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	<title>Arquivos política | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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	<description>Já não sou mais tão jovem para ter tantas certezas</description>
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	<title>Arquivos política | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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		<title>A política do Cheetos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Apr 2019 14:50:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Semana passada tivemos a maior comoção de notícias sobre os 100 dias de governo do presidente Bolsonaro. Li muitas coisas a respeito, uma delas me chamou atenção por me causar a mesma sensação das manifestações de 2013 (revolta do vinagre, 20 centavos, jornadas de junho, esse rolê aí). Suspeito que em 2013 algo mágico tirou [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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<p>Semana passada tivemos a maior comoção de notícias sobre os 100 dias de governo do presidente Bolsonaro. Li muitas coisas a respeito, uma delas me chamou atenção por me causar a mesma sensação das manifestações de 2013 (revolta do vinagre, 20 centavos, jornadas de junho, esse rolê aí).</p>



<span id="more-3157"></span>



<p>Suspeito que em 2013 algo mágico tirou as pessoas da zona de conforto. Uma insatisfação generalizada, milhares de pessoas foram às ruas e demonstraram que assim não pode, assim não dá. Eu fui uma dessas pessoas, mas admito que a comoção da época foi tão surpresa pra mim quanto pra então presidente Dilma Rousseff. </p>



<p>Estamos cá em 2019, ninguém se mexendo como naquela época, todo mundo cuidando de suas próprias vidas. Mesmo assim eu vejo muita insatisfação. Então, galera, eu concordo que o Brasil não tá maneiro, que esse não é o país que a gente sonha. E aí?</p>



<p>Ao que me parece, tanto em 2013 quanto em 2019, estamos fazendo a mesma coisa: agindo como uma criança que não quer comer o prato que a mãe colocou na frente dela. Fazendo manha, dizendo que não quer, na esperança de que daqui uma hora vai ganhar Cheetos e chocolate. Claramente, o brasileiro médio não teve uma mãe como a minha. </p>



<p>Tá ok, eu entendi que a reforma da previdência não está maneira. O status atual também não está. Eu concordo que certas coisas no pacote anti-corrupção são falhas. Eu percebo que muita coisa tá errada, não quero o prato que está na minha frente. O que eu não entendo é: vocês acham que vai ter Cheetos e chocolate? </p>



<p>Tanto faz se estamos falando de todo mundo nas ruas em 2013 ou do ativismo de sofá que tem agora. Não adianta reclamar se não temos alternativas. Não vai ter Cheetos. </p>



<p>O Brasil precisa de uma reforma da previdência. Precisa ser mais eficiente no combate ao crime organizado, da periferia ao colarinho branco. Precisa pensar em desenvolvimento e parcerias internacionais. Se os caminhos que a presidência propõe não servem, não somos mais crianças, precisamos de alternativas.</p>



<p>A quem cabe essa responsabilidade? Aos representantes na Câmara e no Senado? Provavelmente, afinal são esses os primeiros de quem esperamos alguma atitude. Isso me parece muito otimismo. Nesses 20 anos em que presto atenção em política, nunca vi nada parecido. </p>



<p>O que eu acho mesmo é que a gente precisa aprender a se mexer. Não com post no Facebook nem encaminhando coisas nos grupos de WhatsApp. Mas com um raciocínio sério e adulto como pensamos que somos. </p>



<p>Que tal buscar alternativas de verdade? Que tal entrar em contato com o gabinete do deputado que representa seu estado e pedir satisfações do que ele está fazendo? Que tal pesquisar de verdade alternativas responsáveis, não só esperneios que fazem sucesso em rede social? Que tal se engajar em grupos de pesquisa sérios, se comprometer com uma proposta de nova educação, gastar seu tempo com isso além de só reclamar? Comece pequeno, vá nos encontros das associações de moradores do seu bairro, por exemplo. Mexa-se.</p>



