma coisa contra ele fazendo o maior alarde e eu pensei <em>calma, gente, não é bem assim, nem tudo é tão podre quanto vocês estão gritando</em>.</p>



<p>Eu vivo em uma confortável bolha nas redes sociais, que é onde esse blog tem algum alcance. Quem lê o que eu escrevo, me conhece de alguma forma. Isso é confortável em muitos aspectos, afinal não estou falando com desconhecidos, não vivo disso, não tenho a pretensão de sair lacrando. Mesmo nessa bolha, muitas coisas são complicadas de se dizer. Coisas que são muito longas de explicar, coisas que vão ofender certas hipocrisias sociais, coisas que podem afetar relações profissionais ou pessoais.</p>



<p>Eu começo os posts, escrevo vários parágrafos, sempre tenho dificuldade de escrever um bom final. Aí eu deixo para o dia seguinte, torno a ler e percebo que tem coisas complicadas. Começo a editar, troco 30 eufemismos, tiro parágrafos inteiros, procrastino mais uma revisão. Dias passam, o assunto passa e eu abandono o texto. Isso quando não perco um rascunho em uma reinicialização e fico com preguiça de reescrever. </p>



<p>Tudo isso porque eu acho que está cada vez mais difícil se comunicar. E porque quanto mais velha eu fico, mais cuidado eu quero ter com o que eu escrevo. Talvez eu tenha melhorado meu bom senso, talvez não. Cada vez mais a frase no subtítulo do blog faz mais sentido: já não sou mais tão jovem para ter tantas certezas. Mas parece que o mundo segue na direção contrária, com cada vez mais certezas, menos fundamentadas.</p>



<p>Segue o baile, porque como eu disse antes, não sei encerrar textos. E porque não tem como encerrar bonito, esse post é só isso mesmo, pura rabugice.</p>



<p>p.s.: se por acaso você acha que o IBOPE perdeu a credibilidade e se você é adepto de que a verdade só é propagada pelas mídias favoráveis ao atual presidente, saiba que o número pode ficar pior: &#8220;<em>apenas 8% da população tem capacidade de interpretar textos sem nenhum tipo de dificuldade</em>&#8221; de acordo com <a rel="noreferrer noopener" href="https://meuestilo.r7.com/patricia-lages/analise-mentes-sobrecarregadas-resultam-em-baixo-aprendizado-02012019" target="_blank">esta notícia publicada no R7</a>. Eu não acredito em notícias que carecem de fontes, por isso usei os números do IBOPE. Antes de pensar &#8220;<em>isso tudo é culpa do PT</em>&#8220;, me faz um favor: se pergunte se você não está naqueles 20% que superestimam a própria capacidade de interpretação de texto. Isso é bem mais importante.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>BBB 2019: pense antes de começar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jan 2019 22:15:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[bbb]]></category>
		<category><![CDATA[entretenimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje começa o BBB 2019, você provavelmente sabe disso, ou pelo menos sabe que será em breve. Você pode ter visto uma propaganda na TV, alguma piada nas redes sociais, alguma coisa. Não dá pra boicotar o Big Brother Brasil, não sem perder um bom tempo criando bloqueios e filtros pra não ver nada de [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Hoje começa o BBB 2019, você provavelmente sabe disso, ou pelo menos sabe que será em breve. Você pode ter visto uma propaganda na TV, alguma piada nas redes sociais, alguma coisa. Não dá pra boicotar o Big Brother Brasil, não sem perder um bom tempo criando bloqueios e filtros pra não ver nada de BBB. Mas peraí, você já se perguntou porquê esse horror ao BBB?</p>


<p><span id="more-2575"></span></p>


<p>Eu acompanhei as duas primeiras edições, me lembro da galera se amontoando diante da última TV ligada na saída da aula da faculdade para ver a eliminação. &#8220;<em>Era diferente</em>&#8220;, alguém pode dizer. Não era diferente, só era novidade. Talvez o máximo que se pode dizer é que em 2002 ex-BBB ainda não era considerada profissão. Hoje é um negócio, um dos bons.</p>



