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	<title>Arquivos favoritos | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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	<description>Já não sou mais tão jovem para ter tantas certezas</description>
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	<title>Arquivos favoritos | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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		<title>Black Friday: entenda que descontos fazem sentido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Nov 2017 11:28:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[favoritos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É madrugada da Black Friday e eu tô aqui tentando me distrair pra relaxar e dormir. Um monte de ideias que circulam, perdidas entre tantas métricas e vontade de fazer um excelente resultado. Quase todos os comerciais são sobre Black Friday, o jornal fala dela. Foi a internet que trouxe a Black Friday no Brasil, [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É madrugada da Black Friday e eu tô aqui tentando me distrair pra relaxar e dormir. Um monte de ideias que circulam, perdidas entre tantas métricas e vontade de fazer um excelente resultado. Quase todos os comerciais são sobre Black Friday, o jornal fala dela. Foi a internet que trouxe a Black Friday no Brasil, é a maior data do ecommerce brasileiro, fatura mais que Natal e Dia das Mães.</p>
<p><span id="more-2165"></span>Hoje na volta do almoço duas mulheres comentavam sobre a vitrine que tinham visto: &#8220;É Black Fraude&#8221;. Um cara no jornal disse que desconto menor que 50% nem vale a pena, que geralmente é tudo pela metade do dobro. Eu me pergunto se as pessoas fazem alguma ideia como funciona a rentabilidade. Por mais que você queira muito comprar alguma coisa com muito desconto, você entende que para o cara que está vendendo isso é um negócio, né?</p>
<p>Antes de reclamar de desconto, você tem que pensar um pouco, acompanhe meu raciocínio. Você compra um monte de jujuba na distribuidora de doces perto da sua casa, R$ 1,00 cada uma. Vende pra galera no trampo por R$ 2,00. Vendeu 10 jujubas, recebeu R$ 20, R$ 10 de custo, R$ 10 de lucro (50%).</p>
<p>Pra ganhar mais dinheiro, você faz uma promoção: leve 3 pague 2 (uhu, promoção, jujuba 33% Off). Vendeu 30 jujubas, recebeu R$ 40, R$ 30 de custo, R$ 10 de lucro (25%). Cara, você vendeu o triplo de jujubas, mas GANHOU O MESMO DINHEIRO! Você percebe que sua promoção é ruim? Pro lucro começar a aparecer, você precisa vender muito mais, tipo 45 jujubas. Dá uma olhada na tabela:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2522 size-full" src="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2017/11/01.png" alt="" width="476" height="93" srcset="https://lomyne.com/wp-content/uploads/2017/11/01.png 476w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2017/11/01-300x59.png 300w" sizes="(max-width: 476px) 100vw, 476px" /></p>
<p>E aí vem a Black Friday e a galera começa a pedir uma promoção ainda melhor. Dá pra vender a 50%? Não colega, não dá, ISSO É TODO O SEU LUCRO. Aí você vai lá e negocia com o cara da distribuidora de doces, ele diz que te dá 20% de desconto se você comprar 100 jujubas. Você vende com 50% Off, sabe o que acontece? Olha a tabela de novo:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2527 size-full" src="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2017/11/02.png" alt="" width="490" height="93" srcset="https://lomyne.com/wp-content/uploads/2017/11/02.png 490w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2017/11/02-300x57.png 300w" sizes="(max-width: 490px) 100vw, 490px" /></p>
<p>Tá me entendendo que você precisou vender DEZ VEZES MAIS JUJUBAS pra ganhar R$ 20? Já pensou que se só tivesse 10 pessoas no seu trampo seria muito difícil conseguir vender essas 100 jujbas? Agora bota isso em escala de milhares ou até milhões.</p>
<p>Mimimi, quero comprar um celular com 70% off. Você acredita mesmo que a margem de lucro é de mais de 70%? Óbvio que não. Boa parte desse mimimi sobre Black Friday é causado simplesmente porque a pessoa tá olhando o umbigo dela e não faz a menor ideia de como funciona o capitalismo. Dica: o objetivo é o lucro, ninguém quer trabalhar de graça.</p>
<p>Mas então porque as empresas fazem Black Friday com até 70% Off, como elas lucram com isso? Olha, tem várias formas, seguem alguns exemplos:</p>
<p>1. Compram grande quantidade e conseguem negociar preço com o fornecedor (como o da jujuba ali em cima).</p>
<p>2. Principalmente em tecnologia, produtos antigos que já vendem pouco e inibem a compra do lançamento. Tipo Iphone 4.</p>
<p>3. Muito comum em moda, aquela liquidação de produtos da coleção do ano passado que está encalhada.</p>
<p>4. Produtos próximos do vencimento, que se não vender é tudo prejuízo.</p>
<p>Isso é o básico. Agora quando a gente é especialista e utiliza compreensão avançada de marketing (como meus clientes são e nós também), a gente tem outras variáveis úteis, por exemplo:</p>
<p>1. Necessidade recorrente: Há 6 meses eu comprei uma Dolce Gusto. Ganhei a máquina porque compreu 30 caixas de cápsulas. Foi um baita de um desconto. As cápsulas acabaram e eu agora compro sem promoção.</p>
<p>2. Retenção e fidelização: Sephora não costuma dar descontos, mas possui um programa de pontos que já me rendeu muitas miniaturas, nécessaires, bolsas, amostras&#8230; Eu gosto de um mimo e compro novamente.</p>
<p>3. Mix de carrinho: seu shampoo está com 50% de desconto. Você vê que faltam R$ 10 pro frete grátis, vai lá e compra o condicionador também, que não tinha desconto.</p>
<p>4. Email marketing: email é o canal mais lucrativo de performance (considerando as fontes pagas). Se um usuário permite que eu envie emails pra ele e eu faço um trabalho decente nesse canal, ele vai voltar a comprar.</p>
<p>Tem mais um monte de coisa, mas meu objetivo aqui é só um: tentar explicar que não faz o menor sentido você querer uma Black Friday com 70% de desconto em tudo. Oportunidades excelentes existem, mas isso tudo ainda é um grande negócio. O melhor negócio do ecommerce brasileiro.</p>
<p>Boa sorte nas suas compras, recomendo que tome o cuidado com mega oportunidades imperdíveis de 70% Off em sites que você nunca viu antes. Há infinitas histórias de gente que comprou um celular a preço de banana e recebeu um tijolo (ou nem recebeu). O problema do malandro é achar que ele é o único malandro envolvido.</p>