<p>A movimentação política séria só será adequada ao bem da maioria quando a maioria se envolver. Alguém já disse que aqueles que não gostam de política estão fadados a serem governados pelos que gostam. E gostar de política, colega, não é compartilhar a abobrinha do dia da Ministra Damares. </p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>O que meu pai me ensinou sobre a Ditadura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2019 15:13:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tudo que os professores não diziam e eu não perguntava na escola pra não ser a pária social CDF, eu perguntava pro meu pai. Quando a pergunta era difícil e de resposta longa, ele dava uma boa suspirada, mas tinha uma paciência de Jó pra responder. Assim foi no dia da pergunta &#8220;Pai, como era [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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<p>Tudo que os professores não diziam e eu não perguntava na escola pra não ser a pária social CDF, eu perguntava pro meu pai. Quando a pergunta era difícil e de resposta longa, ele dava uma boa suspirada, mas tinha uma paciência de Jó pra responder. Assim foi no dia da pergunta &#8220;<em>Pai, como era viver na ditadura?</em>&#8221; Um enorme suspiro e uma explicação maior ainda.<span id="more-3055"></span></p>



<p>Quando a ditadura começou, meu pai tinha 15 anos, ele viu endurecer, teve sua fichinha no DOPS por ser universitário, mas nunca passou perrengue algum de fato. Enquanto o Brasil vivia seus anos de chumbo, meus pais construíam a família, a casa, a vida, cuidando de seus próprios problemas e não das grandes questões nacionais.</p>



<p>Haviam os festivais, os programas de TV, a consolidação da comunicação de massa com a tv e com o rádio. Mas vocês já conversaram com seus antecessores? Se fizerem isso, é bem provável que escutem versões muito brandas daquela época, coisas que levam pessoas famosas hoje em dia a duvidar da história porque seus pais não vivenciaram os problemas, nem conhecem ninguém que passou por isso. </p>



<p>Meu pai dizia que para quem não se importava, não morava nos grandes centros urbanos nem se envolveu nas universidades e nos meios intelectuais, a ditadura passou em brancas nuvens. Sim, caro leitor, em brancas nuvens. Porque para quem não tem conhecimento do quanto está sendo oprimido, para quem não reage, não há perseguição. Gado é gado, tanto faz hoje ou há 50 anos.</p>



<p>Não foi o seu avô vendedor de hortaliças que foi preso e torturado, nem meu pai representante comercial. Ninguém viu a ditadura passar na sua família se ninguém tinha nível educacional pra entender conceitos como poder de compra, dívida externa, macroeconomia, liberdade de expressão. E sejamos sinceros, há 50 anos não era em qualquer família que alguém conseguia chegar na universidade, menos ainda eram famílias em que um jovem poderia falar contra os absurdos do governo na mesa de domingo sem ser repreendido por um tio ou avô ignorante que não queria esse tipo de conversa baderneira. Provavelmente, a avó do interior que viu uma receita no lugar de uma notícia, recortou a receita pra fazer no final de semana sem sequer perceber o crime nas entrelinhas.</p>



<p>A maioria das pessoas se preocupa muito mais com seus problemas imediatos e complementa sua visão de mundo com seus achismos. Se você consegue perceber que isso é errado, saiba que você é um privilegiado. Para se preocupar com questões maiores de desenvolvimento da sociedade, você precisa ser uma pessoa que tem comida, roupa, teto e principalmente educação. Mesmo meus pais, que não eram ignorantes, tinham mais coisas pessoais a resolver do que se engajar em movimentos nacionais perigosos. Se mantiveram alienados porque precisavam cuidar das próprias vidas. </p>



<p>Se hoje você sabe, você deve isso a pessoas que se levantavam pelo bem de todos, enquanto aqueles que relevam a ditadura só estavam tentando resolver seus próprios problemas. Mesmo que a pessoa não ache que foi uma vítima, ela foi. Síndrome de Estocolmo, sabe?</p>



<p>Por isso, se você tem que lidar com alguém que acha que a ditadura não existiu (ou foi susse, ou só prendeu vagabundos), respire bem fundo como meu pai e explique. Explique como meu pai fazia, não seja como aquele velho que não queria conversa baderneira. Tente mostrar que o mundo inteiro não é medido pelo próprio umbigo egoísta. O objetivo todo é fazer a próxima geração menos alienada do que a atual, assim como no geral somos bem menos alienados que a geração anterior.</p>