<p>É fácil fazer uma lista questionável sobre o BBB. Talvez não seja exatamente um objetivo de carreira pra você entrar no BBB e explorar sua imagem e sua vida pessoal por algumas (ou muitas) estalecas. Para muitas pessoas, isso é uma forma de sucesso, um sonho. Eu acho que isso é tipo influenciador digital: eu sei que existe, só não entendo tanta gente endeusando alguém por fazer nada.</p>



<p><em>Pausa para prevenção de mimimi:</em> eu sei que tem influenciadores sérios, gente que faz um bom trabalho e que esse &#8220;nada&#8221; que eles fazem online dá um trabalho danado, dá um dinheiro danado e se não souber gerenciar fica sem nada, portanto é um trabalho sim, que exige profissionalismo e gestão. Tipo ser ex-BBB. Influenciadores digitais de nicho não estão nessa categoria, mas também não se vendem como influenciadores digitais, assim como o Jean Wyllys não vive alardeando o fato de ser ex-BBB. </p>



<p>Qual seu problema com isso? Eu espero que nenhum.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Ain, mas fica todo mundo falando do BBB como se isso fosse uma coisa importantíssima e é só vazio, pessoas sem fazer nada o dia inteiro e todo mundo acompanhando igual novela. </p></blockquote>



<p>É com você que pensa assim que eu quero falar. Você viu quantas temporadas de Walking Dead? Ou Breaking Bad? Ou The Good Place? Ou Lúcifer? Tanto faz. Qual o enriquecimento cultural que você teve por ver isso? </p>



<p>A maioria das séries é pura e simplesmente entretenimento.</p>



<p>Em algum momento, curtir BBB se tornou mal visto socialmente. Muita gente vê, você não consegue passar 7 dias sem ver ou ouvir algo sobre BBB, mas isso ganhou o carimbo de algo fútil. Isso não faz o menor sentido.</p>



<p><em>Ain, mas as séries são feitas por profissionais. </em>Tá, então MasterChef também é lixo, né? Só amador naquele negócio. Ou alguém aprendeu a cozinhar alguma coisa naquele antro de assédio moral?</p>



<p>Eu não estou dizendo que você deve ver BBB. Eu só estou dizendo que você não deveria implicar com quem gosta e com o alarde que vão fazer. Cancela assinatura, deixa de seguir, põe na soneca. Deixa as pessoas curtirem em paz.</p>



<p>Em abril vem a última temporada de Game of Thrones e eu provavelmente serei tão groupie quanto um fã de BBB vai ser pelos próximos 90 dias. Uma coisa não é melhor que a outra. Pare de implicar com o entretenimento do coleguinha. Ou me faz um favor, me explica aqui a chancela de nobreza de TODO o entretenimento que você consome.</p>



<p>Em tempo, apenas uma sugestão: BBB, assim como qualquer entretenimento, vive de audiência e alarde social. Então se você quer mesmo que esse negócio acabe, lembre-se: não faça nada. Cada vez que você publica qualquer coisa reclamando de quem vê BBB você só está dando mais audiência para o BBB. Cada post escrito &#8220;Boicote o BBB&#8221; não é um boicote, é mais audiência, mais atenção. </p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Sobre algumas horas na livraria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jul 2018 18:29:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[livraria]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu acabei de voltar da livraria, quero conversar. Faz quanto tempo que você não entra em uma livraria? Eu já fui uma traça, os joguinhos no smartphone acabaram com esse vício de ficar comprando livros, mas ainda mantenho um forte amor e ainda levo horas lá dentro. A tarefa de hoje era simples: gastar um [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acabei de voltar da livraria, quero conversar. Faz quanto tempo que você não entra em uma livraria? Eu já fui uma traça, os joguinhos no smartphone acabaram com esse vício de ficar comprando livros, mas ainda mantenho um forte amor e ainda levo horas lá dentro. A tarefa de hoje era simples: gastar um vale presente de aniversário. Ou melhor dizendo, parecia tarefa simples, mas foi cheia de questionamentos e rabugices, além de um breve momento fofo.</p>
<p><span id="more-2961"></span></p>


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Episódio 1: Seleção de presentes do dia dos pais</strong></h3>



