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	<title>Arquivos sociedade | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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	<description>Já não sou mais tão jovem para ter tantas certezas</description>
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	<title>Arquivos sociedade | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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		<title>Precisamos conversar sobre Ética</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2017 12:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[favoritos]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com nosso querido amigo Google, Ética é: 1. parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo esp. a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social. 2. p.ext. conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com nosso querido amigo Google, Ética é:</p>
<blockquote><p>1. parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo esp. a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social.<br />
2. <em>p.ext.</em> conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.</p></blockquote>
<p><span id="more-2135"></span><br />
Eu prefiro extrapolar para um conceito simples: ética é aquilo que&nbsp;qualquer pessoa de bom senso não faz porque sabe que é errado, independente do que está previsto em lei. Ética é uma amiga bem próxima do caráter e sinceramente acho que se você não tem um, não vai entender ou conseguir aplicar a outra.</p>
<p>Há&nbsp;uma disciplina inerente a quase todo curso de Publicidade: Ética e&nbsp;Legislação.&nbsp;Costumo&nbsp;fazer a piada que essa disciplina consiste em separar o que é crime do que é estratégia diferenciada, principalmente porque a ética na publicidade muitas vezes é um assunto nebuloso. Mas quando a gente fica adulto a gente acaba desconstruindo um monte de coisa e&#8230; bom, eu tô tentando melhorar ao escrever esse post.</p>
<p>De acordo com Kant, na Crítica da Razão Prática: <em>&#8220;Age de tal modo que a máxima de tua vontade possa valer sempre como princípio de uma legislação universal.&#8221;</em>&nbsp;Ou,&nbsp;colocando em vocabulário vulgar: <em>se todo mundo fizer a mesma coisa que você tá fazendo, vai ficar todo mundo feliz? Se fizerem contigo o que você tá fazendo, cê vai achar maneiro?</em>&nbsp;Se sua resposta for não, bem, aí já sabemos quem é o pau no cu&nbsp;da história, né? Eu não acho difícil,&nbsp;mas com tudo que eu já vi nessa vida, parece um conceito muito complexo pra muita gente.</p>
<p>O primeiro aspecto em que isso pega pra mim é na lógica profissional, cabem aqui 300 mil exemplos de como as pessoas não fazem o menor sentido, desde comportamentos pessoais que&nbsp;favorecem determinados parceiros para ganhar uma grana por fora até conversas maledicentes que destroem carreiras porque não gostam da pessoa, independente da qualidade do trabalho. Sem falar nos &#8220;roubos de contrato&#8221; que a gente acaba sabendo por fofoca de mercado. Eu trabalho em um lugar profundamente ético e por vezes digo aos meus chefes (pessoas incríveis) que não tenho estômago pra certas coisas que eles encaram.</p>
<p>Em outros aspectos da vida, dá pra fazer um tratado sobre relacionamentos! Tipo assim, um ser pensante não deveria trair, né? <em>hum&#8230; tô a fim de transar com esse aleatório na minha frente&#8230;&nbsp;meu namorado vai ficar puto se souber, mas ele não vai saber mesmo, então vou fazer.</em> Eu preciso desenhar qual é o problema?</p>
<p>Outro exemplo: é público e notório que eu ando nessa vida de aplicativos de pegação, Tinder, Happn, etc. No último feriado eu zerei a brincadeira, encontrei alguém massa pra caralho e desinstalei os aplicativos. Só que eu andava com uns rolos em aberto e ao longo da semana conforme&nbsp;os rolos foram puxando papo eu comuniquei que estou namorando. Um deles, amigo de muitos anos, me deu parabéns (yep, amigos, problematizem essa forma de relacionamento em outro horário, esse eu comentei só pra deixar claro que o problema não é todo mundo). Outro cara ontem pela manhã foi insistente, chegou a declarar que merecia uma despedida. Porra, véi, cê num merece não, ninguém merece, eu disse que tô monogâmica, que que você tá pensando? Que eu acabei de começar um relacionamento e vou meter-lhe um belo par de chifres porque&#8230; Por que mesmo?</p>