<p>Se não fizermos isso, estamos fadados a uma existência em que o cara aponta uma régua pra linha do horizonte e assim prova que a Terra é Plana. Esse é um ignorante também, caso alguém tenha dúvida. Ambos os casos são alienações resultantes do indivíduo que não percebe sua mediocridade na existência coletiva, seja do país ou do universo. É só pretensão, a gente pode ajudar. </p>



<p>obs.: por favor, não se ofenda com a palavra &#8220;ignorante&#8221;, pois isso só significa que a pessoa não sabe, não é uma ofensa, qualquer ignorante pode aprender, desde que ele queira e encontre alguém que queira ensinar. Que tal você?</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Ô Abre Alas, o Bolsonaro vai passar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2019 15:59:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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		<category><![CDATA[twitter]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em pleno Carnaval, o presidente do Brasil Jair Bolsonaro causou mais uma vez. Poderia estar trabalhando, poderia estar falando o que pensa só para os amigos íntimos, mas como qualquer adolescente bêbado que se preze, estava usando o Twitter sem pensar. A fuzarca foi tamanha que eu estava contando as horas para ver o William [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em pleno Carnaval, o presidente do Brasil Jair Bolsonaro causou mais uma vez. Poderia estar trabalhando, poderia estar falando o que pensa só para os amigos íntimos, mas como qualquer adolescente bêbado que se preze, estava usando o Twitter sem pensar. A fuzarca foi tamanha que eu estava contando as horas para ver o William Bonner explicar o que aconteceu em rede nacional (confesso que me diverti). </p>


<p><span id="more-3033"></span></p>


<p>Parágrafo de explicação pra você que passou o Carnaval num bunker: Vossa Excelência publicou um vídeo sobre o que &#8220;<em>tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro</em>&#8220;. Eu me recuso a incorporar o tweet, se quiser ver, <a rel="noreferrer noopener" aria-label="clica aqui (abre em uma nova aba)" href="https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1103069837876711425" target="_blank">clica aqui</a>. Na manhã seguinte, lá estava ele perguntando no Twitter <a rel="noreferrer noopener" aria-label="O que é golden shower? (abre em uma nova aba)" href="https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1103270588850806787" target="_blank">O que é golden shower?</a></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>VOSSA EXCELÊNCIA NÃO SABE PROCURAR NO GOOGLE ANTES DE COLOCAR NO TWITTER!</p></blockquote>



<p>Acho que faz uns 10 anos que qualquer usuário do Twitter sabe que tuitar uma pergunta é correr risco de passar ridículo. Talvez o presidente ache que ele não é &#8220;qualquer um&#8221;. Se for isso, eu não consigo compreender como o nobre senhor não sabe que &#8220;não ser qualquer um&#8221; é muito mais catastrófico.</p>



<p>Ontem meu marido até comentou a noite: mas será que é ele mesmo que posta no Twitter? Não é um funcionário? Meu argumento é que não, porque afinal um funcionário seria alguém que pensaria o que está fazendo. Um funcionário sabe usar o Google, quem sabe até entenda de redes sociais. No mínimo, um funcionário não faria isso por medo de perder o emprego.</p>



<p>Aliás, por falar nisso, uma animação momentânea se espalhou com a possibilidade de impeachment por quebra de decôro. Aham, vamos derrubar um presidente por causa de um tweet. Por favor, não sejam ridículos! Dois meses de governo e já temos uma quantidade gigante de cenas constrangedoras muito mais sérias, essa não será o suficiente. Além do quê, se rola esse impeachment, já reparou no vice? Como isso seria motivo de alegria?</p>