<p>Pelo que eu pude perceber, os pais de hoje só podem estar lendo uma de duas coisas: livros sobre artistas dos anos 70/80 e livros de auto-ajuda. Fora a pancada que foi aceitar que gostar de Renato Russo é “coisa de pai”, ainda estou tentando lidar com o fato de que a seção deles está repleta de livros para te tornar bem-sucedida, ficar pronta para um novo amor e ser bem-resolvida. Sim, tudo no feminino, eu deveria ter tirado foto! Pela minha capacidade de interpretação, quem está comprando presente de dias dos pais são as balzacas infelizes. Não tá certo isso, não é possível.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Episódio 2: Por que certas coisas estão em destaque?</strong></h3>



<p> Tem 2 tipos de exposição na livraria: as coisas em destaque com a capa pra frente (com ou sem pedestal) e as lombadas atulhadas que é pra quem sabe o que está fazendo. Tirando a auto-ajuda feminina que domina até as prateleiras do dia dos pais, duas categorias dominam os destaques: livros de filmes e livros de pessoas famosas de outras mídias. E aí eu te pergunto: sério que isso é o que tem maior interesse de compra? Os livros dos filmes que você já viu? Ou os livros daquelas pessoas que você lê na internet ou do comentarista da Fátima Bernardes? E pra conseguiur vender essas coisas precisamos mesmo de imagens das celebridades? O que diabos é isso de uma foto imensa no autor na capa? Tá pensando que é o Oscar Wilde? Não, Oscar Wilde não vende mais, deve estar precisando de um filme. Deixa pra lá. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Episódio 3: Para que serve ordem alfabética?</strong></h3>



<p> Pra quem não lembra ou não sabe, os livros nas seções são classificados pelos sobrenomes dos autores. Ou deveriam. Quando nada me chama atenção nos destaques, eu recorro aos meus autores favoritos, procurando pelas lombadas os nomes amados acima de tudo: Douglas Adams, Neil Gaiman, Arturo Pérez Reverte. Se esses caras escrevessem bula de remédio, seria do caralho. Eu procuro fazer isso sozinha porque eu não quero uma vendedora me empurrando nada (sacumé, vai ser auto-ajuda, ou livro de filme). Pra isso eu só precisava da ordem alfabética. Não estava disponível. Em uma bancada aleatória, achei um do Gaiman, em “destaque”. Mas sério, eles precisavam voltar a usar a ordem alfabética, já que os vendedores não ajudam mesmo. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Episódio 4: Uma historinha fofa</strong></h3>



<p>Na seção infanto-juvenil (que no caso foi onde achei o Neil Gaiman), encontro uma mulher discutindo com o filho sobre qual era o primeiro livro de Maze Runner. Sim, eu sei qual é e forneci conselhos gratuitos. A mãe me diz que ele tem 8 anos e não acha que seja pra idade dele. Eu, tia velha, respondo que ela deveria tentar alternativas, tento convencer o menino a olhar os quadrinhos, a ler Diário de um Banana, Crônicas de Nárnia, nada. E eu só pensando&nbsp;<em>vai ser pesado, ele vai abandonar, nunca mais vai ler qualquer coisa que não venha pelo whatsapp</em>. Perguntei pra ele porque ele queria tanto esse: pra colecionar. O menino gosta do filme, não quer nada novo. Não quer descobrir o mundo. Falei de escolher capas, de ler lombadas e contracapas, mas ele gosta do filme. A mãe me pergunta se eu sou pedagoga, agradece meu empenho e segue sua luta pra expandir os horizontes do filho. Ao menos descobri que tinha mais uma menina de 8 anos com ela, essa adorou minhas sugestões, levantou o dedo pra fazer perguntas, se interessou pelos contos, ficou abraçada com Destrua Este Diário. Uma criança vai expandir seus horizontes, a outra vai ficar na zona de conforto, colocar um livro na prateleira. Eu queria ter convencido os dois. Só consegui um. Alguém me ajude.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Grand finale: E você, hein?</strong></h3>