<p>Breve Jabá dos meus clientes em Black Friday, caso você se interesse:</p>
<p><a href="http://compre.vc/v2/3287251980e" target="_blank" rel="noopener">SEPHORA</a> | <a href="https://www.anacapri.com.br/store/c/liquida" target="_blank" rel="noopener">ANACAPRI</a> | <a href="https://www.arezzo.com.br/c/promocao" target="_blank" rel="noopener">AREZZO</a> | <a href="https://www.schutz.com.br/store/" target="_blank" rel="noopener">SCHUTZ</a></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Ars Longa Vita Brevis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Nov 2017 22:58:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[favoritos]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: este post pode vir a soar arrogante, não como propósito inicial, mas como efeito colateral do assunto e da minha visão peculiar de mundo. Nâo há aqui profundo embasamento científico, este post é opinião (como quase tudo neste blog). Tudo começou a um tempo atrás na ilha do sol. Não, péra. Tudo começou com [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aviso: este post pode vir a soar arrogante, não como propósito inicial, mas como efeito colateral do assunto e da minha visão peculiar de mundo. Nâo há aqui profundo embasamento científico, este post é opinião (como quase tudo neste blog).<span id="more-2156"></span></p>
<p>Tudo começou a um tempo atrás na ilha do sol. Não, péra. Tudo começou com o post de um amigo no Facebook, sobre a dificuldade de se entender arte. É uma argumentação longa e ainda incompleta, quatro partes por ora (links no fim do post). Não me lembro há quanto tempo eu não lia algo assim que me fizesse pensar e colocar para funcionar todas as caraminholas da minha bagagem teórica de humanas. Acho que a última vez tinha sido no Orkut, quando as comunidades ainda eram um local para se debater ideias e não somente nomes divertidos que soavam bem no perfil cujo recheio de restringia a &#8220;beija ou passa&#8221;.</p>
<p>Essa internet do início dos anos 2000 era outra coisa, de argumentos longos e elaborados que enriqueciam e acalentavam as ideias. Antes de Orkut, quando isso tudo era mato, haviam os fóruns de discussão por e-mail, onde se proliferavam grupos de pessoas sedentas por debates de ideias em busca de sintonias e interesses semelhantes, coisas que na minha cabeça são os princípios sobre os quais se ergueram as redes sociais, cujo conteúdo hoje é dissonante do que efetivamente poderia me acrescentar algo, pela leviana priorização de minhas interações sociais. Enfim, divago por nostalgia sem propósito. O objetivo deste post é falar de arte. Mais especificamente artes plásticas, aquele recheio de museus e galerias (guardemos os comentários pejorativos para daqui a pouco).</p>
<p>Eu não sou artista. Tenho algumas páginas de contos engavetados e alguns poemas porcos que podem ser classificados como expressões artísticas por pessoas mais gentis que eu. Se nem pra escritora sirvo, quando o assunto é arte eu me compreendo como plateia. Uma plateia muito exigente, porém ainda plateia. Diante de uma conversa responsável sobre arte, estou mais próxima de analisar os fenômenos relacionados ao comportamento de massa e indústria cultural do que capaz de discutir arte. Mas a questão toda aqui é que as ideias do Lucas me deixaram com uma coceirinha mental sobre a qual eu preciso escrever para digerir. Pois que este blog é muito mais recheado de ideias que me incomodam do que me agradam.</p>
<p>Repetindo aqui os passos iniciais da análise do Lucas, arte originalmente tem associação de técnica precisa, com propósito de oferecer um retrato da realidade. No entanto, quero fazer uma breve pausa para plantar a semente da discórdia com questionamentos mínimos a respeito do quanto a arte comercial da idade média, que hoje se celebra como clássica nos museus, efetivamente mostrava as pessoas como realmente eram: me reservo o direito de suspeitar que os retratos de nobres por muitas vezes &#8220;aprimoram&#8221; a realidade, com base em inúmeros boatos a respeito da beleza e do porte físico dos personagens retratados (além da minha eterna desconfiança a respeito da veracidade dado o conhecimento que se tem hoje sobre a higiene daquela época, ou trocando em miúdos, nem a pau que aquele bando de porcos tinham aqueles cabelos mesmo, era tudo peruca, isso sim). Enfim, divago novamente.</p>
<p>Arte era fidelidade com a realidade, mas quanto mais a tecnologia promoveu ferramentas para replicar a realidade com perfeição, mais arte se tornou expressão. Pois que a partir do momento que arte se torna expressão, é expressão de quê? De uma determinada visão de mundo, creio eu. E seu valor passou a ser mensurado com base na apreciação de distintas classes sociais (aquelas capazes de comprá-las). Foi o tempo, a evolução da sociedade e a opinião de &#8220;pessoas de valor&#8221; (sejam os donos do dinheiro ou os críticos de arte) que tornaram arte algo mais. Sobre este algo mais cabe escrutínio que gente demais se dedica a fazer, com muito mais embasamento e conhecimento do que eu disponho.</p>
<p>A imagem que ilustra este post faz parte do acervo do MASP, chama-se Diana Adormecida e é uma das minhas obras de arte favoritas. Eu me interessei por arte, mas isso não é um conceito baseado em compreensão, arte pra mim é emocional. Eu gosto da perfeição do mármore (um dia o segurança do MASP se distrai e eu meto a mão na Diana, sou apaixonada pela perfeição dos pés e da sandália). Eu gosto de apreciar a técnica, eu fico impressionada com os detalhes, eu amo analisar a sutileza das cores necessária para criar condições realistas de luz. Isso é como arte faz com que eu me sinta. Isso é a minha relação com a arte.</p>
<p>Eu acredito que arte deve ter intenção, efeito e que, sim, tem um papel social. Quando olhamos para trás na história, é a arte que nos permite interpretar períodos, através da percepção do que aquela época compreendia como belo, como chocante, como ideal físico e comportamental, como prioridade de expressão. Em contrapartida, também precisamos de contexto para compreender esta arte. Se não há um conhecimento sobre o que era aquela sociedade, não é possível compreender uma obra de arte (um quadro ou escultura) como coerente, adequado, subversivo. Contexto histórico é necessário para compreender arte. Isto posto, também não se pode ignorar a responsabilidade da arte contemporânea em estabelecer recortes plausíveis de nosso presente para uma percepção responsável no futuro.</p>
