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	<title>Arquivos conversa de bar | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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	<description>Já não sou mais tão jovem para ter tantas certezas</description>
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	<title>Arquivos conversa de bar | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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		<title>Eu, meu cigarro e a lei antifumo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 02:20:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eu já tinha falado minha opinião sobre a lei antifumo aqui, na época da aprovação em São Paulo, mas como todas as coisas mais cedo ou mais tarde chegam a Curitiba, cá estamos nós com a lei a limitar meu vício. Entrou em vigor de fato na quarta-feira passada. Fomos pro Mondo Birre, um típico [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já tinha falado minha opinião sobre a lei antifumo <a href="http://lomyne.com/2009/05/e-eu-ou-melhor-e-nos/" target="_blank">aqui</a>, na época da aprovação em São Paulo, mas como todas as coisas mais cedo ou mais tarde chegam a Curitiba, cá estamos nós com a lei a limitar meu vício. Entrou em vigor de fato na quarta-feira passada. </p>
<p>Fomos pro <a href="http://www.mondobirre.com.br" target="_blank">Mondo Birre</a>, um típico barzinho curitibano, que mais parece com a definição que o carioca tem de lounge, diga-se de passagem. Quando escolhi a casa estava contando que ainda tivessem uma área aberta, mas colocaram um teto abre-fecha (sei lá o nome oficial dessa porra). Diante dessa informação, um casal atrás de nós na fila resolveu ir embora, como <a href="http://lomyne.com/2009/05/e-eu-ou-melhor-e-nos/" target="_blank">eu já tinha previsto</a>. </p>
<p>Solução que a casa permite: você paga a sua conta, fuma um cigarro, volta e fica feliz porque não precisa pagar a entrada de novo. Pagar a conta a cada cigarro, além de não poder sair com nenhuma bebida é legal, né? Eu achei superprático, não volto lá nem a pau. </p>
<p>Na volta pra casa, dei uma analisada nos prós: meu cabelo não estava podre de fedorento, minhas roupas não fediam a churrasqueira, eu fumei precisamente cinco cigarros até voltar pra casa &#8211; bolso e pulmão agradecem. </p>
<p>Várias coisas aconteceram na noite: a banda estava uma merda, os amigos desanimados, o lugar meio tedioso; a balada não foi boa. Se eu estivesse mais animada, teria ficado muito puta com a restrição, se tivesse pago a conta quatro vezes (correndo o risco do banco bloquear meu cartão), se tivesse fila para entrar novamente.</p>
<p>Pode ser uma boa tentativa do governo de inibir o fumo, mas de minha parte vai demorar pra caralho para comprar a ideia. Por enquanto, nenhuma casa noturna sem espaço aberto para fumantes terá minha presença. Só eu não sou importante, mas os fumantes ainda são numerosos e certemente há lugar para nós todos nos botecos e baladinhas de rock. Não pensar nos nossos interesses de consumo é estupidez de marketing.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>E eu? Ou melhor, e nós?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2009 22:41:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fato um: O governo brasileiro teve uma atitude louvável nestes tempos de crise em nome da evolução da economia. Redução de IPI dos produtos de linha branca (geladeira, fogão e companhia) e de automóveis. Três itens bobos vão cobrir a diferença: o cigarro, as bebidas alcoólicas e o combustível. Ou seja, vamos pagar a conta [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Fato um:</b> O governo brasileiro teve uma atitude louvável nestes tempos de crise em nome da evolução da economia. Redução de IPI dos produtos de linha branca (geladeira, fogão e companhia) e de automóveis. Três itens bobos vão cobrir a diferença: o cigarro, as bebidas alcoólicas e o combustível. Ou seja, vamos pagar a conta do mesmo jeito. Bacana, né? Eu não vou nem entrar nos méritos de quão absurdo é você reduzir IPI de carro e aumentar o do combustível, porque tenho preguiça de paradoxos. </p>
<p><b>Fato dois:</b> Lei anti-fumo em São Paulo proibe o fumo em qualquer lugar fechado a partir de agosto de 2009. Isso inclui bares, boates, hotéis, além de proibir o cigarro como recurso cênico &#8211; diretores de teatro e cinema terão de pedir autorização governamental para que alguém fume em local fechado, seja no palco ou numa cena de filme. Sério, até na ficção é proibido fumar. A lei responsabiliza os estabelecimentos, não os fumantes; as punições são multas e interdição do local por até 30 dias. Esta nobre inovação legal inclui a criação de um programa para aqueles que quiserem parar de fumar. </p>
<p><b>Parâmetros:</b> bebidas alcoólicas e cigarros são drogas, não vou discutir com o dicionário. Só que socialmente falando elas são consideradas de formas distintas. É raro quem não beba nada alcoólico nunca e o hábito de beber todo final de semana não é considerado dependência, mesmo que se beba até cair. Em contrapartida, todo fumante é considerado um dependente. Se você acende um cigarro, é chamado fumante, se toma uma cerveja não é chamado alcoólatra (até porque <i>alcoolente</i> fica feio que dói).</p>
