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	<title>Arquivos educação | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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	<description>Já não sou mais tão jovem para ter tantas certezas</description>
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	<title>Arquivos educação | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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		<title>O que meu pai me ensinou sobre a Ditadura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2019 15:13:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tudo que os professores não diziam e eu não perguntava na escola pra não ser a pária social CDF, eu perguntava pro meu pai. Quando a pergunta era difícil e de resposta longa, ele dava uma boa suspirada, mas tinha uma paciência de Jó pra responder. Assim foi no dia da pergunta &#8220;Pai, como era [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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<p>Tudo que os professores não diziam e eu não perguntava na escola pra não ser a pária social CDF, eu perguntava pro meu pai. Quando a pergunta era difícil e de resposta longa, ele dava uma boa suspirada, mas tinha uma paciência de Jó pra responder. Assim foi no dia da pergunta &#8220;<em>Pai, como era viver na ditadura?</em>&#8221; Um enorme suspiro e uma explicação maior ainda.<span id="more-3055"></span></p>



<p>Quando a ditadura começou, meu pai tinha 15 anos, ele viu endurecer, teve sua fichinha no DOPS por ser universitário, mas nunca passou perrengue algum de fato. Enquanto o Brasil vivia seus anos de chumbo, meus pais construíam a família, a casa, a vida, cuidando de seus próprios problemas e não das grandes questões nacionais.</p>



<p>Haviam os festivais, os programas de TV, a consolidação da comunicação de massa com a tv e com o rádio. Mas vocês já conversaram com seus antecessores? Se fizerem isso, é bem provável que escutem versões muito brandas daquela época, coisas que levam pessoas famosas hoje em dia a duvidar da história porque seus pais não vivenciaram os problemas, nem conhecem ninguém que passou por isso. </p>



<p>Meu pai dizia que para quem não se importava, não morava nos grandes centros urbanos nem se envolveu nas universidades e nos meios intelectuais, a ditadura passou em brancas nuvens. Sim, caro leitor, em brancas nuvens. Porque para quem não tem conhecimento do quanto está sendo oprimido, para quem não reage, não há perseguição. Gado é gado, tanto faz hoje ou há 50 anos.</p>



<p>Não foi o seu avô vendedor de hortaliças que foi preso e torturado, nem meu pai representante comercial. Ninguém viu a ditadura passar na sua família se ninguém tinha nível educacional pra entender conceitos como poder de compra, dívida externa, macroeconomia, liberdade de expressão. E sejamos sinceros, há 50 anos não era em qualquer família que alguém conseguia chegar na universidade, menos ainda eram famílias em que um jovem poderia falar contra os absurdos do governo na mesa de domingo sem ser repreendido por um tio ou avô ignorante que não queria esse tipo de conversa baderneira. Provavelmente, a avó do interior que viu uma receita no lugar de uma notícia, recortou a receita pra fazer no final de semana sem sequer perceber o crime nas entrelinhas.</p>



<p>A maioria das pessoas se preocupa muito mais com seus problemas imediatos e complementa sua visão de mundo com seus achismos. Se você consegue perceber que isso é errado, saiba que você é um privilegiado. Para se preocupar com questões maiores de desenvolvimento da sociedade, você precisa ser uma pessoa que tem comida, roupa, teto e principalmente educação. Mesmo meus pais, que não eram ignorantes, tinham mais coisas pessoais a resolver do que se engajar em movimentos nacionais perigosos. Se mantiveram alienados porque precisavam cuidar das próprias vidas. </p>



<p>Se hoje você sabe, você deve isso a pessoas que se levantavam pelo bem de todos, enquanto aqueles que relevam a ditadura só estavam tentando resolver seus próprios problemas. Mesmo que a pessoa não ache que foi uma vítima, ela foi. Síndrome de Estocolmo, sabe?</p>



<p>Por isso, se você tem que lidar com alguém que acha que a ditadura não existiu (ou foi susse, ou só prendeu vagabundos), respire bem fundo como meu pai e explique. Explique como meu pai fazia, não seja como aquele velho que não queria conversa baderneira. Tente mostrar que o mundo inteiro não é medido pelo próprio umbigo egoísta. O objetivo todo é fazer a próxima geração menos alienada do que a atual, assim como no geral somos bem menos alienados que a geração anterior.</p>



<p>Se não fizermos isso, estamos fadados a uma existência em que o cara aponta uma régua pra linha do horizonte e assim prova que a Terra é Plana. Esse é um ignorante também, caso alguém tenha dúvida. Ambos os casos são alienações resultantes do indivíduo que não percebe sua mediocridade na existência coletiva, seja do país ou do universo. É só pretensão, a gente pode ajudar. </p>