<p> O que você está lendo? Você compra livros? Você entra em sebos? Você doa livros? Você pega livros em caixas de trocas? Quando foi a última vez que você parou pra ler algo sem interrupções? Eu estou aqui reclamando do que eu vi hoje, mas a questão toda é que eu também não faço mais isso com a mesma frequência. Eu não estou com muita moral pra falar, só não gosto desse mundo em que o Raul é excêntrico: </p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="EXCÊNTRICO" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/2a0TnUMNkxs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Eu voltei pra casa com um Neil
Gaiman e um Schopenhauer, mas sozinha não consigo mudar o mundo. A gente
precisa mudar isso antes que a única coisa pra vender com R seja Nora Roberts.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Ars Longa Vita Brevis</title>
		<link>https://lomyne.com/2017/11/ars-longa-vita-brevis/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=ars-longa-vita-brevis</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Nov 2017 22:58:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[favoritos]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: este post pode vir a soar arrogante, não como propósito inicial, mas como efeito colateral do assunto e da minha visão peculiar de mundo. Nâo há aqui profundo embasamento científico, este post é opinião (como quase tudo neste blog). Tudo começou a um tempo atrás na ilha do sol. Não, péra. Tudo começou com [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aviso: este post pode vir a soar arrogante, não como propósito inicial, mas como efeito colateral do assunto e da minha visão peculiar de mundo. Nâo há aqui profundo embasamento científico, este post é opinião (como quase tudo neste blog).<span id="more-2156"></span></p>
<p>Tudo começou a um tempo atrás na ilha do sol. Não, péra. Tudo começou com o post de um amigo no Facebook, sobre a dificuldade de se entender arte. É uma argumentação longa e ainda incompleta, quatro partes por ora (links no fim do post). Não me lembro há quanto tempo eu não lia algo assim que me fizesse pensar e colocar para funcionar todas as caraminholas da minha bagagem teórica de humanas. Acho que a última vez tinha sido no Orkut, quando as comunidades ainda eram um local para se debater ideias e não somente nomes divertidos que soavam bem no perfil cujo recheio de restringia a &#8220;beija ou passa&#8221;.</p>
<p>Essa internet do início dos anos 2000 era outra coisa, de argumentos longos e elaborados que enriqueciam e acalentavam as ideias. Antes de Orkut, quando isso tudo era mato, haviam os fóruns de discussão por e-mail, onde se proliferavam grupos de pessoas sedentas por debates de ideias em busca de sintonias e interesses semelhantes, coisas que na minha cabeça são os princípios sobre os quais se ergueram as redes sociais, cujo conteúdo hoje é dissonante do que efetivamente poderia me acrescentar algo, pela leviana priorização de minhas interações sociais. Enfim, divago por nostalgia sem propósito. O objetivo deste post é falar de arte. Mais especificamente artes plásticas, aquele recheio de museus e galerias (guardemos os comentários pejorativos para daqui a pouco).</p>
<p>Eu não sou artista. Tenho algumas páginas de contos engavetados e alguns poemas porcos que podem ser classificados como expressões artísticas por pessoas mais gentis que eu. Se nem pra escritora sirvo, quando o assunto é arte eu me compreendo como plateia. Uma plateia muito exigente, porém ainda plateia. Diante de uma conversa responsável sobre arte, estou mais próxima de analisar os fenômenos relacionados ao comportamento de massa e indústria cultural do que capaz de discutir arte. Mas a questão toda aqui é que as ideias do Lucas me deixaram com uma coceirinha mental sobre a qual eu preciso escrever para digerir. Pois que este blog é muito mais recheado de ideias que me incomodam do que me agradam.</p>
<p>Repetindo aqui os passos iniciais da análise do Lucas, arte originalmente tem associação de técnica precisa, com propósito de oferecer um retrato da realidade. No entanto, quero fazer uma breve pausa para plantar a semente da discórdia com questionamentos mínimos a respeito do quanto a arte comercial da idade média, que hoje se celebra como clássica nos museus, efetivamente mostrava as pessoas como realmente eram: me reservo o direito de suspeitar que os retratos de nobres por muitas vezes &#8220;aprimoram&#8221; a realidade, com base em inúmeros boatos a respeito da beleza e do porte físico dos personagens retratados (além da minha eterna desconfiança a respeito da veracidade dado o conhecimento que se tem hoje sobre a higiene daquela época, ou trocando em miúdos, nem a pau que aquele bando de porcos tinham aqueles cabelos mesmo, era tudo peruca, isso sim). Enfim, divago novamente.</p>