<p>Mas afinal, arte é pra quem? Serve pra quê? Vale quanto? Esta semana teve um bafafá sobre uma obra apócrifa de Da Vinci batendo recorde de valor em leilão, 1,5 bilhão. Isso está muito longe da realidade da maior parte das pessoas, um número tão obsceno não faz o menor sentido. Serve apenas como termômetro da arrogância artística de uma parte da sociedade, definindo como extremamente valioso aquilo que não traz nada de novo ao que já conhecemos como arte, como expressão do período, como obra de Da Vinci (e eu definitivamente não acho que seja uma obra de arte bonita). Mas como bem disse meu amigo na sequência de posts, parece que Da Vinci tinha um certo toque de Midas, aquilo que nem temos certeza se é obra dele bate recordes financeiros.</p>
<p>Diante desse blá-blá-blá todo, será mesmo que está certo em pleno 2017 acharmos que é uma pena que as pessoas não frequentam museus e galerias? Será que não deveríamos ser menos babacas ao reclamar dos museus vazios e micaretas cheias, quando a arte não tem hoje qualquer proximidade com a sociedade? Não é muito mimimi burguês? Eu dou conta de referências mínimas de conhecimento histórico e referências sociais para compreender arte, mas isso tem a ver com a minha origem social e educação, eu não seria uma boa pessoa se estivesse aqui reclamando da alienação das pessoas, quando de fato isso diz respeito a referência e principalmente interesse.</p>
<p>Obras de arte, sejam antigas ou contemporâneas, tem algum propósito real além da apreciação? Se você não acha bonito, não admira, não preza e não se importa com o contexto histórico ao qual uma obra de arte pertence, será mesmo que cabe alguma problematização?</p>
<p>O que eu vejo hoje é um universo de obras de arte antigas que não despertam interesse na maior parte da sociedade porque na formação educacional a maneira como o conhecimento sobre arte é transmitido é completamente chata, sejamos honestos. Minha professora de História da Arte da faculdade conseguia me deixar completamente entediada diante de artistas e obras que eu amo muito. Se isso acontece no nível superior dentro de um conhecimento específico, que dirá o pouco contato que temos com arte ao longo do ensino de história na formação básica. (Breve pausa para agradecer a Giovanni Baptista, que utilizou movimentos artísticos para contextualizar e transmitir todo o conteúdo da disciplina Realidade Sócio-econômica, Política e Cultural Brasileira e provar que a professora de História da Arte era muito ruim mesmo).</p>
<p>Já quando o assunto é arte contemporânea, meu senhor, que preguiça! Tudo é conceitual e, dado seu parco comprometimento com a representação da realidade, tudo é expressão. E quando tudo é expressão, será mesmo que é difícil compreender arte? Acho que essa lógica está toda ao contrário, arte que não consegue se comunicar com a sociedade que representa é arte alienada e sendo alienada, deveria mesmo achar que a culpa é de uma sociedade que não a compreende? Eu acho que esta arte contemporânea é arrogante, burguesa, elitista, que valoriza a si mesma justamente através do afastamento da sociedade. Grosso modo, acho arte contemporânea um desserviço ao seu papel social. E na maior parte das vezes, feia, estranha, como se fosse produzida muito mais para incomodar do que para ser apreciada. Não entendo isso, não se integra com a sociedade, não é acessível e não é bela. Já não vivemos mais tempos em que Guernica serve como desaforo a um oficial alemão (toda feiosa, mas ao menos tinha propósito de consciência social).</p>
<p>Eu amo obras de arte com cores luminosas. Aos sábados sempre tem uma galera vendendo quadros nas calçadas da região em que moro. Tem um cara que produz quadros que eu amo, outro dia quase comprei <a href="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2017/11/pintor-da-XV.png">esse quadro</a> (pensei duas vezes e ando me arrependendo desde então). Não sei o nome do artista, não é alguém especial, é só um cara que tenta viver de arte, provavelmente luta muito para conseguir pagar as contas e não deve ter sido exposto em museu ou galeria até hoje. Talvez nunca consiga na vida por falta de conexões certas que o leve aos meios eruditos daqueles que definem o valor da arte. Pra mim o que ele faz é arte e eu acho lindo. Tenho é pena daqueles entendidos de arte cuja apreciação depende de tantas referências e um discurso tão arrogante que deveria usar monóculo e usar suspensórios.</p>
<p>Arte não precisa ser compreendida, arte só precisa ser apreciada. Eu espero que um dia seja apreciada por muito mais pessoas.</p>
<p>p.s. vou atualizar aqui conforme o Lucas atualize os posts, as análises que ele está passando são bem diferentes do que coloquei aqui e de forma alguma lógicas inválidas, pelo contrário, eu tô achando sensacional. Seguem os links:<br />
<a href="https://www.facebook.com/lucas.fier/posts/1554969767895267" target="_blank" rel="noopener">Parte 1</a> | <a href="https://www.facebook.com/lucas.fier/posts/1557482910977286" target="_blank" rel="noopener">Parte 2</a> | <a href="https://www.facebook.com/lucas.fier/posts/1560328574026053" target="_blank" rel="noopener">Parte 3</a> | <a href="https://www.facebook.com/lucas.fier/posts/1562483490477228" target="_blank" rel="noopener">Parte 4</a></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Precisamos conversar sobre Ética</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2017 12:50:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com nosso querido amigo Google, Ética é: 1. parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo esp. a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social. 2. p.ext. conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com nosso querido amigo Google, Ética é:</p>
<blockquote><p>1. parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo esp. a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social.<br />
2. <em>p.ext.</em> conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.</p></blockquote>
<p><span id="more-2135"></span><br />
Eu prefiro extrapolar para um conceito simples: ética é aquilo que&nbsp;qualquer pessoa de bom senso não faz porque sabe que é errado, independente do que está previsto em lei. Ética é uma amiga bem próxima do caráter e sinceramente acho que se você não tem um, não vai entender ou conseguir aplicar a outra.</p>
