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	<title>Arquivos diarinho | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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	<description>Já não sou mais tão jovem para ter tantas certezas</description>
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	<title>Arquivos diarinho | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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		<title>Momento diarinho 2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Sep 2022 17:07:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em abril de 2020 eu comecei um post. Este blog fez 20 anos e eu deveria ter escrito algo. Sabe, eu pretendia. Mas aí foi mais um post que sofreu da mesma dor de muitos posts de gaveta: a ideia não foi concluída como eu gostaria e eu deixei pra outro dia e&#8230; desde então [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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<p>Em abril de 2020 eu comecei um post. Este blog fez 20 anos e eu deveria ter escrito algo. Sabe, eu pretendia. Mas aí foi mais um post que sofreu da mesma dor de muitos posts de gaveta: a ideia não foi concluída como eu gostaria e eu deixei pra outro dia e&#8230; desde então nenhuma linha. Dois anos e meio depois, lá vamos nós, tentar mais uma vez.&nbsp;</p>



<span id="more-3187"></span>



<p>A pandemia mudou muitas coisas na minha vida assim como de todo mundo.&nbsp; A única coisa que não mudou pra mim foi o que mais mudou pra todo mundo: meu trabalho. Eu já vivia de home office há mais de 2 anos, quase 5 agora. Fora isso, teve de tudo: comprei um apartamento, casamento acabou, estresse saiu de controle, perdi cabelo, perdi 10kg (pergunte-me como), mudei a forma de me relacionar com a sociedade em geral.&nbsp;</p>



<p>Comecei a rascunhar esse post há alguns dias, a memória do Facebook de um ano atrás me fez decidir que de hoje não passa. Exatamente há um ano, eu estava nos Lençóis Maranhenses. Ai que rhyca, ai que phyna, ai que loucura. Meias verdades nisso,&nbsp;pois que a viagem não era de férias, mas não vem ao caso. Importante mesmo é: conheça os Lençóis Maranhenses, é sensacional, nenhuma foto faz justiça ao lugar.&nbsp;</p>



<p>Há um ano eu estava aguardando minha vez para tomar a segunda dose da vacina, minha separação era recente e eu voltei do Maranhão com um pacote de resoluções de ano novo que pode ser resumido em &#8220;voltar a viver&#8221;. Vacinar, rever amigos, ir a praia, ao cinema e por aí vai.&nbsp;</p>



<p>A montanha russa desse ano eu nem quero detalhar, fato é que agora eu estou muito feliz. Ontem eu abri um livro de colorir, coisa que não fazia sabe lá Deus desde quando. Hoje eu acordei irritantemente bem-humorada, tipo chefe de excursão. Voltar a escrever tem a ver com isso: estar bem e querer ficar melhor. Colorir é um pequeno prazer, escrever também é, algo que eu faço muito mais para digerir ideias do que realmente para difundi-las. Escrever é algo que faço para esvaziar o copo, acho que preciso ser mais frequente nisso.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Eu tenho uma ideia equivocada de mim mesma. Eu fui uma leitora voraz na infância e juventude, lia e escrevia muito bem. Recentemente tenho escrito atrocidades que me estremecem quando o corretor sublinha, verdadeiros crimes contra a última flor do lácio.&nbsp;Eu me chicoteio a respeito, mas fato é que não leio quase nada, mal e mal leio notícias.&nbsp;</p>



<p>Há muitas coisas a se retomar na saída da montanha russa. O chão ainda não parece bem firme sob os pés, mas cá estou tentando de novo voltar a escrever, assim como colocando mais a mão o livro físico, pois esta senhora aprecia o papel de um jeito vintage, ou melhor, cringe (como dizem os adolescentes de agora, se é que ainda dizem, pois isso é tão 2021).</p>



<p>Cá estou passando um espanador no blog e arrumando a casa para receber visitas, quem sabe estes novos ventos venham para ficar, não vamos criar expectativas. Tenho muitos planos, inclusive tenho mais de um planner, vou ser o adulto responsável por mim.&nbsp;</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Plano de vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2019 18:45:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[plano de vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Essa semana tive 3 conversas parecidas, com pessoas além dos 30 anos. Tínhamos um plano de vida e ele foi pro espaço ao longo do caminho. Tem gente pra quem o plano desenhado funcionou, mas definitivamente não é a maioria. O plano é meio parecido para todo mundo, quase igual o das plantas que a [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Essa semana tive 3 conversas parecidas, com pessoas além dos 30 anos. Tínhamos um plano de vida e ele foi pro espaço ao longo do caminho. Tem gente pra quem o plano desenhado funcionou, mas definitivamente não é a maioria.</p>