<p>Arte era fidelidade com a realidade, mas quanto mais a tecnologia promoveu ferramentas para replicar a realidade com perfeição, mais arte se tornou expressão. Pois que a partir do momento que arte se torna expressão, é expressão de quê? De uma determinada visão de mundo, creio eu. E seu valor passou a ser mensurado com base na apreciação de distintas classes sociais (aquelas capazes de comprá-las). Foi o tempo, a evolução da sociedade e a opinião de &#8220;pessoas de valor&#8221; (sejam os donos do dinheiro ou os críticos de arte) que tornaram arte algo mais. Sobre este algo mais cabe escrutínio que gente demais se dedica a fazer, com muito mais embasamento e conhecimento do que eu disponho.</p>
<p>A imagem que ilustra este post faz parte do acervo do MASP, chama-se Diana Adormecida e é uma das minhas obras de arte favoritas. Eu me interessei por arte, mas isso não é um conceito baseado em compreensão, arte pra mim é emocional. Eu gosto da perfeição do mármore (um dia o segurança do MASP se distrai e eu meto a mão na Diana, sou apaixonada pela perfeição dos pés e da sandália). Eu gosto de apreciar a técnica, eu fico impressionada com os detalhes, eu amo analisar a sutileza das cores necessária para criar condições realistas de luz. Isso é como arte faz com que eu me sinta. Isso é a minha relação com a arte.</p>
<p>Eu acredito que arte deve ter intenção, efeito e que, sim, tem um papel social. Quando olhamos para trás na história, é a arte que nos permite interpretar períodos, através da percepção do que aquela época compreendia como belo, como chocante, como ideal físico e comportamental, como prioridade de expressão. Em contrapartida, também precisamos de contexto para compreender esta arte. Se não há um conhecimento sobre o que era aquela sociedade, não é possível compreender uma obra de arte (um quadro ou escultura) como coerente, adequado, subversivo. Contexto histórico é necessário para compreender arte. Isto posto, também não se pode ignorar a responsabilidade da arte contemporânea em estabelecer recortes plausíveis de nosso presente para uma percepção responsável no futuro.</p>
<p>Mas afinal, arte é pra quem? Serve pra quê? Vale quanto? Esta semana teve um bafafá sobre uma obra apócrifa de Da Vinci batendo recorde de valor em leilão, 1,5 bilhão. Isso está muito longe da realidade da maior parte das pessoas, um número tão obsceno não faz o menor sentido. Serve apenas como termômetro da arrogância artística de uma parte da sociedade, definindo como extremamente valioso aquilo que não traz nada de novo ao que já conhecemos como arte, como expressão do período, como obra de Da Vinci (e eu definitivamente não acho que seja uma obra de arte bonita). Mas como bem disse meu amigo na sequência de posts, parece que Da Vinci tinha um certo toque de Midas, aquilo que nem temos certeza se é obra dele bate recordes financeiros.</p>
<p>Diante desse blá-blá-blá todo, será mesmo que está certo em pleno 2017 acharmos que é uma pena que as pessoas não frequentam museus e galerias? Será que não deveríamos ser menos babacas ao reclamar dos museus vazios e micaretas cheias, quando a arte não tem hoje qualquer proximidade com a sociedade? Não é muito mimimi burguês? Eu dou conta de referências mínimas de conhecimento histórico e referências sociais para compreender arte, mas isso tem a ver com a minha origem social e educação, eu não seria uma boa pessoa se estivesse aqui reclamando da alienação das pessoas, quando de fato isso diz respeito a referência e principalmente interesse.</p>
<p>Obras de arte, sejam antigas ou contemporâneas, tem algum propósito real além da apreciação? Se você não acha bonito, não admira, não preza e não se importa com o contexto histórico ao qual uma obra de arte pertence, será mesmo que cabe alguma problematização?</p>
<p>O que eu vejo hoje é um universo de obras de arte antigas que não despertam interesse na maior parte da sociedade porque na formação educacional a maneira como o conhecimento sobre arte é transmitido é completamente chata, sejamos honestos. Minha professora de História da Arte da faculdade conseguia me deixar completamente entediada diante de artistas e obras que eu amo muito. Se isso acontece no nível superior dentro de um conhecimento específico, que dirá o pouco contato que temos com arte ao longo do ensino de história na formação básica. (Breve pausa para agradecer a Giovanni Baptista, que utilizou movimentos artísticos para contextualizar e transmitir todo o conteúdo da disciplina Realidade Sócio-econômica, Política e Cultural Brasileira e provar que a professora de História da Arte era muito ruim mesmo).</p>