<p>O vício fica mais caro e cada vez mais limitado, os programas antitabagistas mais poderosos. Se é para diminuir o número de fumantes, porque não proibir de uma vez, tornar ilícito? Parece que é mais fácil coibir os fumantes do que combater essa indústria milionária. Antes que venha alguém deixar uma garrafa em nome da saúde, é claro que eu sei que o cigarro faz mal, claro que eu sei que meu cabelo não é o mais cheiroso do mundo, sei também que os não-fumantes se sentem incomodados, sei de tudo isso. Eu e todos os outros fumantes sabemos. A pergunta certa é vocês acham que os fumantes vão deixar de fumar ou deixar de ir aos lugares com proibições?</p>
<p>Eu sou fumante e não tenho a menor intenção de parar, não é uma questão de fazer apologia ao cigarro, trata-se apenas de ver que não faz o menor sentido esse tipo de proibição. Eu abro mão de frequentar shoppings onde não há sequer uma cafeteria onde eu possa fumar &#8211; aqui em Curitiba isso quer dizer que só tenho duas opções, mas tudo bem, essa é a minha escolha e me basta. Em breve, estaremos fumando escondido no quintal de casa, como quando éramos adolescentes.</p>
<p><i>p.s.: acho que qualquer um que comprar geladeira e carro esse ano deveria começar a bancar o meu cigarro!</i></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Fora da área de cobertura ou desligada</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 19:31:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ando sumida, realmente, contra fatos não há argumentos. Um mês e meio sem postar e algumas ideias (agora sem aceto) abandonadas porque se tornaram obsoletas. O complicado de um blog, ou pelo menos do propósito que este aqui pensa que tem, é que as coisas perdem a validade, se não escrevo just in time, não [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ando sumida, realmente, contra fatos não há argumentos. Um mês e meio sem postar e algumas ideias (agora sem aceto) abandonadas porque se tornaram obsoletas. O complicado de um blog, ou pelo menos do propósito que este aqui pensa que tem, é que as coisas perdem a validade, se não escrevo <i>just in time</i>, não há mais razão para escrever sobre&#8230; Se bem que nem sempre eu escrevo sobre a pauta mais óbvia. Por exemplo, hoje encontrei tempo, razão e vontade para atualizar este blog, mas nem fodendo que vou escrever algum clichê sobre o dia da mulher. Sou um clichê com um tiquinho a mais de estilo, me respeita. </p>
<p>Neste meio tempo, este blog fez aniversário, Lomyne&#8217;s in tha house completou seis anos dia 18 de fevereiro. Talvez as postagens iniciais sejam as coisas mais &#8220;diarinho&#8221; que já escrevi, mas isso nem importa de fato. De fato, muita coisa não importa.</p>
<p>Eu não gosto de me explicar, no entanto creio que algumas pessoas merecem explicações e hoje decidi por bem dar todas elas (uhu!). Minha ausência da blogosfera tem uma série de razões, todas elas podem ser explicadas em uma palavra: prioridade.</p>
<p>A prioridade máxima, aquilo a que dedico mais tempo, obviamente é meu trabalho. Que me tira o couro, diga-se de passagem. Das 24 horas do dia, 13 são de trabalho. Chego em casa sem a menor vontade de ligar meu bebê e enfiar de novo minha cara em um monitor, porque minha rotina realmente anda pesada. Arranjar cinco minutos durante o expediente? Sem chance! Dos blogs listados aí ao lado, cadastrei todos os feeds disponíveis no meu pc do trabalho, os números de postagem não lidas são bem grandes e só aumentam&#8230;</p>
<p>E final de semana, calmaê, sou filha de Deus, mereço um tiquinho de verão, muitos amigos, bares e bebedeiras! Mas enfim a vida volta ao funcionamento normal e quem sabe não role de ler blogs e postar no trampo. Eu desisti de fazer promessas, é só um talvez, porque propaganda enganosa é crime. </p>
<p>Então assim vamos. Bem, mas não muito presente. Quase nada online.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Entre a caridade e a realidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 00:51:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Minha mãe ensinou que pão e água não se nega a ninguém, depois que comecei a fumar, adicionei cigarro na lista de inegáveis. Por mais convicções que eu tenha contra assistencialismo governamental, não consigo – e de fato nem pretendo – abrir mão desta filosofia simplista que ajuda alguns a sobreviver. Antes de seguir, duas [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Minha mãe ensinou que pão e água não se nega a ninguém, depois que comecei a fumar, adicionei cigarro na lista de inegáveis. Por mais convicções que eu tenha contra assistencialismo governamental, não consigo – e de fato nem pretendo – abrir mão desta filosofia simplista que ajuda alguns a sobreviver. </p>
<p>Antes de seguir, duas historinhas ilustrativas:</p>
<blockquote><p>1. Faz uns dois meses, um casal com um bebê no carrinho andava pelas imediações do meu trabalho na hora do almoço. Pediam ajuda, pois vieram do litoral para trabalhar numa chácara e o dono acabou contratando outros. Não hesitei, abri a carteira e estendi os cinco reais que tinha na carteira. Há uma semana, me abordaram de novo, com a mesma história. Dessa vez não.</p>