<span id="more-3133"></span>



<p>O plano é meio parecido para todo mundo, quase igual o das plantas que a gente aprendeu no primário: nasce-cresce-reproduz-morre. Um pouco mais elaborado, um modelinho bem classe média (desculpe, é meu meio social):</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Nasce</li><li>Cresce</li><li>Faz uma faculdade</li><li>Conquista um bom emprego ou abre um negócio de sucesso</li><li>Casa e tem filhos</li><li>Segue em linha reta até morrer</li></ol>



<p>Muitos planos que eu conheço foram pro beleléu entre o 3 e o 5. Ao que me parece porque essas metas deveriam ser cumpridas antes dos 30 anos. Essas etapas não funcionaram pra maioria, porque né, isso não era bem um plano, era meique sonho, planejamento é outra coisa. </p>



<p>Tem gente que desistiu da primeira faculdade ou não teve grana pra concluir, foi levando a vida como dava. Tem mais um monte de gente que atrasou no sucesso profissional esperado, não chegamos no modelo yuppie de sucesso. E claro, tem uma quantidade obscena de gente que não achou o grande amor pra construir a família perfeita do comercial de margarina.</p>



<p>Na minha idade meus pais estavam com o plano todo completinho. Alguns percalços financeiros, mas o plano funcionou pra eles. Pra mim a faculdade deu certo, mas a estabilidade financeira e profissional chegou lá pelos 30 mesmo. O casamento só depois. Aliás, já estou no segundo e não tenho filhos. </p>



<h3 class="wp-block-heading"> E agora?</h3>



<p>Pois então. Em essência, os planos da minha geração não fracassaram miseravelmente, só atrasaram. Apesar do atraso do plano, o amadurecimento chega pra todo mundo. E agora acontece que a gente enxerga que isso não era um plano. </p>



<p>Conheço muitos que olham para o mundo e pensam: é melhor não colocar mais um ser humano nissaê, não tá bom não. Conheço outros tantos que depois dos 30 anos decidiram recomeçar a carreira. À exceção dos herdeiros de empresas, não conheço ninguém que acredite na estabilidade do trabalho como acreditavam os mais velhos.</p>



<p>No fim do dia, acho que não queremos mais o plano. E sabe de uma coisa? Tá tudo bem. Somos adultos, as certezas dos nossos pais não nos servem, porque elas não existem mais. </p>



<p>Talvez você precise de um grande plano de vida, talvez não. De toda forma, acho melhor abandonar o plano que não era seu e tomar as suas decisões. A modernidade é liquida demais para sermos tão simplistas como outras gerações foram.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p> A coisa mais adulta que você pode fazer é fracassar naquilo que você acha importante. </p><cite>(A Loja de Unicórnios, Netflix)</cite></blockquote>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Home office</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2019 15:48:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[glamour]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No final de 2017, eu saí do mercado de agências e passei a atender exclusivamente consultorias, trabalhando de home office. Quando converso com as pessoas sobre isso, ouço todo tipo de coisa e acho que algumas delas merecem ser comentadas. Uhu, você trabalha a hora que quiser! Quando escuto essa frase, tenho a impressão que [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No final de 2017, eu saí do mercado de agências e passei a atender exclusivamente consultorias, trabalhando de home office. Quando converso com as pessoas sobre isso, ouço todo tipo de coisa e acho que algumas delas merecem ser comentadas.</p>


<p><span id="more-2994"></span></p>


<h3 class="wp-block-heading">Uhu, você trabalha a hora que quiser!</h3>



<p>Quando escuto essa frase, tenho a impressão que as pessoas pensam em nunca mais acordar cedo. Isso é uma meia verdade. A flexibilidade de horários existe, mas não é a casa da mãe Joana. Claro que depende muito do que você faz, mas eu trabalho para empresas normais que funcionam em horário comercial. Isso significa que continuam existindo reuniões, prazos, calls, coisas que precisam ser cumpridas em horário comercial. </p>



<p>Eu escolhi, mesmo em home office, manter uma rotina de trabalho em horário normal. Não só por estes compromissos com outras pessoas, mas pela gestão saudável da minha própria vida. Começo a trabalhar entre 9 e 10h, paro entre 18 e 19h. Assim meu trabalho funciona bem e minha vida pessoal também. Às vezes apago uns incêndios fora desse horário, mas isso é característica do que eu faço e é bem ocasional. </p>