<p>obs.: por favor, não se ofenda com a palavra &#8220;ignorante&#8221;, pois isso só significa que a pessoa não sabe, não é uma ofensa, qualquer ignorante pode aprender, desde que ele queira e encontre alguém que queira ensinar. Que tal você?</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Educativo, é? Sei.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 15:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Saiu hoje cedo a notícia: Globo lança rede social baseada na obra de Monteiro Lobato (aqui). A proposta é uma rede de jogos que pode ser 100% monitorada pelos pais, com conteúdo pedagógico e enriquecedor: jogos, trechos de obras de Monteiro Lobato, chats com frases pré-definidas, para não haver riscos. Eu não vejo nada de [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Saiu hoje cedo a notícia: Globo lança rede social baseada na obra de Monteiro Lobato (<a href="http://www.adnews.com.br/internet/112823.html" target="_blank">aqui</a>). A proposta é uma rede de jogos que pode ser 100% monitorada pelos pais, com conteúdo pedagógico e enriquecedor: jogos, trechos de obras de Monteiro Lobato, chats com frases pré-definidas, para não haver riscos. </p>
<p>Eu não vejo nada de bom nisso.</p>
<p>Para começo de conversa, porque quando comecei a rascunhar este post quis colocar uma frase que estava na notícia original e&#8230; ué, cadê? Tiraram o discurso de que é muito educativo, que nunca se viu tanta preocupação com a escola em algo fora da escola. Texto editado, fica só a minha palavra de que isso estava escrito, eu espero que vocês acreditem.</p>
<p>Pessoalmente, não boto fé nessa bondade toda. Eu sou publicitária, trabalho com mídia. E se tem algo que eu posso dizer com plena segurança é que não se deve confiar na mídia. Pode parecer um paradoxo, mas se você pensar bem, vai ver que faz muito sentido eu dizer que não confio em algo com que convivo diariamente há mais de 10 anos.</p>
<p>Outra coisa a ser considerada é porque estamos incentivando crianças a utilizarem redes sociais. Estamos criando um número infinito de escravos de telas. Crianças enclausuradas em casas, com pais ausentes, viciadas em TV a cabo e internet. Aqui a gente chama de piá pançudo de prédio. Minha prima de 11 anos tem Twitter e eu ainda não lido muito bem com isso, e olha que ela tem uma vida ultra ativa, ou seja, um Twitter pouco utilizado.</p>
<p>Pra mim, computador e internet são ferramentas de trabalho, minha infância foi cheia de brincadeiras, brinquedos e jogos. Com contato real. E se mesmo hoje estou conectada 24/7 (trabalho, casa, celular), meus jogos e redes sociais se restringem aos momentos em que eu NÃO estou com pessoas. </p>
<p>Porque incentivamos crianças a enfiar suas caras diante do computador? Se é pra conhecer Monteiro Lobato, sugiro algo revolucionário: ler.</p>
<p><i>p.s.: Obrigada, <a href="http://twitter.com/samways" target="_blank">Samways</a>, pela notícia.</i></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Humanos: à imagem e semelhança de quem?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 20:58:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu tenho um puta valor religioso, do qual me orgulho profundamente. Minha religião não só é minha crença, é também minha educação. Porque meus pais me ensinaram a doutrina da nossa religião e sobre ela construímos nossos nossas vidas. Ajo de acordo com o que acredito ser certo. Posso ter errado inúmeras vezes pelo ponto [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho um puta valor religioso, do qual me orgulho profundamente. Minha religião não só é minha crença, é também minha educação. Porque meus pais me ensinaram a doutrina da nossa religião e sobre ela construímos nossos nossas vidas. Ajo de acordo com o que acredito ser certo. Posso ter errado inúmeras vezes pelo ponto de vista alheio, mas nunca atentei contra minha fé. Eu não me acho especial por causa disso, estou apenas constatando.</p>
<p>Eu só fico pensando sobre essas pessoas que vivem completamente mergulhadas em lógicas imediatistas e egocêntricas, que não medem o impacto do seu comportamento, do quanto fazem mal aos outros por pura e simples mediocridade. Não importa se você tem Jesus no coração, se compra calendário Seicho-No-Ie, se usa caldeirão de ferro, toma Daime ou bate tambor, se você é agnóstico ou ateu. É que eu vejo que respeito ao próximo pode até estar na memória das pessoas, mas não está nas suas práticas. </p>
<p>Porque será que é tão difícil conseguir que as pessoas se importem umas com as outras? Tratem os outros com um mínimo de civilidade e educação? Qual a grande dificuldade em praticar o conceito de não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem com você? Será que é tão complicado assim?</p>
<p>Eu só sei que perco o tesão com o mundo quando eu vejo as formas como as pessoas escolhem viver.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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