<p>Há&nbsp;uma disciplina inerente a quase todo curso de Publicidade: Ética e&nbsp;Legislação.&nbsp;Costumo&nbsp;fazer a piada que essa disciplina consiste em separar o que é crime do que é estratégia diferenciada, principalmente porque a ética na publicidade muitas vezes é um assunto nebuloso. Mas quando a gente fica adulto a gente acaba desconstruindo um monte de coisa e&#8230; bom, eu tô tentando melhorar ao escrever esse post.</p>
<p>De acordo com Kant, na Crítica da Razão Prática: <em>&#8220;Age de tal modo que a máxima de tua vontade possa valer sempre como princípio de uma legislação universal.&#8221;</em>&nbsp;Ou,&nbsp;colocando em vocabulário vulgar: <em>se todo mundo fizer a mesma coisa que você tá fazendo, vai ficar todo mundo feliz? Se fizerem contigo o que você tá fazendo, cê vai achar maneiro?</em>&nbsp;Se sua resposta for não, bem, aí já sabemos quem é o pau no cu&nbsp;da história, né? Eu não acho difícil,&nbsp;mas com tudo que eu já vi nessa vida, parece um conceito muito complexo pra muita gente.</p>
<p>O primeiro aspecto em que isso pega pra mim é na lógica profissional, cabem aqui 300 mil exemplos de como as pessoas não fazem o menor sentido, desde comportamentos pessoais que&nbsp;favorecem determinados parceiros para ganhar uma grana por fora até conversas maledicentes que destroem carreiras porque não gostam da pessoa, independente da qualidade do trabalho. Sem falar nos &#8220;roubos de contrato&#8221; que a gente acaba sabendo por fofoca de mercado. Eu trabalho em um lugar profundamente ético e por vezes digo aos meus chefes (pessoas incríveis) que não tenho estômago pra certas coisas que eles encaram.</p>
<p>Em outros aspectos da vida, dá pra fazer um tratado sobre relacionamentos! Tipo assim, um ser pensante não deveria trair, né? <em>hum&#8230; tô a fim de transar com esse aleatório na minha frente&#8230;&nbsp;meu namorado vai ficar puto se souber, mas ele não vai saber mesmo, então vou fazer.</em> Eu preciso desenhar qual é o problema?</p>
<p>Outro exemplo: é público e notório que eu ando nessa vida de aplicativos de pegação, Tinder, Happn, etc. No último feriado eu zerei a brincadeira, encontrei alguém massa pra caralho e desinstalei os aplicativos. Só que eu andava com uns rolos em aberto e ao longo da semana conforme&nbsp;os rolos foram puxando papo eu comuniquei que estou namorando. Um deles, amigo de muitos anos, me deu parabéns (yep, amigos, problematizem essa forma de relacionamento em outro horário, esse eu comentei só pra deixar claro que o problema não é todo mundo). Outro cara ontem pela manhã foi insistente, chegou a declarar que merecia uma despedida. Porra, véi, cê num merece não, ninguém merece, eu disse que tô monogâmica, que que você tá pensando? Que eu acabei de começar um relacionamento e vou meter-lhe um belo par de chifres porque&#8230; Por que mesmo?</p>
<p>Ontem à noite eu recebi uma mensagem por whatsapp, de um número desconhecido, sem nenhum texto, somente um nude de uma mulher desconhecida. DDD 11,&nbsp;olhei pra foto do cara, nunca vi mais gordo.&nbsp;Fiquei pensando quais coisas eu poderia fazer que fossem eficientes para foder a vida deste filho da puta sem expôr a imagem da guria. Não consegui ter nenhuma ideia, só respondi com um leve esporro e bloqueei o contato. Se alguém tiver conhecimento de como responsabilizar esse cara e como fazer da vida dele um inferno, me avise.</p>
<p>Ainda falando de tretas dos últimos dias, Elika Takamoto (<a href="http://lmgtfy.com/?q=Elika+Takimoto" target="_blank" rel="noopener noreferrer">lmgtfy</a>) repostou seu <a href="https://elikatakimoto.com/2016/04/30/contando-sobre-as-cotas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">texto foda sobre cotas</a> e sofreu uma enxurrada de ataques, rotulada de racista. Wilson Gomes, professor renomado, precisou dar &#8220;carteirada de negro&#8221;&nbsp;ao apoiá-la e mesmo assim ainda virou o preto vendido defendendo brancas, encarou deboche de desconstruidão nas redes sociais. Ambos foram atropelados pela polícia&nbsp;da internet e Elika deletou seu Facebook. Ninguém leu direito. Ninguém prestou atenção, a manada passou por cima.</p>
<p>Fora isso ainda temos a turma que fica com o troco indevido, a galera que estaciona onde não deve &#8220;só por 5 minutinhos&#8221;, os espertões que pegam incontáveis sachês de catchup da lanchonete pra não precisar comprar em casa, a diarista que&nbsp;fatura mais de 3 mil reais por mês e recebe bolsa família, porque o governo não consegue rastrear a renda dela.</p>
<p>Vocês entendem quais os problemas de todos esses pontos? Pelo amor de Deus me digam que&nbsp;dá pra perceber, porque eu tenho muita dificuldade em ter fé na humanidade.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Drops de avião</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2017 11:02:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Avião é aquela coisa, né, já teve mó glamour, mas acabou. Brasileiro vive reclamando da corrupção, mas a galera não é capaz de respeitar a fila preferencial de embarque, veja só a situação. Entendo a importância do detector de metal, mas dada a dificuldade e a demora diante da máquina eu me pergunto se as [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Avião é aquela coisa, né, já teve mó glamour, mas acabou. Brasileiro vive reclamando da corrupção, mas a galera não é capaz de respeitar a fila preferencial de embarque, veja só a situação.<span id="more-2149"></span></p>
<p>Entendo a importância do detector de metal, mas dada a dificuldade e a demora diante da máquina eu me pergunto se as pessoas entendem o conceito de &#8220;metal&#8221;.</p>
<p>Queria muito trocar ideia com um gringo sobre o inglês embromation que comissários de bordo, pilotos e co pilotos falam. Perguntar se dá pra entender alguma coisa, porque olha, eu não consigo&#8230;</p>
<p>Se houver uma criança manhosa a fim de espernear e fazer escândalo dentro do avião, tal fato acontecerá há no máximo dois metros de mim. Sei lá, acho que tirei selfie no Calvário.</p>
<p>Agora (quase) tudo é vendido no busão-avião. Analisando friamente, se todo mundo pedisse lanche, comida e talz periga dar mais lucro que passagem&#8230;</p>
<p>Sugestão 1: vender o combo passagem + assento mais conforto (sic) + lanche = preço do dobro da passagem.</p>
<p>Sugestão 2: a R$25 pila o lanchinho, essa porra devia dar milhagem.</p>