<p>Na prática, minha vida é igual a de antes, eu só não preciso me deslocar por uma hora pra chegar ao trabalho. São só alguns poucos metros. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Que massa, você não tem chefe!</h3>



<p>Então, uma parte do &#8220;sonho&#8221; do home office é justamente a autonomia. Se você acha que home office é uma vida sem chefe, não recomendo nem mesmo você sonhar com essa vida. Eu tenho uma chefe: eu mesma. Eu sou mais dura comigo mesma do que com qualquer outro subordinado que já tive. Quando procrastino de dia, a culpa me assombra de noite. </p>



<p>Trabalhar em home office não é muito diferente de empreender. Todas as responsabilidades de um empreendedor estão lá, a única diferença é que você não gerencia mais ninguém, só uma pessoa. E se essa pessoa for ruim de comprometimento, a empresa inteira afunda rapidão. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Nossa, você pode trabalhar de pijama</h3>



<p>Isso eu não vou mentir pra ninguém, trabalhar com a roupa que quiser é uma maravilha. Para desgosto da minha mãe, nunca é bem arrumada, é sempre ultra confortável. Mas pra contar um segredo do mercado de agências: não se iluda, na área de marketing digital, se não entra cliente no escritório, a galera trabalha com roupas bem à vontade. Zero inveja de empresas com <em>dress code</em>. </p>



<p>Aliás, que conste em ata: o melhor <em>dress code</em> corporativo do mundo tem somente duas palavras. Mary Barra é CEO da General Motors e definiu o <em>dress code</em> em duas palavras: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p> “Dress appropriately.” </p></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Resumo da ópera</h3>



<ul class="wp-block-list"><li>Se você não é bom trabalhando para os outros, jamais será trabalhando para si mesmo</li><li>Você pode se livrar do horário comercial, mas não das responsabilidades do trabalho</li><li>Se você não está feliz numa empresa, talvez o problema não seja o trabalho</li><li>Home office não é garantia de felicidade no trabalho, nada é</li></ul>