<p>Sabe em quem eu penso? Nas almas infelizes trabalhando com comunicação e jornalismo. Vi pelo menos 3 jornalistas brasileiros que moram fora contando que colegas gringos vieram perguntar &#8220;<em>foi o presidente mesmo? Isso não é fake?</em>&#8221; Imagina que bosta, você tendo que explicar o mau uso da internet do seu presidente. Pensa nos coitados que não votaram nele e tem que explicar essa situação ridícula! Já repercutiu  muito mal na Inglaterra, na Alemanha, em Portugal e na Argentina. Segundo <a href="https://www.poder360.com.br/midia/postagem-de-bolsonaro-no-twitter-gera-mais-de-260-mil-posts-em-sites-no-mundo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="essa notícia (abre em uma nova aba)">essa notícia</a>, foram mais de 260 mil notícias pelo mundo. Pesquisei no Google, recomendo. </p>



<p>Aí corre o pessoal da comunicação social da Presidência da República pra fazer uma nota no mínimo risível:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p> <em>“A respeito de publicação realizada na conta pessoal do Presidente da República, em 5 de março, convém esclarecer que:</em><br><em>– No vídeo, postado pelo Sr Presidente da República em sua conta pessoal de uma rede social, há cenas que escandalizaram, não só o próprio Presidente, bem como grande parte da sociedade.</em><br><em>– É um crime, tipificado na legislação brasileira, que violenta os valores familiares e as tradições culturais do carnaval.</em><br><em>– Não houve intenção de criticar o carnaval de forma genérica, mas sim caracterizar uma distorção clara do espírito momesco, que simboliza a descontração, a ironia, a crítica saudável e a criatividade da nossa maior e mais democrática festa popular.”</em> </p></blockquote>



<p>Sério, galera, vocês que estão trabalhando aí na comunicação da Presidência: vocês dormem à noite? O dinheiro tá compensando a vergonha? Ou vocês não tem vergonha? Vocês teriam coragem de olhar nos olhos dos seus professores de faculdade de comunicação e dizer pra eles &#8220;<em>eu me orgulho do que eu estou fazendo porque estou ajudando a fazer um país melhor</em>&#8220;? Sério, como vocês conseguem?</p>



<p>Na verdade essas perguntas são retóricas. Eu conheço uns torcedores do Bolsonaro. Tenho um grupo de WhatsApp cheio deles (e defender o Bolsonaro nem é a coisa mais escrota que costuma rolar ali, por isso no mudo e eternamente ignorado). Eu poderia conversar com eles para saber o que pensam. Mas sabe, eu não quero. Eu não tenho estômago para descobrir até que ponto vão defendê-lo em nome da moral e dos bons costumes, estes legítimos cidadãos de bem contra a corrupção. E também não sei dizer até que ponto conseguiria ouvi-los civilizadamente antes de começar a jogar na cara as práticas destes mesmos cidadãos de bem.</p>



<p>Este post começou a ser escrito na quinta-feira, dia 7 de março. Antes de eu terminar e publicar, Vossa Excelência já disse que &#8220;democracia e liberdade, só existe quando a sua respectiva Forças Armadas assim o quer&#8221; (<a rel="noreferrer noopener" aria-label="link (abre em uma nova aba)" href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/03/07/democracia-e-liberdade-so-existem-se-as-forcas-armadas-quiserem-diz-bolsonaro-a-militares-no-rj.ghtml" target="_blank">link</a>) e recomendou que pais arranquem as páginas sobre educação sexual da Caderneta de Saúde da Adolescente, além de avisar que vai reeditar (<a rel="noreferrer noopener" aria-label="link (abre em uma nova aba)" href="https://oglobo.globo.com/sociedade/bolsonaro-sugere-que-pais-rasguem-paginas-sobre-educacao-sexual-de-caderneta-de-saude-da-adolescente-23506442" target="_blank">link</a>). É tanto absurdo que eu não faço a menor ideia de porquê me dou ao trabalho. </p>



<p>Eu não sei como conseguem dormir à noite. Eu só sinto vergonha. Vergonha alheia, porque não foi com meu voto que ele chegou lá.</p>