<p>Ontem à noite eu recebi uma mensagem por whatsapp, de um número desconhecido, sem nenhum texto, somente um nude de uma mulher desconhecida. DDD 11,&nbsp;olhei pra foto do cara, nunca vi mais gordo.&nbsp;Fiquei pensando quais coisas eu poderia fazer que fossem eficientes para foder a vida deste filho da puta sem expôr a imagem da guria. Não consegui ter nenhuma ideia, só respondi com um leve esporro e bloqueei o contato. Se alguém tiver conhecimento de como responsabilizar esse cara e como fazer da vida dele um inferno, me avise.</p>
<p>Ainda falando de tretas dos últimos dias, Elika Takamoto (<a href="http://lmgtfy.com/?q=Elika+Takimoto" target="_blank" rel="noopener noreferrer">lmgtfy</a>) repostou seu <a href="https://elikatakimoto.com/2016/04/30/contando-sobre-as-cotas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">texto foda sobre cotas</a> e sofreu uma enxurrada de ataques, rotulada de racista. Wilson Gomes, professor renomado, precisou dar &#8220;carteirada de negro&#8221;&nbsp;ao apoiá-la e mesmo assim ainda virou o preto vendido defendendo brancas, encarou deboche de desconstruidão nas redes sociais. Ambos foram atropelados pela polícia&nbsp;da internet e Elika deletou seu Facebook. Ninguém leu direito. Ninguém prestou atenção, a manada passou por cima.</p>
<p>Fora isso ainda temos a turma que fica com o troco indevido, a galera que estaciona onde não deve &#8220;só por 5 minutinhos&#8221;, os espertões que pegam incontáveis sachês de catchup da lanchonete pra não precisar comprar em casa, a diarista que&nbsp;fatura mais de 3 mil reais por mês e recebe bolsa família, porque o governo não consegue rastrear a renda dela.</p>
<p>Vocês entendem quais os problemas de todos esses pontos? Pelo amor de Deus me digam que&nbsp;dá pra perceber, porque eu tenho muita dificuldade em ter fé na humanidade.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>O Tinder não é para amadores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2016 15:13:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[diarinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há um ano, eu me separei. Com 34 anos, um círculo pequeno de amigos e nenhum saco pra balada, em janeiro instalei o Tinder pra conhecer gente nova. Eu tenho um esboço de um post que um dia eu termino pra postar aqui, mas hoje eu quero tirar uns min do meu tempo pra falar [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há um ano, eu me separei. Com 34 anos, um círculo pequeno de amigos e nenhum saco pra balada, em janeiro instalei o Tinder pra conhecer gente nova. Eu tenho um esboço de um post que um dia eu termino pra postar aqui, mas hoje eu quero tirar uns min do meu tempo pra falar de um cara específico, ou melhor, um tipo de cidadão aleatório que surge nessa vida. Chamaremos de Thiago, pelo bem da queimação de cara.<span id="more-2089"></span></p>
<p>Ontem pela manhã o Thiago deu match e já puxou papo. Como o aplicativo é uma merda, eu só consegui ver o que ele mandou depois de eu mandei um &#8220;oi, tudo bem?&#8221;. Então aí o cidadão já tinha me chamado de rainha, perguntou se eu queria um escravo e me passou o whatsapp. Por motivos de o Tinder é uma merda e não notifica, bora pro whatsapp.</p>
<p>E aí o Thiago desembestou a falar de pé. Assim, nível fetiche hard, pediu foto do meu pé, perguntou quanto eu calço, se meu pé é gordo ou magro, enfim, obsessão afora. Não lidei bem. Eu sei que estranho é o fetiche do outro, mas né, gen, muita calma nessa hora.</p>
<p>Decidi que não ia nem visualizar é responder ontem pra não errar a mão no corte e só respondi hoje de manhã. E aí, meu povo, eu prefiro colocar o print aqui pra vocês entenderem como é a vida:</p>
<p><a href="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/mini_screenshot.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2091" src="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/mini_screenshot.jpg" alt="mini_screenshot" width="300" height="533" /></a></p>