<p>2. Há alguns dias, um novo pedinte apareceu no terminal em que pego ônibus para o trabalho. Morador de rua, pedia ajuda para comer alguma coisa. Catei as moedas que tinha e entreguei. No mesmo dia, fui testar um caminho alternativo para ir embora, Qual minha surpresa, quase às oito da noite, ouvindo exatamente a história da manhã, só que parecia que tinha colocado o disco em 33 rpm, com aquela estranha lentidão, sabe lá Deus por conta de qual droga.</p></blockquote>
<p>Não, eu não ajudaria estas pessoas se fizessem o gênero do mendigo honesto, aquele que pede um dinheiro dizendo que é para beber mesmo. Mas eu não consigo entender a mentira, me sinto tão desrespeitada! Claaaaro, sempre tem alguém que vai dizer: <i>se você sabe que estes pedintes urbanos são nada mais que bons contadores de histórias, melhor não ajudar nenhum.</i> É que apesar de saber disso, sei que de vez em quando uma destas pessoas realmente precisa da ajuda que está pedindo e suponho eu que poucas coisas na vida devem doer mais do que ter de pedir ajuda a um estranho.</p>
<p>Este post não pretende chegar a lugar nenhum, eu não tenho nenhuma idéia para resolver esse tipo de problema social. Fico pensando quantas dessas pessoas tem <i>bolsa-vagabundo</i> e quantas realmente estão marginalizadas. Se não conseguem trabalho – como alguns – ou se tem preguiça de trabalhar <i>porque o governo dá mesmo</i> e fazem uma grana extra pedindo esmola e tirando onda de guardador de carro no começo da balada, já que no final nunca estão lá. Quantos realmente se foderam e ficaram sem nada e quantos poderiam se empenhar para ter algo? A que ponto chegamos como espécie para não haver certeza se aquele que te pede ajuda não tem escolha ou não tem escrúpulo?</p>
<p>Por praticar a caridade, eu durmo bem à noite. O cara que não tem escrúpulos também dorme. E daí?</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Ernie, o colono II</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 17:30:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eu já falei do Ernie aqui, mas quando falei não conhecia. O Ernie, há seis meses, era só o andarilho do asfalto de quem eu sabia pouco ou quase nada. Menos de dois meses depois, acabei por sentar numa mesa de bar com ele e isso se repetiu algumas vezes. Hoje posso dizer que conheço [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já falei do Ernie <a href="http://lomyne.com/2008/05/ernie-o-colono/" target="_blank">aqui</a>, mas quando falei não conhecia. O Ernie, há seis meses, era só o andarilho do asfalto de quem eu sabia pouco ou quase nada. Menos de dois meses depois, acabei por sentar numa mesa de bar com ele e isso se repetiu algumas vezes. Hoje posso dizer que conheço o Ernie. Ontem estávamos no mesmo bar e passei um tempo trocando idéias com o cara e cheguei a conclusão que eu definitivamente não entendo o Ernie. Ele me intriga, me lembra uma conversa que tive com meu pai há muitos anos, sobre um músico andarilho lá do Rio, o <a href="http://www.ventaniabandahippie.com.br" target="_blank">Ventania</a>. </p>
<p>Muita gente deve conhecer, mas naquela época não passava de um cara que vivia em campings, acampava pela gentileza dos donos, comia e vestia o que ganhava e passava o chapéu por alguns trocados &#8211; ou pelo menos foi essa a história que me contaram. Andava de um lugar a outro de carona, enfim, músico de rua mesmo. Eu estava cantarolando dentro de casa a música dos cogumelos azuis e meu pai, achando aquilo muito bizarro me perguntou de onde era. Contei a história meio por cima e meu pai disse <i>&#8220;Coitado desse cara&#8221;.</i> Esse também foi o comentário da minha avó quando falei do Ernie, disse que é um coitado. E ela escutou uma palestra bem semelhante ao que disse ao meu pai.</p>
<p>O Ernie não é um coitado, o Ventania também não. Eles não têm aspirações burguesas medíocres, como uma casa bacana, um carro novo, televisão de 42 polegadas. São solitários, não tem uma família, vivem como podem. Esses caras, andando por aí, vivendo com o pouco que conseguem, meio que de favor, são felizes, simplesmente porque não têm estes sonhos capitalistas (talvez tiveram um dia, mas desistiram). Não são coitados <b>mesmo!</b> Estão de bem com a vida, dormem melhor que a gente e seguem seu rumo. E o mais legal: não tem aquele discurso pseudo-socialista de muita gente. Ontem eu e o Ernie falamos um pouco de burgesia, ele estava me contando que numa de suas andanças alguns mendigos com quem convivia falavam em matar os ricos e ele respondeu: <i>deixa os burgueses, se eles são felizes assim, problema deles. Esse lance de querer matar quem tem grana é coisa de quem tem inveja, deixa os caras.</i> É, como bem diria minha amiga Maristela Cândida, <i>aquelas pessoas ali sambando são bem mais felizes do que nós aqui teorizando sobre o samba</i>.</p>
<p>Em tempo: eu sei que os posts andam grandes. Preste queixa no Procon e eu reembolso o dinheiro que você gastou neste blog.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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