<p>Em Brasília o avião leva tanto tempo taxiando que eu tenho quase certeza que geralmente pouso em Goiás.</p>
<p>Porque diabos pilotos adoram bater um papão? Assim, migo, era importante eu saber a temperatura e o clima da cidade de destino antes de embarcar pra escolher o que vestir, não no meio do vôo. Pra isso temos o Google.</p>
<p>Aliás, a estrutura de som foi feita pela Nextel? Sério, colega, 2017 e a tecnologia ainda não permite compreender 70% do que o piloto fala.</p>
<p>Quem regula o volume das notificações da tripulação/piloto? Qual é o objetivo? Acordar todo mundo que estiver dormindo? Assustar todo mundo que está dentro do avião?</p>
<p>Como é feito o cálculo do tamanho da bagagem de mão? De acordo com a minha experiência pessoal, se todo mundo usar o tamanho máximo com certeza não cabe tudo dentro do avião.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>13 Reasons Why (ou 14)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2017 13:19:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[favoritos]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[#13ReasonsWhy]]></category>
		<category><![CDATA[#NaoSejaUmPorque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na semana passada eu assisti o trailer de 13 Reasons Why. Mesmo antes de ser lançada, já estava na minha lista, por dois motivos muito simples: primeiro que tem alto teor de identificação pessoal, segundo que a Netflix tava lá dizendo que eu daria 5 estrelas cheinhas. Eu passei bullying pra caralho na infância e [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada eu assisti o trailer de 13 Reasons Why. Mesmo antes de ser lançada, já estava na minha lista, por dois motivos muito simples: primeiro que tem alto teor de identificação pessoal, segundo que a Netflix tava lá dizendo que eu daria 5 estrelas cheinhas.<span id="more-2139"></span></p>
<p>Eu passei bullying pra caralho na infância e em algumas fases da vida adulta. Não tinha esse nome na época, mas era essa parada aí: assédio, deboche e constrangimento com quem não se encaixa no modelo social/físico/comportamental. Importante destacar aqui que a tradicional sociedade paranaense é uma corja de seres desprezíveis que te tratam com extrema educação enquanto criticam tudo que você faz e fornecem recomendações constantes sobre o que você precisa fazer pra se encaixar no modelo comportamental deles, não importa se isso não é o que você quer pra sua vida. Só existe um modelo válido e o esperado é que você chegue lá ou morra tentando, porque tá aí um povo que não aceita a diferença. Isso só não é amplamente percebido porque é tanta educação e gentileza que se você reclama ou responde de maneira ríspida quem tá errado é você. É um inferno enquanto você está construindo sua identidade, creia-me.</p>
<p>Sexta-feira passada 13 Reasons Why estreou. Eu assisti praticamente tudo naquela noite, só dois episódios no sábado. Uma produção de qualidade sobre algo com que me importo. Porra, eu achei foda pra caralho! Eu não me vejo como ativista de nada e não é da minha natureza falar sobre coisas muito íntimas, principalmente as que me machucam/machucaram. Por isso maratonei a série, curti pra caralho, confirmei as 5 estrelas cheias e segui minha vida. Não estava me propondo a falar nada sobre o assunto, até que&#8230;</p>
<p>Eis que na quarta-feira começaram a surgir alguns posts e tweets. Eu estava em São Paulo a trabalho e lá geralmente não tenho tempo pra muita coisa, então acabei não acompanhando tudo que foi dito, mas pelo tom das postagens dos amigos desconfiei que já tem um bom buzz nas redes sociais. E por falar em tom das postagens, a coisa não vai bem.</p>
<p>Então, quando eu assisti o trailer de 13 Reasons Why rolou aquela identificação foda. Se você não viu, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nHdoAaLiU2E" target="_blank" rel="noopener">clica aqui</a>. Agora deixa eu desconstruir um pouquinho esse trailer, caso você tenha algumas expectativas errôneas que eu acho que o trailer pode causar: não é suspense, não é ação, não é romance e não é mais uma historia de <em>I see dead people</em>. 13 Reasons Why é drama. E um drama foda.</p>
<p>Citando a <a href="https://www.facebook.com/borboletando" target="_blank" rel="noopener">Victoria Siqueira</a>: <em>Se você não gostou da série, achou o enredo pobre ou qualquer outra coisa em torno da produção, tá tudo certo, ninguém tem a obrigação de gostar. Mas a outra, bem diferente, é achar que o tema é uma bobeira e um conto adolescente</em>.</p>
<p>Como eu comentei na postagem dela, eu não chamo de empatia porque pra ser empatia teria que ser algo que eu não vivi e eu já tive meus momentos de todo mundo me olhando, me julgando e/ou rindo de mim. Nesse caso não é empatia, é experiência. E cá entre nós, eu não sou tão compreensiva quanto ela, acho que quando a história é boa e o assunto é importante você precisa ser muito babaca pra ficar fazendo ladainha sobre a qualidade da produção. Mimimi gourmet de séries.</p>
<p>Um aleatório conhecido perguntou se a série engrena depois do sexto episódio ou se continua chata e irritante. Eu comentei que depende do tipo de pessoa que você é e de que lado do assédio você está. Se até o quinto episódio não rolou empatia, pode abandonar​ que é aquilo mesmo. Num mundo em que ninguém quer ser confrontado, meu comentário foi apagado e a &#8220;amizade&#8221; desfeita no Facebook. Não julgo ninguém por desfazer amizade no Facebook, principalmente essas que não são amizades, essas relações de quem se esbarrou 3 ou 4 vezes na vida e o contato na rede social simplesmente vai ficando. Mas dada a situação, me reservo o direito de ter uma suspeita de que tipo de pessoa ele é. Seja um assediador ou seja um gourmet de séries, amizade desfeita me parece um ótimo resultado.</p>
<p>Eu sinto muito que você ache irritante ou chato falar sobre a maneira monstruosa que grupos sociais estabelecidos se divertem enquanto magoam e ofendem pessoas novas e/ou diferentes. Eu sinto muito MESMO. Há cicatrizes muito fundas na carne de quem passou por bullying ou qualquer tipo de assédio. Se você não entende, você é parte do problema, tanto faz se você causou, se só deu risada ou se só não se importou, você é co-responsável. Você torna 13 Reasons Why 14 Reasons Why. Don&#8217;t be that dick.</p>