<p>p.s.: ao pesquisar imagem para ilustrar esse post, até a página 5 só encontrei  imagem de homem e/ou com Macbook. Aparentemente, eu tô toda errada: mulher, orgulhosamente usando Dell, desglamourizando a rotina. Por isso, se sobrar tempo, <a href="http://lomyne.com/2017/12/o-glamour-do-trabalho/">dá uma lida aqui</a>.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Como eu perdi 40kg</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Dec 2017 02:39:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[gorda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ontem de manhã uma memória do Facebook me lembrou que há um ano cheguei no último furo do cinto, desde então eu não ganhei mais peso. Por isso decidi que já estava na hora de procrastinar&#160;e escrever mais um post sobre ser gorda/emagrecer/se sentir bem. Acabei não postando ontem, porque tinha compromisso à noite e [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem de manhã uma memória do Facebook me lembrou que há um ano cheguei no último furo do cinto, desde então eu não ganhei mais peso. Por isso decidi que já estava na hora de procrastinar&nbsp;e escrever mais um post sobre ser gorda/emagrecer/se sentir bem. Acabei não postando ontem, porque tinha compromisso à noite e sempre tem uma pequena procrastinada extra, mesmo quando a gente decide não procrastinar mais. <span id="more-2450"></span></p>
<p>Antes de dormir o que eu fiz foi montar a imagem de cabeçalho deste post enquanto falava com meu namorado. E aí que ele me fez uma pergunta que eu não soube bem responder: &#8220;<em>se você preserva tanto sua vida pessoal no blog, por que você quer escrever sobre isso? Não é uma superexposição do tipo que você evita?</em>&#8221; É sim. Tenham certeza que é. Mas esta é uma superexposição muito importante, porque há uma causa envolvida e é algo que é muito maior do que somente a minha imagem pessoal.</p>
<p>Mês passado um casal de amigos em franca luta contra o excesso de peso veio jantar aqui em casa. Esse programa de adulto, sabe, jantar com amigos? Todos muito maduros. Obviamente, com 4 pessoas não magras na mesa, peso foi assunto. Os dois estão emagrecendo, ele de forma mais visível que ela (mais coisa pra perder, né, minha gente) e ela acumula frustração porque a maioria das pessoas não percebe tanta diferença nela. Mas olha, quando ela largou o comentário sobre a vizinha não notar, meu senhor amado, eu comecei um discurso tão explosivo que depois pedi desculpas (talvez devesse pedir mais).</p>
<blockquote><p>Tá aí se matando de fazer exercício, abrindo mão de coisas que gosta, controlando o tempo todo pra porra da vizinha? Não é pela saúde? Não é pra se sentir melhor? Não é nem mesmo pra entrar naquele seu vestido favorito? Nem pra ganhar qualidade de vida? Você tá louca?</p></blockquote>
<p>Na verdade foi um pouco mais que isso que eu disse, mas bora ser elegante em contexto público. Essa moça é linda, uma pessoa incrível que tá acima do peso e não consegue aceitar que tá tudo bem, que não precisa ser manequim 38, e mantém essa relação de auto-aprovação baseada em uma aleatória. Ora diabos, eu preciso escrever, porque eu preciso que ela se olhe no espelho e comemore cada passo por ela, não pela vizinha. Até porque bem sabemos que a vizinha é um bom termômetro da opinião média da sociedade.</p>
<p>Ela merece tudo que eu puder fazer por ela, mesmo que seja só um textão. Ela e todas as pessoas que em inúmeras ocasiões vieram falar comigo por chat a respeito de questões de peso. Há uma muita admiração pelo processo de emagrecimento e muita gente me procurou pra fazer perguntas, alguns na esperança de ouvir uma resposta mágica sobre &#8220;como perder 40kg&#8221;. Eu sinto muito, não tenho uma resposta mágica.</p>
<p>Se por algum acaso você que chegou aqui não sabe da história, um breve resumo: em setembro de 2015 passei pelo módulo de coaching da pós-graduação e saí de lá com a meta de perder 30kg em um ano (é a primeira foto ali em cima). Em 6 meses, perdi 20kg; em 10 meses, os 30kg; em 15 meses, 40kg. As últimas 3 fotos já são desse ano de estabilidade.</p>
<p>Postei algumas fotos de antes-e-depois, isso fica muito legal nas redes sociais. Mas comemorei muito mais o resultado do exame de sangue, a cicatrização da vesícula, as manhãs sem crise do estômago. Estes antes-e-depois são muito mais importantes, mas acho que não cabem das redes sociais. De toda forma, acho que olhando para o que postei sobre o assunto parece que foi tudo mega bacana e fácil de encarar. Então me deixa comentar algumas coisas importantes.</p>
<p>A primeira coisa que você precisa é entender onde você quer chegar e traçar um plano. Pra traçar um plano, você precisa saber que tipo de pessoa você é.</p>
<p>Quais são as coisas mais importantes? Eu preciso de açúcar no café, arroz no almoço, eu preciso de carboidrato. Eu não consigo viver sem esses pequenos prazeres.</p>
<p>Lamento informar que o seu objetivo de pesar menos é incompatível com o seu estilo de vida. Pra emagrecer a regra é simples matemática: você precisa gastar mais do que consome. Você pode fazer isso de três formas:</p>
<p>1. De que coisas você consegue abrir mão? Não dá pra emagrecer comendo dois hambúrgueres e uma pizza por semana. Eu só me permito comer pizza uma vez por mês. Além disso, eu reduzi muito a quantidade do que eu como (confesso que ter um problema de estômago que me causava dores e tirava a fome ajudou nisso, mas com certeza não recomendo).</p>