<p>Aí você veja a situação: o cidadão leva um corte relativamente elegante e faz o quê? Resume a signo, deduz que eu não sei me relacionar e ainda acha que acertou (pelo pouco que eu compreendo de pictografia, já que desde que inventaram o a linguagem escrita eu pensei que não era mais necessário se comunicar por imagens).</p>
<p>Eu só decidi postar isso aqui pra pedir encarecidamente a qualquer indivíduo do sexo masculino: pelamordedeus, aceita o corte com dignidade, fecha a janelinha e ignora a guria forever, mas NÃO FAZ ISSO!</p>
<p>Não decida que sabe algo sobre alguém só porque esse alguém não quer nada contigo, não escrotize nesse nível, não ache que uma pessoa não consegue se relacionar, mas se você for mesmo escroto assim, guarde pra você. E se você não consegue fazer isso, por favor, entre em combustão espontânea. Ou se prepare, porque mais cedo ou mais tarde você acaba sendo escrotizado num print público assim.</p>
<p>Você é um babaca. E espero que a partir de agora, um babaca conhecido. E pensando bem, sim, eu tenho muita dificuldade em ter relacionamentos com babacas. Nunca tive nenhum. Esse não vai ser o primeiro.</p>
<p>Pras mulheres de Curitiba que quiserem, eu mando o print do perfil do Tinder pra vocês evitarem, só me pedir.</p>
<p>Update: aparentemente, se não sou de gêmeos, sou trans. Alguém me explique a lógica!</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-2621" src="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746-169x300.png" alt="" width="169" height="300" srcset="https://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746-169x300.png 169w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746-768x1365.png 768w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746-576x1024.png 576w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746.png 1440w" sizes="(max-width: 169px) 100vw, 169px" /></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>6 Dicas para ser um adulto melhor</title>
		<link>https://lomyne.com/2015/12/6-dicas-para-ser-um-adulto-melhor/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=6-dicas-para-ser-um-adulto-melhor</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2015 17:26:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2015 eu ganhei cabelos brancos, o que me habilita a dar conselhos, dicas, enfim, cagar regra a respeito da vida dos outros. Diante disso, segue uma listinha de coisas que eu acredito que podem fazer de você um adulto melhor. Não só em 2016. Pra vida, mesmo. 1. Preserve sua vida nas redes sociais [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2015 eu ganhei cabelos brancos, o que me habilita a dar conselhos, dicas, enfim, cagar regra a respeito da vida dos outros. Diante disso, segue uma listinha de coisas que eu acredito que podem fazer de você um adulto melhor. Não só em 2016. Pra vida, mesmo.<span id="more-1949"></span></p>
<blockquote><p>1. Preserve sua vida nas redes sociais</p></blockquote>
<p>Em momentos muito felizes ou nos mais podres, é natural rolar aquele impulso de contar tudo pra todo mundo e lá vai todo mundo pro Facebook juntar like e comentário. É legal, mas na maioria das vezes a gente não coloca as pessoas em grupos pra definir quem pode ver o quê e todo tipo de pessoa tem acesso a todos os aspectos da sua vida.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Não tô aqui querendo falar mal de ninguém, mas pessoas tem diferentes referenciais e não somos todos espíritos evoluídos pra nunca levantar um sentimento errado, tipo inveja, raiva. E aí vem a parte que ninguém gosta de admitir: nem todo mundo que tá nas suas redes sociais te ama. Na boa? Aquela colega de escola com quem você não fala desde a oitava série não te ama. Aquele cara que sua prima namorou há cinco anos não te ama. O vizinho da casa de praia da sua bisavó talvez te ame, mas aí já é um papo meio estranho.</p>
<p>Por isso, se o seu plano/projeto ainda está em desenvolvimento, guarde pra você e evite que aleatórios depositem sobre você suas invejas e frustrações. Se o dia tá foda e você precisa de ajuda, fale com alguém diretamente. Amizade não é bingo pra ver quem acerta. Se a vida tá maravilhosa, relaxa e aproveita.</p>
<blockquote><p>2. Esvazie o armário</p></blockquote>