<p>Já quando o assunto é arte contemporânea, meu senhor, que preguiça! Tudo é conceitual e, dado seu parco comprometimento com a representação da realidade, tudo é expressão. E quando tudo é expressão, será mesmo que é difícil compreender arte? Acho que essa lógica está toda ao contrário, arte que não consegue se comunicar com a sociedade que representa é arte alienada e sendo alienada, deveria mesmo achar que a culpa é de uma sociedade que não a compreende? Eu acho que esta arte contemporânea é arrogante, burguesa, elitista, que valoriza a si mesma justamente através do afastamento da sociedade. Grosso modo, acho arte contemporânea um desserviço ao seu papel social. E na maior parte das vezes, feia, estranha, como se fosse produzida muito mais para incomodar do que para ser apreciada. Não entendo isso, não se integra com a sociedade, não é acessível e não é bela. Já não vivemos mais tempos em que Guernica serve como desaforo a um oficial alemão (toda feiosa, mas ao menos tinha propósito de consciência social).</p>
<p>Eu amo obras de arte com cores luminosas. Aos sábados sempre tem uma galera vendendo quadros nas calçadas da região em que moro. Tem um cara que produz quadros que eu amo, outro dia quase comprei <a href="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2017/11/pintor-da-XV.png">esse quadro</a> (pensei duas vezes e ando me arrependendo desde então). Não sei o nome do artista, não é alguém especial, é só um cara que tenta viver de arte, provavelmente luta muito para conseguir pagar as contas e não deve ter sido exposto em museu ou galeria até hoje. Talvez nunca consiga na vida por falta de conexões certas que o leve aos meios eruditos daqueles que definem o valor da arte. Pra mim o que ele faz é arte e eu acho lindo. Tenho é pena daqueles entendidos de arte cuja apreciação depende de tantas referências e um discurso tão arrogante que deveria usar monóculo e usar suspensórios.</p>
<p>Arte não precisa ser compreendida, arte só precisa ser apreciada. Eu espero que um dia seja apreciada por muito mais pessoas.</p>
<p>p.s. vou atualizar aqui conforme o Lucas atualize os posts, as análises que ele está passando são bem diferentes do que coloquei aqui e de forma alguma lógicas inválidas, pelo contrário, eu tô achando sensacional. Seguem os links:<br />
<a href="https://www.facebook.com/lucas.fier/posts/1554969767895267" target="_blank" rel="noopener">Parte 1</a> | <a href="https://www.facebook.com/lucas.fier/posts/1557482910977286" target="_blank" rel="noopener">Parte 2</a> | <a href="https://www.facebook.com/lucas.fier/posts/1560328574026053" target="_blank" rel="noopener">Parte 3</a> | <a href="https://www.facebook.com/lucas.fier/posts/1562483490477228" target="_blank" rel="noopener">Parte 4</a></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>13 Reasons Why (ou 14)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2017 13:19:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[favoritos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na semana passada eu assisti o trailer de 13 Reasons Why. Mesmo antes de ser lançada, já estava na minha lista, por dois motivos muito simples: primeiro que tem alto teor de identificação pessoal, segundo que a Netflix tava lá dizendo que eu daria 5 estrelas cheinhas. Eu passei bullying pra caralho na infância e [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada eu assisti o trailer de 13 Reasons Why. Mesmo antes de ser lançada, já estava na minha lista, por dois motivos muito simples: primeiro que tem alto teor de identificação pessoal, segundo que a Netflix tava lá dizendo que eu daria 5 estrelas cheinhas.<span id="more-2139"></span></p>
<p>Eu passei bullying pra caralho na infância e em algumas fases da vida adulta. Não tinha esse nome na época, mas era essa parada aí: assédio, deboche e constrangimento com quem não se encaixa no modelo social/físico/comportamental. Importante destacar aqui que a tradicional sociedade paranaense é uma corja de seres desprezíveis que te tratam com extrema educação enquanto criticam tudo que você faz e fornecem recomendações constantes sobre o que você precisa fazer pra se encaixar no modelo comportamental deles, não importa se isso não é o que você quer pra sua vida. Só existe um modelo válido e o esperado é que você chegue lá ou morra tentando, porque tá aí um povo que não aceita a diferença. Isso só não é amplamente percebido porque é tanta educação e gentileza que se você reclama ou responde de maneira ríspida quem tá errado é você. É um inferno enquanto você está construindo sua identidade, creia-me.</p>
<p>Sexta-feira passada 13 Reasons Why estreou. Eu assisti praticamente tudo naquela noite, só dois episódios no sábado. Uma produção de qualidade sobre algo com que me importo. Porra, eu achei foda pra caralho! Eu não me vejo como ativista de nada e não é da minha natureza falar sobre coisas muito íntimas, principalmente as que me machucam/machucaram. Por isso maratonei a série, curti pra caralho, confirmei as 5 estrelas cheias e segui minha vida. Não estava me propondo a falar nada sobre o assunto, até que&#8230;</p>