<p>2. Você curte alguma forma de exercício físico? Eu já tentei várias vezes, eu sempre abandono. A verdade é que eu mantenho meu peso sem fazer exercícios, mas sei que deveria. Está na meta de 2018 tentar novamente.</p>
<p>3. Você já pensou em tomar remédios? Saiba que precisa de acompanhamento médico pra isso e que remédios ajudam muito, mas precisam ser uma decisão temporária. Porque vai uma grana e porque não dá pra virar dependente de remédio. Eu me recuso a tomar anfetaminas, tive péssimas experiências em tentativas anteriores, não serve pra mim. Eu tomei remédios pra ajudar na redução de colesterol e glicose. Não tomo mais nada desde julho de 2016.</p>
<p>Uma última coisinha: você tem que estar feliz durante o processo. Emagrecer demora. Se você não consegue estar feliz enquanto não emagrecer tudo, você não vai aguentar, você vai abandonar. Encontre um equilíbrio que te faça feliz pelo caminho, porque a jornada é muito longa.</p>
<p>E sim, eu continuo achando que <em>Paris is always a good idea</em>.</p>
<p>p.s.2: Links dos posts sobre emagrecimento aqui:<br />
<a href="http://lomyne.com/2016/04/a-gorda-e-o-mundo/" rel="noopener" target="_blank">A gorda e o mundo</a><br />
<a href="http://lomyne.com/2017/03/sobre-ser-uma-mulher-visualmente-interessante/" target="_blank" rel="noopener">Sobre ser uma mulher visualmente interessante</a></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Momento Diarinho: Board Games</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2017 13:42:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[board games]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu quero escrever sobre board games. Eu não tenho bem uma diretiva, eu só quero que as pessoas leiam sobre estes jogos, conheçam estes jogos, se interessem para que este mercado cresça e hajam mais opções de jogos e locais, a preços cada vez mais acessíveis. Eu sempre amei jogos de tabuleiro (e similares). Quando [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu quero escrever sobre board games. Eu não tenho bem uma diretiva, eu só quero que as pessoas leiam sobre estes jogos, conheçam estes jogos, se interessem para que este mercado cresça e hajam mais opções de jogos e locais, a preços cada vez mais acessíveis.<span id="more-2263"></span></p>
<p>Eu sempre amei jogos de tabuleiro (e similares). Quando eu era criança, tinha inúmeros jogos que adorava e raramente tinha companhia pra jogar, acumulei muita frustração assim, mas sempre haviam as tardes chuvosas na praia em que na falta de opções a galera optava por algum jogo assim. Ou o baralho, mas tudo bem, eu amo jogar baralho.<!--more--></p>
<p>Tem uma prima que passou alguns maus bocados com a minha insistência &#8220;vamos jogar alguma coisa&#8221;. Eu me lembro do dia em que ela que disse &#8220;Paloma, vamos jogar baralho?&#8221;. Nossa, eu levantei saltitante, corri pegar as cartas antes que ela mudasse de ideia. Agradeço demais a paciência (e toda a relação com a prima mais parça que sempre tive). Enfim, não era muito a vibe dela, não era a vibe de quase ninguém que eu conhecia.</p>
<p>Tiveram umas fases pela vida de jogar muito War no sítio de uma amiga (saudades, 2006) e outra fase, outra galera em 2008/09, jogando War também. Mas grosso modo eram atividade secundária do grupo de amigos. E era só War, no máximo mímica ou Imagem&amp;Ação ocasionalmente.</p>
<p>Em 2012 eu morava em Floripa e uma amiga da academia me apresentou alguns jogos que eu amei de paixão desde o primeiro momento, Ticket to Ride e Carcassone. Essa mesma amiga me falou de um grupo que se reunia para jogar jogos de tabuleiro modernos, a.k.a. board games. E foi assim que conheci o Floripa on Play, um grupo muito legal de pessoas que se reuniam pra jogar sem nenhum interesse comercial, sempre dispostos a te receber bem, apresentar novos jogos, promover torneios. Agradeço muito aos meninos cujo empenho me proporcionou muitas segundas-feiras divertidas.</p>
<p>Desde então comprei muitos jogos e é isso que mais amo fazer no meu tempo disponível: passar horas jogando board games com os amigos e falando bobagem. Vejo lojas surgirem com espaços e horários de funcionamento plausíveis para adultos frequentarem, porque de fato estes jogos não são brincadeira de criança. A imagem deste post é o meu rack, orgulhosamente preenchido ao longo dos anos, com compras e presentes de amigos. É bom demais ser uma adulta que se diverte com versões muito mais complexas de seus brinquedos favoritos de infância. É bom demais ser uma adulta que joga.</p>
<p>Como eu disse no começo do texto, eu quero que o mercado de board games cresça, para ser melhor, ter mais opções e ficar mais barato. Então se você já se divertiu em algum momento da sua vida com War, Imagem&amp;Ação, Jogo da Vida&#8230; eu te faço um convite: vá a um desses lugares de jogos de tabuleiro modernos. Tente algumas opções, são inúmeros estilos, há jogos barulhentos, jogos somente baseados em sorte, jogos de muita estratégia, competitivos e colaborativos. Você com certeza vai se divertir.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Drops de avião</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2017 11:02:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[favoritos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Avião é aquela coisa, né, já teve mó glamour, mas acabou. Brasileiro vive reclamando da corrupção, mas a galera não é capaz de respeitar a fila preferencial de embarque, veja só a situação. Entendo a importância do detector de metal, mas dada a dificuldade e a demora diante da máquina eu me pergunto se as [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Avião é aquela coisa, né, já teve mó glamour, mas acabou. Brasileiro vive reclamando da corrupção, mas a galera não é capaz de respeitar a fila preferencial de embarque, veja só a situação.<span id="more-2149"></span></p>