<p>Se tem uma verdade nessa vida é que a gente se quebra de vez em quando. Dá raiva, ódio, desejo de vingança, mágoa, enfim, um monte de sentimento merda, mas eu não conheço uma pessoa realmente feliz que guarde esse tipo de coisa dentro de si.</p>
<p>Algumas pessoas próximas a mim são vingativas, já passaram horas tentando me explicar as estranhas elucubrações que fazem pra pagar na mesma moeda. Eu não consigo entender como pode ser que duas pessoas feridas seja melhor do que uma. Também não compreendo como agir de maneira tão desprezível quanto o outro pode ser um bom resultado.</p>
<p>Você não segue adiante nessa vida se fica guardando essas coisas dentro de você. Não tem nada pior do que começar um relacionamento e encontrar um monte de esqueletos nos armários. Esvazie tudo. Sério. Faça terapia, tenha aquela conversa difícil ou apenas aprenda a perdoar. A vida é bem melhor assim.</p>
<p>obs.: amiguinho, você não é o Batman pra ter galeria de inimigo(a). Aprenda a filosofia da Mulher Maravilha: lide com seus problemas de uma vez e segue adiante.</p>
<blockquote><p>3. Reveja seus conceitos</p></blockquote>
<p>Se você não repensou a maior parte dos seus conceitos nos últimos 10 anos, então você provavelmente tem sérios problemas de maturidade. Ser adulto é sobre um monte de coisas e como bem diz uma frase na parede da agência onde eu trabalho, já não sou mais tão jovem pra ter tantas certezas.</p>
<p>Quando eu tinha 16 anos, tive um rolo com um cara muito legal. Poderia ter sido um relacionamento sensacional, não fosse o fato de que eu fui uma idiota, porque afinal com 16 anos as coisas que eu achava importantes pra se ter um relacionamento eram ideias aprendidas de outros. Depois de adulta, com conceitos revistos, deu pra notar o tamanho da mancada.</p>
<p>Não tô nem perto de ser perfeita, devem haver inúmeras provas do quanto eu já tive ideias medíocres e errôneas nos 13 anos de histórico desse blog. Repensar algumas destas coisas me doeu, me encheu de vergonha, mas porra como foi importante. Eu já fui uma pessoa muito pior. Eu ainda pretendo ser uma pessoa melhor.</p>
<blockquote><p>4. Liberte-se do ativismo digital</p></blockquote>
<p>Calma, não tem nada errado em compartilhar online ideias e coisas que você realmente acredita (exceto aquelas que estão previstas na nossa legislação, porque na internet de hoje é preciso dizer o óbvio). Agora me diz: quando foi a última vez que você debateu com sua mãe sobre gays em novelas?</p>
<p>De que adianta viver falando na internet sobre igualdade de direitos para todos, se você deixa passar a piadinha machista que seus amigos contam? Ou mesmo leva na boa quando o tio fala que alguma coisa é &#8220;servicinho de preto&#8221;? Compre a briga. Corrija, converse, explique qual o problema. Nem sempre vai dar certo, tente de novo. Tem dias que você vai perder a batalha, tem dias que vai conseguir algum progresso. Tente todas as vezes.</p>
<p>No Natal, um dos meus irmãos reclamava que a esposa dele, extremamente branca, foi chamada de bicho da goiaba no Rio de Janeiro e que isso é racismo também. Expliquei que o peso não é o mesmo, que a coisa não é do mesmo tamanho. Ele entendeu. Uma batalha vencida.</p>
<p>No dia seguinte, família conversando no sofá sobre as imagens do Stenio Garcia pelado. Aquele discurso padrão de &#8220;mas porque tirar foto pelado, porque guardar?&#8221; Levei meia hora explicando que não interessa porque caralhos fotografaram ou filmaram, que não compartilhar é uma questão de ética. Não funcionou. Uma batalha perdida. Tentaremos novamente em breve.</p>
<p>Isso é muito importante, sabe? Na maior parte das vezes, compartilhamos coisas na internet que só chegam em pessoas que concordam com a gente. No almoço de domingo, com os colegas de trabalho, com amigos, com família lidamos com pessoas diferentes e lá sim, dá pra criar um mundo melhor.</p>
<blockquote><p>5. Pare de julgar as pessoas</p></blockquote>
<p>Não é porque a pessoa é gorda, ou gay, ou negra que ela é incompetente. Não é porque o cara tem tatuagens por tudo quanto é lugar que ele trabalha na Chilli Beans. E se for, não tem nada de errado em trabalhar na Chilli Beans. Não tem nada de errado com a pessoa de vestido florido no show de rock (provavelmente essa sou eu). Não tem nada de errado com as roupas de ninguém, com o cabelo cor de rosa.</p>