<p>E se você acha bobo, banal, irritante ou chato, você deveria saber que o CVV recebeu o dobro de emails diários desde o início da série e que 25 mensagens mencionam 13 Reasons Why (<a href="http://www.huffpostbrasil.com/2017/04/05/como-13-reasons-why-nos-alerta-das-metaforas-do-desespero-adol/">aqui</a>). Mas se você quiser também pode interpretar que a série está causando esse aumento. Don&#8217;t be that huge dick.</p>
<p>Pra encerrar, deixo uma citação de 13 Reasons Why, fodástica:</p>
<blockquote><p><em>Whole point for criative expression is to hold a mirror to the world, so hopefully this god awful people concern to see themselves and make conections helping them through their really ass lifes. Your pain, your pain is important to other people.</em></p></blockquote>
<p>p.s.: eu já devo ter sido o monstro algumas vezes na vida. Mas eu tento ser melhor. Você deveria tentar também.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>O Tinder não é para amadores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2016 15:13:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há um ano, eu me separei. Com 34 anos, um círculo pequeno de amigos e nenhum saco pra balada, em janeiro instalei o Tinder pra conhecer gente nova. Eu tenho um esboço de um post que um dia eu termino pra postar aqui, mas hoje eu quero tirar uns min do meu tempo pra falar [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há um ano, eu me separei. Com 34 anos, um círculo pequeno de amigos e nenhum saco pra balada, em janeiro instalei o Tinder pra conhecer gente nova. Eu tenho um esboço de um post que um dia eu termino pra postar aqui, mas hoje eu quero tirar uns min do meu tempo pra falar de um cara específico, ou melhor, um tipo de cidadão aleatório que surge nessa vida. Chamaremos de Thiago, pelo bem da queimação de cara.<span id="more-2089"></span></p>
<p>Ontem pela manhã o Thiago deu match e já puxou papo. Como o aplicativo é uma merda, eu só consegui ver o que ele mandou depois de eu mandei um &#8220;oi, tudo bem?&#8221;. Então aí o cidadão já tinha me chamado de rainha, perguntou se eu queria um escravo e me passou o whatsapp. Por motivos de o Tinder é uma merda e não notifica, bora pro whatsapp.</p>
<p>E aí o Thiago desembestou a falar de pé. Assim, nível fetiche hard, pediu foto do meu pé, perguntou quanto eu calço, se meu pé é gordo ou magro, enfim, obsessão afora. Não lidei bem. Eu sei que estranho é o fetiche do outro, mas né, gen, muita calma nessa hora.</p>
<p>Decidi que não ia nem visualizar é responder ontem pra não errar a mão no corte e só respondi hoje de manhã. E aí, meu povo, eu prefiro colocar o print aqui pra vocês entenderem como é a vida:</p>
<p><a href="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/mini_screenshot.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2091" src="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/mini_screenshot.jpg" alt="mini_screenshot" width="300" height="533" /></a></p>
<p>Aí você veja a situação: o cidadão leva um corte relativamente elegante e faz o quê? Resume a signo, deduz que eu não sei me relacionar e ainda acha que acertou (pelo pouco que eu compreendo de pictografia, já que desde que inventaram o a linguagem escrita eu pensei que não era mais necessário se comunicar por imagens).</p>
<p>Eu só decidi postar isso aqui pra pedir encarecidamente a qualquer indivíduo do sexo masculino: pelamordedeus, aceita o corte com dignidade, fecha a janelinha e ignora a guria forever, mas NÃO FAZ ISSO!</p>
<p>Não decida que sabe algo sobre alguém só porque esse alguém não quer nada contigo, não escrotize nesse nível, não ache que uma pessoa não consegue se relacionar, mas se você for mesmo escroto assim, guarde pra você. E se você não consegue fazer isso, por favor, entre em combustão espontânea. Ou se prepare, porque mais cedo ou mais tarde você acaba sendo escrotizado num print público assim.</p>
<p>Você é um babaca. E espero que a partir de agora, um babaca conhecido. E pensando bem, sim, eu tenho muita dificuldade em ter relacionamentos com babacas. Nunca tive nenhum. Esse não vai ser o primeiro.</p>
<p>Pras mulheres de Curitiba que quiserem, eu mando o print do perfil do Tinder pra vocês evitarem, só me pedir.</p>
<p>Update: aparentemente, se não sou de gêmeos, sou trans. Alguém me explique a lógica!</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-2621" src="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746-169x300.png" alt="" width="169" height="300" srcset="https://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746-169x300.png 169w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746-768x1365.png 768w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746-576x1024.png 576w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746.png 1440w" sizes="auto, (max-width: 169px) 100vw, 169px" /></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>6 Dicas para ser um adulto melhor</title>
		<link>https://lomyne.com/2015/12/6-dicas-para-ser-um-adulto-melhor/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=6-dicas-para-ser-um-adulto-melhor</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2015 17:26:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[favoritos]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2015 eu ganhei cabelos brancos, o que me habilita a dar conselhos, dicas, enfim, cagar regra a respeito da vida dos outros. Diante disso, segue uma listinha de coisas que eu acredito que podem fazer de você um adulto melhor. Não só em 2016. Pra vida, mesmo. 1. Preserve sua vida nas redes sociais [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2015 eu ganhei cabelos brancos, o que me habilita a dar conselhos, dicas, enfim, cagar regra a respeito da vida dos outros. Diante disso, segue uma listinha de coisas que eu acredito que podem fazer de você um adulto melhor. Não só em 2016. Pra vida, mesmo.<span id="more-1949"></span></p>
<blockquote><p>1. Preserve sua vida nas redes sociais</p></blockquote>
<p>Em momentos muito felizes ou nos mais podres, é natural rolar aquele impulso de contar tudo pra todo mundo e lá vai todo mundo pro Facebook juntar like e comentário. É legal, mas na maioria das vezes a gente não coloca as pessoas em grupos pra definir quem pode ver o quê e todo tipo de pessoa tem acesso a todos os aspectos da sua vida.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Não tô aqui querendo falar mal de ninguém, mas pessoas tem diferentes referenciais e não somos todos espíritos evoluídos pra nunca levantar um sentimento errado, tipo inveja, raiva. E aí vem a parte que ninguém gosta de admitir: nem todo mundo que tá nas suas redes sociais te ama. Na boa? Aquela colega de escola com quem você não fala desde a oitava série não te ama. Aquele cara que sua prima namorou há cinco anos não te ama. O vizinho da casa de praia da sua bisavó talvez te ame, mas aí já é um papo meio estranho.</p>