<p>Entendo a importância do detector de metal, mas dada a dificuldade e a demora diante da máquina eu me pergunto se as pessoas entendem o conceito de &#8220;metal&#8221;.</p>
<p>Queria muito trocar ideia com um gringo sobre o inglês embromation que comissários de bordo, pilotos e co pilotos falam. Perguntar se dá pra entender alguma coisa, porque olha, eu não consigo&#8230;</p>
<p>Se houver uma criança manhosa a fim de espernear e fazer escândalo dentro do avião, tal fato acontecerá há no máximo dois metros de mim. Sei lá, acho que tirei selfie no Calvário.</p>
<p>Agora (quase) tudo é vendido no busão-avião. Analisando friamente, se todo mundo pedisse lanche, comida e talz periga dar mais lucro que passagem&#8230;</p>
<p>Sugestão 1: vender o combo passagem + assento mais conforto (sic) + lanche = preço do dobro da passagem.</p>
<p>Sugestão 2: a R$25 pila o lanchinho, essa porra devia dar milhagem.</p>
<p>Em Brasília o avião leva tanto tempo taxiando que eu tenho quase certeza que geralmente pouso em Goiás.</p>
<p>Porque diabos pilotos adoram bater um papão? Assim, migo, era importante eu saber a temperatura e o clima da cidade de destino antes de embarcar pra escolher o que vestir, não no meio do vôo. Pra isso temos o Google.</p>
<p>Aliás, a estrutura de som foi feita pela Nextel? Sério, colega, 2017 e a tecnologia ainda não permite compreender 70% do que o piloto fala.</p>
<p>Quem regula o volume das notificações da tripulação/piloto? Qual é o objetivo? Acordar todo mundo que estiver dormindo? Assustar todo mundo que está dentro do avião?</p>
<p>Como é feito o cálculo do tamanho da bagagem de mão? De acordo com a minha experiência pessoal, se todo mundo usar o tamanho máximo com certeza não cabe tudo dentro do avião.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Momento Diarinho: A Saga das Lentes de Contato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2017 17:39:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prólogo Sexta-feira à noite, niver de uma amiga, decidi me maquiar. Veja, eu não costumo usar maquiagem, mas amo muito, tenho de tudo e ultimamente ando a fim (tem a ver com um processo de recuperação de auto estima que eu me impus, sobre o qual eu ainda vou escrever). Não ia fazer pacote completo, [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Prólogo</strong><br />
Sexta-feira à noite, niver de uma amiga, decidi me maquiar. Veja, eu não costumo usar maquiagem, mas amo muito, tenho de tudo e ultimamente ando a fim (tem a ver com um processo de recuperação de auto estima que eu me impus, sobre o qual eu ainda vou escrever). Não ia fazer pacote completo, só um lápis-rimel-batom, procedimento simples. Peguei o lápis, tracei um olho e coloquei os óculos pra ver como ficou. MEUSENHORAMADOQUEDESASTRE, tava longe, torto, enfim, uma merda. Pra consertar eu sairia de casa praticamente a Amy Winehouse, toda trabalhada no olho preto.<span id="more-2105"></span></p>
<p>Ocasionalmente, eu uso maquiagem, apesar de não enxergar bem. Pra quem não sabe, eu sou hipermétrope (não enxergo de perto, quase 4 graus). A hipermetropia nunca foi problema pra mim, sempre gostei dos óculos que uso desde os 13 anos. Mas naquela sexta-feira, com a vista cansada de um dia inteiro na frente do computador, aos 34 anos, é a Amy ou nada. Acabei tirando tudo e saí pensando que talvez seja o momento de começar a usar lentes de contato.</p>
<p>Já andava pesquisando preços pra trocar meus óculos e as lentes andam custando mais de 400 pila, 800 pila com uma armação legal, preciso trocar a cada 2 anos. A caixa de lentes de contato sai por 160, 6 meses. É bem mais barato, por que não?</p>
<p><strong>Capítulo 1: o teste de lentes</strong><br />
Terça-feira: sai da consulta bem feliz, fui fazer o teste de lentes ali mesmo na clínica. A guria colocou pra mim, sensação mais tensa da vida uma pessoa colocando o dedo no seu olho aberto. Aí ela me mandou passear um pouco, ficar uns 15 minutos pra ver se não incomoda e talz.</p>
<p>Ok, volto e ela me explica o procedimento de tirar e colocar a lente de contato. Tirar foi super tranquilo, levei 2 segundos. Agora colocar aquilo novamente foi um exercício quase desesperador. Cheguei a pedir pra ela colocar novamente pra mim, porque eu queria muito sair dali enxergando bem. Agora lembrando aqui acho até que eu bati o pezinho igual uma criança de 5 anos fazendo manha. Que cena ridícula, meu deus! Ela me respondeu como se eu tivesse mesmo 5 anos e explicou que se eu não conseguisse sozinha não poderia levar as lentes. Respirei fundo, entoei um mantra inteiro e consegui colocar a primeira lente. Aí levei 2 segundos pra colocar a segunda. Uma glória, meus senhores.</p>
<p>Saí de lá muito orgulhosa de mim mesma, enfrentei a horda de panfleteiros das óticas na porta da clínica. Dispensei de maneira muito superior os vendedores respondendo &#8220;obrigada, eu uso lentes&#8221;. Me senti assim uma espécie de super adulta plenamente funcional.</p>