<p>Pense um pouco nas pessoas que não gostam de coisas que você gosta. Uma pessoa não é melhor ou pior do que outra porque gosta de funk, ou porque curte umas roupas estranhas, nem mesmo porque gosta de Senhor dos Anéis. E definitivamente não é porque você entende de música &#8216;boa&#8217; que precisa menosprezar quem gosta de Legião Urbana.</p>
<p>É um exercício muito difícil, não é toda hora que a gente consegue olhar pra roupa de alguém e não ter nenhum pensamento maldoso. Mas tenta. Tenta que a vida pode ser bem melhor pra todo mundo.</p>
<blockquote><p>6. Adicione uma regra</p></blockquote>
<p>Sério, bota aí uma coisa que te tornou um adulto melhor. E feliz 2016.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>As pessoas e os ônibus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2015 14:06:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje, por volta de 9h da manhã, esperando o ônibus pro trabalho. &#8211; O verde já passou? &#8211; pergunta a senhorinha sobre o Interbairros II. &#8211; Já sim, senhora. Passaram três seguidos. &#8211; Será que demora pra vir outro? &#8211; Acredito que não, é horário de pico, provavelmente estavam atrasados. Já já passa outro. &#8211; [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, por volta de 9h da manhã, esperando o ônibus pro trabalho.</p>
<p>&#8211; O verde já passou? &#8211; pergunta a senhorinha sobre o Interbairros II.<br />
&#8211; Já sim, senhora. Passaram três seguidos.<br />
&#8211; Será que demora pra vir outro?<span id="more-1920"></span><br />
&#8211; Acredito que não, é horário de pico, provavelmente estavam atrasados. Já já passa outro.<br />
&#8211; Ah, não quando é assim, ixi, demora muito, porque tem vez que acontece acidente e ai eles se ajuntam e demoram muito.</p>
<p><em>Ora porra, se você já sabe a resposta e já tem uma merda duma certeza, pra que caralhos tá me perguntando?</em> Eu nem bem acabei o resmungo mental e o ônibus da bendita passa.</p>
<p>&#8211; Você tá esperando o Guanabara? -vem a segunda aleatória do dia.<br />
&#8211; Tô, faz uns 15 minutos já.<br />
&#8211; Nossa, mas já passou um pra lá?<br />
&#8211; Já sim, faz bem uns 10 minutos.<br />
&#8211; Ah então já passa um.</p>
<p>5 minutos e 3 ônibus amarelos depois, a aleatória vem bancar o oráculo e dar aquela ofendidinha básica:</p>
<p>&#8211; Você viu errado o ônibus, não é possível, devia ser o Raposo Tavares. Porque passou um pra lá, já tinha que ter passado pra cá. Você viu errado, só pode.</p>
<p><em>Para a puta que pariu, já de manhã cedo? Duas no mesmo dia?</em> O ônibus passa logo em seguida, eu sento a uma distância segura do oráculo e a vida segue.</p>
<p>Aí eu fico pensando: que que tem de errado com a humanidade? Ou pelo  menos qual é o problema das senhorinhas das Mercês? Quinta-feira de manhã e duas já me tiraram pra burra, além de estarem cheias de certezas sobre as coisas que perguntaram.</p>
<p>Tá querendo fazer amizade? Tá achando que eu preciso de orientações sobre os ônibus perto da minha casa? E principalmente qual a diferença que esses malditos diálogos fazem na sua vida? Por acaso se o ônibus for demorar mais 2 minutos você vai pegar um táxi? Ou vai ficar gralhando no meu ouvido mesmo, ao invés de ligar pra porra da prefeitura e colocar suas reclamações a quem cabe?</p>
<p>Calma, Lomyne, calma, relaxa, amanhã você entra de férias. <em>Respira, respira&#8230; </em></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Manifesto do Pedestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 05:09:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caro amigo motorizado, você pode me dar uns minutos de sua atenção? Obrigada. Todo dia, eu vou trabalhar. Eu gasto um bom tempo por dia andando de ônibus. Sabe, às vezes eu me atraso, como qualquer pessoa normal. Só que entre eu e você existe uma diferença: se eu me atrasar 2 minutos pra sair [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Caro amigo motorizado, você pode me dar uns minutos de sua atenção? Obrigada.</p>