<p>Por isso, se o seu plano/projeto ainda está em desenvolvimento, guarde pra você e evite que aleatórios depositem sobre você suas invejas e frustrações. Se o dia tá foda e você precisa de ajuda, fale com alguém diretamente. Amizade não é bingo pra ver quem acerta. Se a vida tá maravilhosa, relaxa e aproveita.</p>
<blockquote><p>2. Esvazie o armário</p></blockquote>
<p>Se tem uma verdade nessa vida é que a gente se quebra de vez em quando. Dá raiva, ódio, desejo de vingança, mágoa, enfim, um monte de sentimento merda, mas eu não conheço uma pessoa realmente feliz que guarde esse tipo de coisa dentro de si.</p>
<p>Algumas pessoas próximas a mim são vingativas, já passaram horas tentando me explicar as estranhas elucubrações que fazem pra pagar na mesma moeda. Eu não consigo entender como pode ser que duas pessoas feridas seja melhor do que uma. Também não compreendo como agir de maneira tão desprezível quanto o outro pode ser um bom resultado.</p>
<p>Você não segue adiante nessa vida se fica guardando essas coisas dentro de você. Não tem nada pior do que começar um relacionamento e encontrar um monte de esqueletos nos armários. Esvazie tudo. Sério. Faça terapia, tenha aquela conversa difícil ou apenas aprenda a perdoar. A vida é bem melhor assim.</p>
<p>obs.: amiguinho, você não é o Batman pra ter galeria de inimigo(a). Aprenda a filosofia da Mulher Maravilha: lide com seus problemas de uma vez e segue adiante.</p>
<blockquote><p>3. Reveja seus conceitos</p></blockquote>
<p>Se você não repensou a maior parte dos seus conceitos nos últimos 10 anos, então você provavelmente tem sérios problemas de maturidade. Ser adulto é sobre um monte de coisas e como bem diz uma frase na parede da agência onde eu trabalho, já não sou mais tão jovem pra ter tantas certezas.</p>
<p>Quando eu tinha 16 anos, tive um rolo com um cara muito legal. Poderia ter sido um relacionamento sensacional, não fosse o fato de que eu fui uma idiota, porque afinal com 16 anos as coisas que eu achava importantes pra se ter um relacionamento eram ideias aprendidas de outros. Depois de adulta, com conceitos revistos, deu pra notar o tamanho da mancada.</p>
<p>Não tô nem perto de ser perfeita, devem haver inúmeras provas do quanto eu já tive ideias medíocres e errôneas nos 13 anos de histórico desse blog. Repensar algumas destas coisas me doeu, me encheu de vergonha, mas porra como foi importante. Eu já fui uma pessoa muito pior. Eu ainda pretendo ser uma pessoa melhor.</p>
<blockquote><p>4. Liberte-se do ativismo digital</p></blockquote>
<p>Calma, não tem nada errado em compartilhar online ideias e coisas que você realmente acredita (exceto aquelas que estão previstas na nossa legislação, porque na internet de hoje é preciso dizer o óbvio). Agora me diz: quando foi a última vez que você debateu com sua mãe sobre gays em novelas?</p>
<p>De que adianta viver falando na internet sobre igualdade de direitos para todos, se você deixa passar a piadinha machista que seus amigos contam? Ou mesmo leva na boa quando o tio fala que alguma coisa é &#8220;servicinho de preto&#8221;? Compre a briga. Corrija, converse, explique qual o problema. Nem sempre vai dar certo, tente de novo. Tem dias que você vai perder a batalha, tem dias que vai conseguir algum progresso. Tente todas as vezes.</p>
<p>No Natal, um dos meus irmãos reclamava que a esposa dele, extremamente branca, foi chamada de bicho da goiaba no Rio de Janeiro e que isso é racismo também. Expliquei que o peso não é o mesmo, que a coisa não é do mesmo tamanho. Ele entendeu. Uma batalha vencida.</p>
<p>No dia seguinte, família conversando no sofá sobre as imagens do Stenio Garcia pelado. Aquele discurso padrão de &#8220;mas porque tirar foto pelado, porque guardar?&#8221; Levei meia hora explicando que não interessa porque caralhos fotografaram ou filmaram, que não compartilhar é uma questão de ética. Não funcionou. Uma batalha perdida. Tentaremos novamente em breve.</p>
<p>Isso é muito importante, sabe? Na maior parte das vezes, compartilhamos coisas na internet que só chegam em pessoas que concordam com a gente. No almoço de domingo, com os colegas de trabalho, com amigos, com família lidamos com pessoas diferentes e lá sim, dá pra criar um mundo melhor.</p>
<blockquote><p>5. Pare de julgar as pessoas</p></blockquote>
<p>Não é porque a pessoa é gorda, ou gay, ou negra que ela é incompetente. Não é porque o cara tem tatuagens por tudo quanto é lugar que ele trabalha na Chilli Beans. E se for, não tem nada de errado em trabalhar na Chilli Beans. Não tem nada de errado com a pessoa de vestido florido no show de rock (provavelmente essa sou eu). Não tem nada de errado com as roupas de ninguém, com o cabelo cor de rosa.</p>
<p>Pense um pouco nas pessoas que não gostam de coisas que você gosta. Uma pessoa não é melhor ou pior do que outra porque gosta de funk, ou porque curte umas roupas estranhas, nem mesmo porque gosta de Senhor dos Anéis. E definitivamente não é porque você entende de música &#8216;boa&#8217; que precisa menosprezar quem gosta de Legião Urbana.</p>
<p>É um exercício muito difícil, não é toda hora que a gente consegue olhar pra roupa de alguém e não ter nenhum pensamento maldoso. Mas tenta. Tenta que a vida pode ser bem melhor pra todo mundo.</p>
<blockquote><p>6. Adicione uma regra</p></blockquote>
<p>Sério, bota aí uma coisa que te tornou um adulto melhor. E feliz 2016.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>As Sufragistas, um filme necessário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Dec 2015 16:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[favoritos]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[pré-estreia]]></category>
		<category><![CDATA[sufragistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos que se discute tanto machismo e feminismo, um filme contando um pedaço importante da história dos movimentos femininos vem bem a calhar. A gente vive bem, mas a gente ainda questiona um monte de coisas nessa vida, direitos que buscamos, igualdade que não temos, sejam de salários ou de expectativas sociais. E aí [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos que se discute tanto machismo e feminismo, um filme contando um pedaço importante da história dos movimentos femininos vem bem a calhar.</p>