<p>De noite, aquele ritual: separa os óculos, abre a caixinha, lava bem as mãos e vamos lá, dedo no olho pra tirar essa porra. 2 minutos, tirei do olho esquerdo. Quase meia hora depois, eu definitivamente não sou capaz de tirar a lente do olho direito. Devo ter feito manha igual criança de 5 anos de novo, só que dessa vez era só eu e meu desespero, sozinha em casa.</p>
<p>A guria tinha comentado que em caso de emergência eu podia ir pra clínica pedir pra alguém tirar a maldita lente. Enxergando só de um olho, fui pesquisar o endereço do plantão, me organizei pra sair resolver essa merda à meia noite. Resolvi fazer uma última tentativa e por uma bênção divina consegui tirar. Tempo total gasto com certeza foi mais de uma hora.</p>
<p><strong>Capítulo 2: a semana de adaptação</strong></p>
<p><em>Dia 2 (quarta-feira)</em><br />
Meia hora pra colocar as lentes. Fui pro trabalho sentindo aquele caroço enorme no meu olho esquerdo (maior grau), mas aí o dia passou e eu relaxei, esqueci. Reuniões, calls, 12 horas na frente do computador, bem de boa. Tirei as lentes em 20min, um sucesso!</p>
<p><em>Dia 3 (quinta-feira)</em><br />
Coloquei rápido, passei o dia com a lente esquerda me incomodando. Tirei em 20 minutos, percebi que coloquei uma das lentes &#8220;pelo avesso&#8221;.</p>
<p><em>Dia 4 (sexta)</em><br />
Coloquei em tempo civilizado (20 min é o que chamo de tempo civilizado). Saí pra trabalhar toda atrapalhada com a lente direita, tirei a bendita de tanto coçar o olho. Entendi que fiz a mesma merda da véspera, tava pelo avesso. Arrumei e sobrevivi.</p>
<p><em>Dia 5 (sábado)</em><br />
O plano era sair, ou seja, maquiagem, ou seja, lentes. Meia hora pra colocar a lente esquerda, depois de mais 40min fracassando miseravelmente na tentativa de colocar a outra, desisti da ideia. Tirei a lente esquerda de novo, me maquiei a la Amy Winehouse e saí de óculos.</p>
<p>No domingo eu desisti, fiquei de óculos mesmo. Fui pra São Paulo passar a semana a trabalho, resolvi nem levar as lentes, tava foda, eu não teria esse tempo todo pra perder todo dia.</p>
<p><strong>Capítulo 3: as cenas ridículas</strong></p>
<p>Voltei na semana seguinte disposta a fazer dar certo. Coloquei a lente em 20 minutos, passei um dia normal. De noite não conseguia tirar a lente do olho direito, passava o dedo, tentava de tudo e nada de conseguir pegar a lente. Olho ardendo já. Botei os óculos e percebi que já não tava de lente. Pronto, derrubei essa merda. Procura na pia, na mão, na manga do roupão, no chão do banheiro, em 32 lugares. Achei colada no meu sapato, incrivelmente intacta. Lavei, guardei, botei colírio, segue o baile.</p>
<p>Na semana seguinte tive mais um dia de perder a lente dentro do olho e outro de tentar tirar a lente que não tava mais lá, localizada na torneira depois de uns 40 min.</p>
<p>Começou outubro e eu pensei: mês novo, vida nova, eu vou me adaptar. Eu não posso ser derrotada por um par de lentes gelatinosas. O projeto estava indo bem, eis que chega dia 11. Véspera de feriado, tarde na noite, eu gripada daquele jeito maneiro. Eu tava tirando as lentes e espirrei. Caí de bunda no chão, bati a cabeça no batente da porta e arremessei a lente sabe lá onde. Passei umas 3 horas procurando essa merda. Sério, nunca mais achei, não está dentro do meu apartamento! (e passei uns 10 dias fudida de dor da queda).</p>
<p>Levei uns dias para comprar novos pares de lentes, mais uns dias de vexame, grazadeus todos eles ocorridos sem testemunhas.</p>
<p><strong>Epílogo</strong><br />
Hoje, 3 pares de lentes depois, eu sou um adulto plenamente funcional, coloco e tiro em menos de 5 minutos, sei qual é o lado certo, me maquio com eficiência e até mesmo já ousei dormir de lentes de contato. Já cheguei naquela fase de levar uma vida normal, inclusive com a vista bem menos cansada no fim do dia.</p>
<p>Eu sempre gostei de usar óculos, tem dias que eu fico só com eles (é o que a doutora manda, inclusive), mas hoje chego em casa e não estou com a vista tão cansada quanto com os óculos, posso ler e/ou aproveitar melhor meu tempo à noite e posso comprar óculos de sol que não custam um rim. Isso sim é um momento Mastercard.</p>
<p><em>obs.: este post seria infinitamente melhor se fosse produzido por <a href="http://milarga.blogspot.com.br/" target="_blank">Vanessa Negrão</a>.</em></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>A gorda e o mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Apr 2016 18:21:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[diarinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ter problemas com o peso é uma luta árdua. Quem tem, entende. Se você veste manequim até 44, você não sabe do que eu estou falando. Se uma loja comum de shopping tem roupa que te sirva, agradeço a empatia, mas você não sabe realmente do que eu tô falando. Eu tô falando de estar [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ter problemas com o peso é uma luta árdua. Quem tem, entende. Se você veste manequim até 44, você não sabe do que eu estou falando. Se uma loja comum de shopping tem roupa que te sirva, agradeço a empatia, mas você não sabe realmente do que eu tô falando. Eu tô falando de estar gorda de verdade, não de querer perder 3kg antes da próxima grande festa.</p>