<p>Todo dia, eu vou trabalhar. Eu gasto um bom tempo por dia andando de ônibus. Sabe, às vezes eu me atraso, como qualquer pessoa normal. Só que entre eu e você existe uma diferença: se eu me atrasar 2 minutos pra sair de casa, chego meia hora atrasada no trabalho, por conta dos horários de ônibus. Já você pode acelerar um pouquinho e mesmo saindo de casa 20 minutos atrasado vai chegar no trampo praticamente no horário. Eu não tenho essa opção.</p>
<p>Mas andar de ônibus não é a pior coisa do mundo. Complicado mesmo é que preciso caminhar um pedaço do trajeto. Eu gosto de andar, gosto mesmo. O problema que enfrento quando estou andando, é você. Seu carro, sua pressa de virar uma esquina, sua incapacidade de ligar a seta antes de virar e sua mania de meter a mão na buzina logo em seguida. </p>
<p>Você tem compromissos e horários? Eu também tenho. Só que eu faço tudo infinitamente devagar que você. E quando chove, mesmo de guarda-chuva, minhas roupas e sapatos ficam molhados, meu ônibus atrasa e tudo fica bem mais difícil.</p>
<p>Quem dirige não pensa nessas coisas. A próxima vez que você sair com seu carro, tenta lembrar de mim. Pensa que assim como você está cuidando da sua vida, os pedestres estão cuidando da deles. Só que os pedestres não tem opção de tempo nem de caminho. Por favor tenha bom senso.</p>
<p>Se quiser reaprender algo, deixe o carro em casa. Saia a pé, pegue ônibus, vá trabalhar, não ande de táxi de jeito nenhum. E quando você chegar em casa achando que teve um dia infernal, pense nas pessoas que encaram tudo isso, todo santo dia. </p>
<p>Não é moleza, então por favor colabore.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Educativo, é? Sei.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 15:20:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Saiu hoje cedo a notícia: Globo lança rede social baseada na obra de Monteiro Lobato (aqui). A proposta é uma rede de jogos que pode ser 100% monitorada pelos pais, com conteúdo pedagógico e enriquecedor: jogos, trechos de obras de Monteiro Lobato, chats com frases pré-definidas, para não haver riscos. Eu não vejo nada de [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Saiu hoje cedo a notícia: Globo lança rede social baseada na obra de Monteiro Lobato (<a href="http://www.adnews.com.br/internet/112823.html" target="_blank">aqui</a>). A proposta é uma rede de jogos que pode ser 100% monitorada pelos pais, com conteúdo pedagógico e enriquecedor: jogos, trechos de obras de Monteiro Lobato, chats com frases pré-definidas, para não haver riscos. </p>
<p>Eu não vejo nada de bom nisso.</p>
<p>Para começo de conversa, porque quando comecei a rascunhar este post quis colocar uma frase que estava na notícia original e&#8230; ué, cadê? Tiraram o discurso de que é muito educativo, que nunca se viu tanta preocupação com a escola em algo fora da escola. Texto editado, fica só a minha palavra de que isso estava escrito, eu espero que vocês acreditem.</p>
<p>Pessoalmente, não boto fé nessa bondade toda. Eu sou publicitária, trabalho com mídia. E se tem algo que eu posso dizer com plena segurança é que não se deve confiar na mídia. Pode parecer um paradoxo, mas se você pensar bem, vai ver que faz muito sentido eu dizer que não confio em algo com que convivo diariamente há mais de 10 anos.</p>
<p>Outra coisa a ser considerada é porque estamos incentivando crianças a utilizarem redes sociais. Estamos criando um número infinito de escravos de telas. Crianças enclausuradas em casas, com pais ausentes, viciadas em TV a cabo e internet. Aqui a gente chama de piá pançudo de prédio. Minha prima de 11 anos tem Twitter e eu ainda não lido muito bem com isso, e olha que ela tem uma vida ultra ativa, ou seja, um Twitter pouco utilizado.</p>
<p>Pra mim, computador e internet são ferramentas de trabalho, minha infância foi cheia de brincadeiras, brinquedos e jogos. Com contato real. E se mesmo hoje estou conectada 24/7 (trabalho, casa, celular), meus jogos e redes sociais se restringem aos momentos em que eu NÃO estou com pessoas. </p>
<p>Porque incentivamos crianças a enfiar suas caras diante do computador? Se é pra conhecer Monteiro Lobato, sugiro algo revolucionário: ler.</p>