<p>Eis que na quarta-feira começaram a surgir alguns posts e tweets. Eu estava em São Paulo a trabalho e lá geralmente não tenho tempo pra muita coisa, então acabei não acompanhando tudo que foi dito, mas pelo tom das postagens dos amigos desconfiei que já tem um bom buzz nas redes sociais. E por falar em tom das postagens, a coisa não vai bem.</p>
<p>Então, quando eu assisti o trailer de 13 Reasons Why rolou aquela identificação foda. Se você não viu, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nHdoAaLiU2E" target="_blank" rel="noopener">clica aqui</a>. Agora deixa eu desconstruir um pouquinho esse trailer, caso você tenha algumas expectativas errôneas que eu acho que o trailer pode causar: não é suspense, não é ação, não é romance e não é mais uma historia de <em>I see dead people</em>. 13 Reasons Why é drama. E um drama foda.</p>
<p>Citando a <a href="https://www.facebook.com/borboletando" target="_blank" rel="noopener">Victoria Siqueira</a>: <em>Se você não gostou da série, achou o enredo pobre ou qualquer outra coisa em torno da produção, tá tudo certo, ninguém tem a obrigação de gostar. Mas a outra, bem diferente, é achar que o tema é uma bobeira e um conto adolescente</em>.</p>
<p>Como eu comentei na postagem dela, eu não chamo de empatia porque pra ser empatia teria que ser algo que eu não vivi e eu já tive meus momentos de todo mundo me olhando, me julgando e/ou rindo de mim. Nesse caso não é empatia, é experiência. E cá entre nós, eu não sou tão compreensiva quanto ela, acho que quando a história é boa e o assunto é importante você precisa ser muito babaca pra ficar fazendo ladainha sobre a qualidade da produção. Mimimi gourmet de séries.</p>
<p>Um aleatório conhecido perguntou se a série engrena depois do sexto episódio ou se continua chata e irritante. Eu comentei que depende do tipo de pessoa que você é e de que lado do assédio você está. Se até o quinto episódio não rolou empatia, pode abandonar​ que é aquilo mesmo. Num mundo em que ninguém quer ser confrontado, meu comentário foi apagado e a &#8220;amizade&#8221; desfeita no Facebook. Não julgo ninguém por desfazer amizade no Facebook, principalmente essas que não são amizades, essas relações de quem se esbarrou 3 ou 4 vezes na vida e o contato na rede social simplesmente vai ficando. Mas dada a situação, me reservo o direito de ter uma suspeita de que tipo de pessoa ele é. Seja um assediador ou seja um gourmet de séries, amizade desfeita me parece um ótimo resultado.</p>
<p>Eu sinto muito que você ache irritante ou chato falar sobre a maneira monstruosa que grupos sociais estabelecidos se divertem enquanto magoam e ofendem pessoas novas e/ou diferentes. Eu sinto muito MESMO. Há cicatrizes muito fundas na carne de quem passou por bullying ou qualquer tipo de assédio. Se você não entende, você é parte do problema, tanto faz se você causou, se só deu risada ou se só não se importou, você é co-responsável. Você torna 13 Reasons Why 14 Reasons Why. Don&#8217;t be that dick.</p>
<p>E se você acha bobo, banal, irritante ou chato, você deveria saber que o CVV recebeu o dobro de emails diários desde o início da série e que 25 mensagens mencionam 13 Reasons Why (<a href="http://www.huffpostbrasil.com/2017/04/05/como-13-reasons-why-nos-alerta-das-metaforas-do-desespero-adol/">aqui</a>). Mas se você quiser também pode interpretar que a série está causando esse aumento. Don&#8217;t be that huge dick.</p>
<p>Pra encerrar, deixo uma citação de 13 Reasons Why, fodástica:</p>
<blockquote><p><em>Whole point for criative expression is to hold a mirror to the world, so hopefully this god awful people concern to see themselves and make conections helping them through their really ass lifes. Your pain, your pain is important to other people.</em></p></blockquote>
<p>p.s.: eu já devo ter sido o monstro algumas vezes na vida. Mas eu tento ser melhor. Você deveria tentar também.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Manifesto do Café</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2015 12:25:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[favoritos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu, pessoa descontrolada por trás deste blog proponho uma manifestação de proporções épicas em nome de um item absolutamente necessário à convivência matinal: o café. CAPÍTULO I &#8211; CONSIDERAÇÕES INICIAIS Artigo 1°&#160;&#8211; Considerando que eu, portadora de um CPF e um RG que não vou escrever aqui &#8211; doravante denominada VICIADA EM CAFEÍNA &#8211; e [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eu, pessoa descontrolada por trás deste blog proponho uma manifestação de proporções épicas em nome de um item absolutamente necessário à convivência matinal: o café.<span id="more-481"></span></p>