<p>A gente vive bem, mas a gente ainda questiona um monte de coisas nessa vida, direitos que buscamos, igualdade que não temos, sejam de salários ou de expectativas sociais. <span id="more-1940"></span>E aí você olha com que aquelas mulheres estavam lidando e fica pensando como aguentavam, de onde tiravam forças. Cara, aquilo era o inferno na terra (quem sabe um dia digam isso sobre os dias de hoje, mas enfim).</p>
<p>O filme olha muito de perto pra vida de uma lavadeira, Maud Watts (Carey Mulligan), que não tá exatamente procurando se envolver. De repente se vê no meio de uma manifestação e começa a se dar conta quantas sufragistas fazem parte de sua vida, de uma forma ou de outra. É uma espiral descendente e a mulher simples passa a ouvir, prestar atenção e se engajar de verdade.</p>
<p>Na real <em>As Sufragistas</em> segue uma fórmula que me incomoda muito, mas parece ser a receita de bolo pra fazer um filme de sucesso de protagonismo feminino. Salvo raras exceções, Maud vai sendo conduzida a grandes momentos por outras sufragistas, por questões de oportunidade, ou impelida pela polícia. Assim como <em>Jogos Vorazes</em>, <em>Divergente</em> e outros tantos. Isso me incomoda por tantas razões que até vale fazer um post específico. De qualquer forma, acho que é bastante óbvio qual o problema de uma história cuja protagonista tem pessoas que fazem sua vida acontecer, tipo fada madrinha.</p>
<p>Entre as sufragistas, Meryl Streep e Helena Bonham Carter são as maiores estrelas, mas há uma personagem secundária, Violet, por quem desenvolvi uma forma de amor. Apesar dos pesares sobre a condução da história, Violet é a pedrinha no sapato que faz com que a protagonista se sinta incomodada com a própria realidade. Ela é simplesmente fantástica.</p>
<p>Há citações e mais citações reais no filme. Frases que ofendem e machucam mesmo nos dias de hoje. O argumento de que mulheres são emocionalmente e psicologicamente instáveis e por isso não devem votar, fere demais. Outras coisas provocam riso, como ironizar que depois de votar as mulheres vão querer ser advogadas, juízas e até serem candidatas. Uma delas é pra se apegar:</p>
<blockquote><p>We break windows, we burn things, because war is the only language that men listen to.</p></blockquote>
<p>Assista o trailer antes de continuar, por favor:</p>
<p><iframe loading="lazy" width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/R8le4sZHRdE" frameborder="0" allowfullscreen=""></iframe></p>
<p><em>As Sufragistas</em> tem um trailer tendencioso. Quando assisti, fui ao cinema esperando muito mais &#8220;ação&#8221;, uma história sobre um movimento político de sucesso, e a levada do filme é bem mais pessoal e dramática. Isso faz bastante sentido quando a base da questão é empatia. Pra gente hoje é fácil perceber os absurdos do posicionamento contra o voto das mulheres, mas como eu disse antes, provavelmente o tempo vai mostrar quão absurdos são os dias de hoje em relação às mulheres.</p>
<p>Por fim, vale a pena gastar uns minutos depois do filme pensando no marido da Maud. Um homem normal que comete verdadeiras barbaridades pra quem vive em 2015, mas ele nada mais é do que um homem bem normal para seu tempo. Seus erros são conduzidos por pressão social e por ser aquele o único caminho que ele conhece. Poderia ser um homem avante e a frente de seu tempo, mas é só um cara normal, o que dá um resultado bem ruim.</p>
<p>Um mundo melhor depende essencialmente de como nós mulheres de hoje educaremos os homens de amanhã.</p>
<p>p.s.: Lembrando que eu assisti a pré-estreia, esse filme estará no cinema dia 24/12/2015.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>A Rotina de não escrever</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2015 20:00:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje eu acordei decidida a escrever. O blog tá aí, eu pago domínio e hospedagem dessa porra, é um dos meus poucos prazeres, hoje eu vou escrever no blog. Acordei, tomei banho, tomei café, saí de casa. 5 minutos no ponto, 10 minutos de ônibus até o trabalho. Celular apita, trocentas notificações de rede social, [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje eu acordei decidida a escrever. O blog tá aí, eu pago domínio e hospedagem dessa porra, é um dos meus poucos prazeres, hoje eu vou escrever no blog.<span id="more-1937"></span></p>
<p>Acordei, tomei banho, tomei café, saí de casa. 5 minutos no ponto, 10 minutos de ônibus até o trabalho. Celular apita, trocentas notificações de rede social, nada útil, mas lá se foram os 10 minutos. Deixo pra hora do almoço.</p>
<p>Chego no trabalho emails e mais emails pra responder, coisas a resolver, chama no hangout, entra em call. Não costumo demorar no almoço, sobram uns 15 ou 20 minutos pra me distrair, meu tempo de joguinhos bobos de todo dia. Fica pra mais tarde, de noite eu escrevo.</p>
<p>Vida de agência é massa pra caralho, amo meu trabalho, mas com frequência estouro meu horário de expediente. Pra casa, passo no mercado, tem roupa pra lavar, tem roupa pra guardar, tem louça na pia, tô com fome. Já passa das 22h quando eu consigo me jogar no sofá.</p>
<p>E aí eu me reservo o direito ao descanso, cabeça cheia de um dia puxado. Quero ver um episódio ou dois de uma série, tirar uns 15 minutinhos pros meus joguinhos bobos, não quero usar meu cérebro (ele não costuma estar em condições de uso essas horas mesmo). Vou dormir, amanhã eu escrevo.</p>
<p>Outro dia começa, um amigo visita, ou vou no cinema, ou na casa da mãe. 5h30 da manhã de sexta, vou pra Brasília, atender uma consultoria, assistir aula do mestrado.</p>
<p>Lá se foi uma semana sem escrever. Um mês. Dois, três meses e nenhum post. Esse post de hoje já foi escrito mentalmente 300 mil vezes. Hoje eu escrevi de verdade. Depois do expediente, antes de ir embora. Levou só 15 minutos pra digitar, 3 meses pra escrever. Melhor postar, nunca se sabe quando eu vou escrever de novo. Quem sabe daqui 3 meses, se a qualidade do meu texto não atingir nível vexatório até lá.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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