<figure class="wp-block-image"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="960" height="304" src="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2019/03/malvados-20190307-2.jpg" alt="" class="wp-image-3044" srcset="https://lomyne.com/wp-content/uploads/2019/03/malvados-20190307-2.jpg 960w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2019/03/malvados-20190307-2-300x95.jpg 300w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2019/03/malvados-20190307-2-768x243.jpg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption><a href="https://www.facebook.com/malvadoshq/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Malvados - André Dahmer (abre em uma nova aba)">Malvados &#8211; André Dahmer</a></figcaption></figure>



<p class="has-small-font-size"><em><strong>Créditos da imagem do cabeçalho:</strong> Marcelo Camargo/Agência Brasil [</em><a href="https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.en"><em>CC BY 3.0 br</em></a><em>], </em><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jair_Bolsonaro_discute_viol%C3%AAncia_contra_mulheres.jpg"><em>via Wikimedia Commons</em></a><em>, imagem redimensionada.</em> </p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Eu não sei se o processo de impeachment é golpe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2016 19:19:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[impeachment]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há quase um ano o país discute em maior ou menor grau o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Nesse período, eu li toneladas de notícias sérias, um monte de textos descaradamente opinativos e incontáveis postagens elaboradas. Sabe a que conclusão cheguei? Nenhuma. Logo eu, tão cheia de opiniões, não tenho certezas sobre o [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há quase um ano o país discute em maior ou menor grau o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Nesse período, eu li toneladas de notícias sérias, um monte de textos descaradamente opinativos e incontáveis postagens elaboradas. Sabe a que conclusão cheguei? Nenhuma. Logo eu, tão cheia de opiniões, não tenho certezas sobre o impeachment.<span id="more-2067"></span></p>
<p>Mais do que a televisão ou a pesquisa ativa de notícias, as informações que eu angariei vem das minhas conexões pessoais: grupos do Whatsapp e feed do Facebook. Sei que isso é um recorte artificial, pois a quantidade de pessoas de direita na família é bem alta e os poucos de esquerda não podem ser chamados de razoáveis. Já entre os amigos, tenho quantidades equilibradas para direita e esquerda. No balanço geral, só um amigo cuja opinião nunca fugiu do bom senso.</p>
<p>Então, se eu não posso confiar na televisão, nem nos contatos pessoais, nem no (assim chamado) jornalismo disponível na internet, como posso formar uma opinião adequada?</p>
<p>O cenário de crise econômica me parece o suficiente para declarar que Dilma foi ineficiente na sua gestão. Em princípio, eu acredito que incompetência não é crime e não me sinto confortável em apontar uma crise nacional como motivo para impeachment. Meu alinhamento ideológico tende à direita, mas não sou burra o suficiente pra fundamentar impeachment em incompetência.</p>
<p>Li muita coisa, há pessoas que realmente entendem de leis pró e contra o impeachment e em meio a tanto juridiquês eu só me sinto manipulada, pelos dois lados.</p>
<p>A linha de argumentação pró Dilma grita que é golpe e pronto, na grande maioria dos casos, não há qualquer argumento além desse. Pelo que eu consegui entender, não dá pra chamar de golpe um processo que &#8211; mal-intencionado ou não &#8211; está previsto legalmente e até onde me consta nenhum direito foi negado.</p>
<p>O processo do Collor foi diferente, ele renunciou, seu impeachment foi votado apesar da renúncia, foi inocentado no Supremo. E ainda assim consta nos livros de história, embora eu não faça ideia de como essa história tem sido contada aos estudantes de hoje.</p>
<p>São tempos estranhos. Um dia, meu filho vai chegar da escola e me perguntar sobre essa época. Eu não sei o que vou dizer. Eu não sei o que dizer hoje, em que perdemos a presidente da república.</p>
<p>Se o tempo provar que o que aconteceu hoje foi errado, eu vou ficar me perguntando o que poderia ter feito. Afinal, certo ou errado, o processo legal parece ter sido adequado. O que nós poderíamos ter feito de verdade, além de protestar junto aos políticos eleitos? Se isso está mesmo errado, será que não somos nós cidadãos inúteis diante da máquina política? E como se muda isso?</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Perguntas aos manifestantes de 16/08</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2015 18:11:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