<p><i>p.s.: Obrigada, <a href="http://twitter.com/samways" target="_blank">Samways</a>, pela notícia.</i></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Humanos: à imagem e semelhança de quem?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 20:58:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[religião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu tenho um puta valor religioso, do qual me orgulho profundamente. Minha religião não só é minha crença, é também minha educação. Porque meus pais me ensinaram a doutrina da nossa religião e sobre ela construímos nossos nossas vidas. Ajo de acordo com o que acredito ser certo. Posso ter errado inúmeras vezes pelo ponto [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho um puta valor religioso, do qual me orgulho profundamente. Minha religião não só é minha crença, é também minha educação. Porque meus pais me ensinaram a doutrina da nossa religião e sobre ela construímos nossos nossas vidas. Ajo de acordo com o que acredito ser certo. Posso ter errado inúmeras vezes pelo ponto de vista alheio, mas nunca atentei contra minha fé. Eu não me acho especial por causa disso, estou apenas constatando.</p>
<p>Eu só fico pensando sobre essas pessoas que vivem completamente mergulhadas em lógicas imediatistas e egocêntricas, que não medem o impacto do seu comportamento, do quanto fazem mal aos outros por pura e simples mediocridade. Não importa se você tem Jesus no coração, se compra calendário Seicho-No-Ie, se usa caldeirão de ferro, toma Daime ou bate tambor, se você é agnóstico ou ateu. É que eu vejo que respeito ao próximo pode até estar na memória das pessoas, mas não está nas suas práticas. </p>
<p>Porque será que é tão difícil conseguir que as pessoas se importem umas com as outras? Tratem os outros com um mínimo de civilidade e educação? Qual a grande dificuldade em praticar o conceito de não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem com você? Será que é tão complicado assim?</p>
<p>Eu só sei que perco o tesão com o mundo quando eu vejo as formas como as pessoas escolhem viver.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Resmungos sobre Internet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 18:11:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Existem coisas que me irritam profundamente na Internet. A principal delas é esse bando de analistas de mídias sociais querendo dizer o que os outros devem fazer com seus blogs. Vamos começar por um conceito simples: com o meu blog, eu faço o que eu quiser, inclusive deletar. Estamos entendidos? Existem centenas de &#8220;especialistas&#8221; dando [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Existem coisas que me irritam profundamente na Internet. A principal delas é esse bando de analistas de mídias sociais querendo dizer o que os outros devem fazer com seus blogs. Vamos começar por um conceito simples: com o meu blog, eu faço o que eu quiser, inclusive deletar. Estamos entendidos?</p>
<p>Existem centenas de &#8220;especialistas&#8221; dando diversas receitas de sucesso para blogs, twitter, etc. A dica mais comum é &#8220;seja relevante&#8221;. Tomar no cu esse bando metido a ser relevante, pra mim o <a href="http://twitter.com/FábioAmderline" target="_blank" rel="nofollow">@FábioAmderline</a> é relevante pra caralho e olha que ele só tuita abobrinha. Em compensação, a <a href="http://twitter.com/rosana" target="_blank" rel="nofollow">@rosana</a> eu classifico como lixo cultural. E foda-se que ela tá na Folha de São Paulo, é lixo. </p>
<p>Outro argumento clássico é &#8220;participe, interaja&#8221;, ai pra porra, gente, falar de big brother não é interagir. Nem novela, nem falar do tempo. Isso tudo é papo de elevador. E convenhamos, ninguém quer conversar no elevador. Eu preciso me estender nesse aspecto?</p>
<p>Outra coisa que me incomoda é que todo mundo fala de &#8220;atualizar com frequência&#8221;. Caro filho da puta, se você pega a notícia no Uol (ou o vídeo no Youtube), enfia no seu blog e promove o link no Facebook e no Twitter, parabéns, és um belo de um filho da puta. Sabe, não é só uma questão de atualizar, produzir conteúdo é uma conversa bem mais complexa. Não custa nada você fazer a coisa da forma correta. Produza o seu próprio conteúdo e quando quiser compartilhar algo que já existe na internet, compartilhe o link de onde está. Ser menos idiota pode ser revolucionário.</p>