<p><strong>CAPÍTULO I &#8211; CONSIDERAÇÕES INICIAIS</strong></p>



<p>Artigo 1°&nbsp;&#8211; Considerando que eu, portadora de um CPF e um RG que não vou escrever aqui &#8211; doravante denominada VICIADA EM CAFEÍNA &#8211; e o Governo Federal da República Federativa do Brasil &#8211; doravante denominado AQUELES SUJEITINHOS, não possuem relação estreita e VICIADA EM CAFEÍNA será solenemente ignorada por AQUELES SUJEITINHOS, aquela manifesta sua proposta unilateral como segue. Para fins deste manifesto, demais cidadãos interessados serão aqui referenciados como VICIADOS EM CAFEÍNA.</p>



<p><strong>CAPÍTULO II &#8211; DO OBJETO</strong></p>



<p>Artigo 2° &#8211; O subsídio agrícola do café deve, a partir da presente data, ser aplicado no setor terciário da economia, atingindo o consumidor final diretamente.</p>



<p>parágrafo único &#8211; Fica desde já estabelecido que o cidadão tem direito a um café espresso gratuito por dia, correspondente a 100ml. A indisponibilidade do item em ponto comercial implicará, imediatamente, na substituição do mesmo por café comum, atendendo a duas condições: café forte e com o dobro de volume, equivalente a 200ml.</p>



<p><strong>CAPÍTULO III &#8211; DA APLICAÇÃO</strong></p>



<p>Artigo 3° &#8211; Fica estabelecida a aplicação do presente manifesto nos seguintes termos: AQUELES SUJEITINHOS deverão distribuir cartões eletrônicos de recarga mensal gratuita, através da rede comercial responsável pela venda do café.</p>



<p>§ 1 &#8211; Cidadãos que não se utilizarem de sua cota poderão repassar as mesmas, tendo por obrigação, no entanto, não apresentar menores indícios de mal-humor matinal.</p>



<p>§ 2 &#8211; VICIADOS EM CAFEÍNA ficam terminantemente proibidos de apresentar características irritadiças e mal-humor no horário da manhã, com exceção dos casos em que não seja possível encontrar café para vender.</p>



<p><strong>CAPÍTULO IV &#8211; DAS PENAS</strong></p>



<p>Artigo 4° &#8211; VICIADOS EM CAFEÍNA podem declarar déficit de cafeína no sangue como atenuante em processos judiciais, exceto em casos de crimes hediondos.</p>



<p>Sem mais, subscrevo.</p>



<p><em>Em tempo: este texto não tem qualquer valor legal e aquele que considerar que isso de fato pode ser utilizado judicialmente será doravante classificado como burro na minha opinião.</em></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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