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		<category><![CDATA[PT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ontem, 16 de agosto de 2015, o Brasil teve uma nova rodada de manifestações difíceis de serem classificadas. São anti-PT? São anticorrupção? São Fora Dilma? Não sei bem, confesso. Aliás, sobre o clima político e a insatisfação da população, eu acho que não sei quase nada. O que sei, não entendo. Então tentei organizar aqui [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, 16 de agosto de 2015, o Brasil teve uma nova rodada de manifestações difíceis de serem classificadas. São anti-PT? São anticorrupção? São Fora Dilma? Não sei bem, confesso. <span id="more-1902"></span>Aliás, sobre o clima político e a insatisfação da população, eu acho que não sei quase nada. O que sei, não entendo. Então tentei organizar aqui uma série de perguntas que eu gostaria de fazer a quem estava exercendo seu direito democrático de espernear, quem sabe alguém me ajuda:</p>
<p>1. O que você estava fazendo na manifestação ontem? Qual seu propósito ao sair de casa?</p>
<p>2. Você quer o impeachment da Dilma? (se sim, continue respondendo, se não, pule para a pergunta 6)</p>
<p>3. Você entende como funciona o processo de impeachment? Você sabe que é necessário provar um crime ocorrido no exercício da função?</p>
<p>4. Você sabe quem assume caso a gente chegue no impeachment? Você entende a hierarquia do país? Tá massa pra você o Eduardo Cunha ter mais chance de ser presidente do que o Renan Calheiros?</p>
<p>5. Você sabe que de forma alguma o Aécio vira presidente, né?</p>
<p>6. Você acha que o PT inventou a corrupção? Você acha que isso não acontece em outros partidos?</p>
<p>7. Você é a favor da intervenção militar? (se não, pode pular pra pergunta 10)</p>
<p>8. Você entende que isso é um passo atrás? E que se isso ocorrer e você mudar de ideia (o que provavelmente acontecerá), você não vai poder fazer outra manifestação pra desfazer sua última ideia de bosta?</p>
<p>9. Você viu essa imagem abaixo? Você tá ok com isso? Você concorda?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.facebook.com/HumansOfProtesto/photos/a.788879134536899.1073741827.788875501203929/869964729761672/" target="_blank"><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xfp1/t31.0-8/s720x720/11850478_869964729761672_2551908547587387575_o.jpg" alt="" width="203" height="360"></a><em>Porquê não mataram todos em 1964?</em><br />
via <a href="https://www.facebook.com/HumansOfProtesto/photos/a.788879134536899.1073741827.788875501203929/869964729761672/" target="_blank">Humans of Protesto</a>.</p>
<p>10. Você é monarquista? Sério, você acha a volta à monarquia viável no Brasil? Discorra sobre o assunto, você me intriga.</p>
<p>11. Você sabia que em alguns lugares do Brasil pessoas de vermelho foram hostilizadas e quase agredidas? Você acha isso certo? Caso ache, pode me explicar seu conceito de liberdade de expressão?</p>
<p>12. Imagino que todo mundo seja contra a corrupção, então vamos conversar sobre consciência:</p>
<p>12.1. você já dirigiu embriagado?<br />
12.2. Você já colou na prova?<br />
12.3. Você já sonegou imposto de renda?<br />
12.4. Você já baixou música, filme ou seriado ilegalmente da internet?<br />
12.5. Você já roubou copo de bar, saleiro de restaurante, roupão de hotel?<br />
12.6. Você já manteve relação de amizade ou negócio com pessoas com qualquer destes comportamentos?</p>
<p>13. Caso tenha respondido &#8220;sim&#8221; a qualquer item da pergunta 12, você entende que você é um corrupto ou ao menos cúmplice e que deveria ser preso e condenado com a mesma dureza que você está exigindo? Bônus: se for sobre um regime militar ditatorial, você está ok com o processo investigativo sobre suas ações?</p>
<p>14. Voltando à primeira pergunta, considerando os absurdos que acontecem nessa manifestação e as ideias muito loucas que muita gente por lá tá defendendo, considerando que você teve respostas civilizadas para as minhas outras perguntas (de 2 a 13), você tá ok em engrossar a massa de pessoas dizendo absurdos, mesmo não concordando?</p>
<p>Entendo que tem uns doidos por aí no mundo, gente que puxa bandeira integralista, gente que quer que todo mundo morra, gente neonazista, gente que é pela família e pela retidão, mas não pensa que isso significa perseguição religiosa, sexual, social. Isso aí eu acho que é caso pra tratamento e internação, com esses aí eu nem converso.</p>
<p>O que eu não entendo é a gente que pensa ter bom senso engrossando o discurso burro e bizarro que se aglomera pelas ruas, desprovido de qualquer senso crítico. Sabe, eu me pergunto se as pessoas entendem as implicações de seus atos&#8230;</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Manifesto do Café</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2015 12:25:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu, pessoa descontrolada por trás deste blog proponho uma manifestação de proporções épicas em nome de um item absolutamente necessário à convivência matinal: o café. CAPÍTULO I &#8211; CONSIDERAÇÕES INICIAIS Artigo 1°&#160;&#8211; Considerando que eu, portadora de um CPF e um RG que não vou escrever aqui &#8211; doravante denominada VICIADA EM CAFEÍNA &#8211; e [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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<p>Eu, pessoa descontrolada por trás deste blog proponho uma manifestação de proporções épicas em nome de um item absolutamente necessário à convivência matinal: o café.<span id="more-481"></span></p>