<p>Eu não sei se o problema são os meus altos padrões, mas se for pra escrever qualquer bosta, eu não escrevo nada. Acho que ainda existe um pingo de honra nas minhas parcas atualizações. E confesso que por vezes me irrito ao ver crescer estes chupadores de conteúdo que tiram onda de estar fazendo alguma coisa de relevante. Chame de inveja se quiser (sempre tem alguém pra fazer esse tipo de acusação).</p>
<p>Ai, como eu precisava dar uma rabugentada. Pronto, passou.</p>
<p><i>p.s.: não, eu não to com problemas com ninguém, nem querendo dar lição de moral em ninguém e menos ainda querendo dar indireta em ninguém. Só tô falando do que eu penso. E sim, eu sei muito bem que uso pessoal e uso profissional de blogs são coisas diferentes. Por favor, não me entedie com sua paranoia.</i></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Bandeiras Rotas II</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Oct 2010 21:40:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estava conversando com a Claudia Regina sobre milhões de coisas e ela acabou citando o texto de uma blogueira, que continha a seguinte máxima: entre outros motivos, a autora vota na Dilma Rousseff porque a dita cuja é mulher; como uma ação afirmativa do movimento pela igualdade de direitos e oportunidades da mulheres &#8211; leia-se [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estava conversando com a <a href="http://twitter.com/claudiaregina" target="_blank">Claudia Regina</a> sobre milhões de coisas e ela acabou citando o texto de uma blogueira, que continha a seguinte máxima: entre outros motivos, a autora vota na Dilma Rousseff porque a dita cuja é mulher; como uma ação afirmativa do movimento pela igualdade de direitos e oportunidades da mulheres &#8211; leia-se movimento feminista. Pronto, entrei em cólicas.</p>
<p>Para começo de conversa, porque este argumento reúne expressões que me irritam até a alma: &#8220;ação afirmativa&#8221;, &#8220;movimento&#8221; no sentido de organização social e &#8220;feminista&#8221;. E para continuar, o significado de toda a frase. Como alguém consegue basear uma decisão tão importante em um argumento tão medíocre? Ou pior: como uma mulher pode considerar o feminismo importante a tal ponto?</p>
<p>O que mais me incomoda no discurso feminista é o mesmo que me incomoda no discurso antirracista, sua absurda inversão de valores. Por exemplo: nos tempos áureos do pagode brasileiro, alguns nomes se tornaram muito famosos: Raça Negra, Negritude Júnior, Só Preto Sem Preconceito. Até aí tudo bem, mas o que aconteceria se criássemos bandas com os nomes Raça Branca, Branquitude Júnior, Só Branco Sem Preconceito? Haveria um verdadeiro chilique midiático por conta disso, por considerar preconceito, quem sabe até uma acusação de neo-nazismo.</p>
<p>O discurso feminista se utiliza das mesmas ferramentas: palavras de valorização, mobilização, etc, etc, etc. Uma mulher pode dizer &#8220;eu sou foda porque sou mulher&#8221;, é sua forma de ostentar sua igualdade. Um homem, por sua vez, não pode usar uma frase semelhante. Ele imediatamente será acusado de machismo, de querer se dizer superior às mulheres.</p>
<p>Da mesma forma: existe <i>orgulho gay</i>, mas arrisque fazer uma adesivo escrito <i>orgulho hetero</i> para ver. Você será sumariamente acusado de ser homofóbico! </p>
<p>Isso é um absurdo injustificável, um complexo de inferioridade que sempre vai endossar qualquer preconceito que sofram, porque há nestes grupos (negros, mulheres, gays) uma mediocridade de espírito que faz com que mereçam cada grama de preconceito que sofrem.</p>
<p>Eu não voto na Dilma. Não votaria nela em nenhuma circunstância, nem mesmo se ela fosse mulher, negra <b>e</b> gay. Isso não é critério digno de respeito. Para mim, nunca será.</p>
<p>Há seis anos eu escrevi um <a href="http://house.lomyne.com/2004/09/bandeiras-rotas-vocs-j-se-perguntaram.html" target="_blank">post</a> explicando porque sou contra o feminismo, é curioso ver que nada mudou no que penso sobre o movimento, justamente porque seu discurso me parece muito mais digno de deboche do que de concordância.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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