<p><strong>CAPÍTULO I &#8211; CONSIDERAÇÕES INICIAIS</strong></p>



<p>Artigo 1°&nbsp;&#8211; Considerando que eu, portadora de um CPF e um RG que não vou escrever aqui &#8211; doravante denominada VICIADA EM CAFEÍNA &#8211; e o Governo Federal da República Federativa do Brasil &#8211; doravante denominado AQUELES SUJEITINHOS, não possuem relação estreita e VICIADA EM CAFEÍNA será solenemente ignorada por AQUELES SUJEITINHOS, aquela manifesta sua proposta unilateral como segue. Para fins deste manifesto, demais cidadãos interessados serão aqui referenciados como VICIADOS EM CAFEÍNA.</p>



<p><strong>CAPÍTULO II &#8211; DO OBJETO</strong></p>



<p>Artigo 2° &#8211; O subsídio agrícola do café deve, a partir da presente data, ser aplicado no setor terciário da economia, atingindo o consumidor final diretamente.</p>



<p>parágrafo único &#8211; Fica desde já estabelecido que o cidadão tem direito a um café espresso gratuito por dia, correspondente a 100ml. A indisponibilidade do item em ponto comercial implicará, imediatamente, na substituição do mesmo por café comum, atendendo a duas condições: café forte e com o dobro de volume, equivalente a 200ml.</p>



<p><strong>CAPÍTULO III &#8211; DA APLICAÇÃO</strong></p>



<p>Artigo 3° &#8211; Fica estabelecida a aplicação do presente manifesto nos seguintes termos: AQUELES SUJEITINHOS deverão distribuir cartões eletrônicos de recarga mensal gratuita, através da rede comercial responsável pela venda do café.</p>



<p>§ 1 &#8211; Cidadãos que não se utilizarem de sua cota poderão repassar as mesmas, tendo por obrigação, no entanto, não apresentar menores indícios de mal-humor matinal.</p>



<p>§ 2 &#8211; VICIADOS EM CAFEÍNA ficam terminantemente proibidos de apresentar características irritadiças e mal-humor no horário da manhã, com exceção dos casos em que não seja possível encontrar café para vender.</p>



<p><strong>CAPÍTULO IV &#8211; DAS PENAS</strong></p>



<p>Artigo 4° &#8211; VICIADOS EM CAFEÍNA podem declarar déficit de cafeína no sangue como atenuante em processos judiciais, exceto em casos de crimes hediondos.</p>



<p>Sem mais, subscrevo.</p>



<p><em>Em tempo: este texto não tem qualquer valor legal e aquele que considerar que isso de fato pode ser utilizado judicialmente será doravante classificado como burro na minha opinião.</em></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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