<span id="more-1961"></span>



<p>Depois de adulta, eu nunca me importei muito com isso, porque afinal até a adolescência deixei que o mundo me torturasse dizendo que eu deveria vestir 36, no máximo 38 &#8211; sim, eu sou gorda desde sempre, desde bebê, a vida inteira. Mas esse lance de não me importar acabou passando dos limites.</p>



<p>Em meados do ano passado, eu cheguei ao meu maior peso, meu pior manequim, sobrecarga emocional, estresse, crises de estômago. Foi o módulo de Coaching e Marketing Profissional na pós-graduação que mudou tudo. Sabia que eu não tinha problemas profissionais, então estava bem de boa, mas no processo sensacional que é o coaching, entendi que estava na hora de arrumar outros aspectos da minha vida, porque nem só de carreira vive a mulher.</p>



<p>Começa que fui no médico. Porque gordo geralmente não vai no médico, né mores. Eu fui. Aquele choque de realidade, muito além da balança. Colesterol, glicose, hormônios, refluxo, tudo cagado. Foi quando decidi virar a mesa, por necessidade mesmo.</p>



<p>5 meses depois, dieta, remédios, academia. 22kg perdidos, pouco mais do que a metade do caminho e olha, algumas coisas mudam, outras não. Outro dia precisei correr uns 15m atrás do ônibus pra não perder. Sobrevivi e isso foi lindo. As coisas que eu faço sozinha (ou com uma pessoa) melhoraram muito, ganhei pra caralho em qualidade de vida. Ainda tô gorda, mas tenho me dado muito bem com espelho e balança, bem feliz comigo mesma.</p>



<p>O foda são as pessoas. Sejam conhecidos ou aleatórios, não interessa o tipo de relação, sempre tem um conselho não solicitado pra tentar te enfiar goela abaixo. <em>Por que você vai faz a dieta Dukan? Ah, com carboidrato zero você vai ter muito mais resultado. Mas você tá fazendo academia? Tem que fazer uma série assim e assado. Ah, outro dia eu vi que o remédio tal emagrece, porque você não toma também? Tem aqueles chás, né? Substitui uma refeição que você vai ver o efeito.</em></p>



<p>Ora caralhos, tô pedindo sugestão? Eu não sei quem me parece mais absurdo: se é a pessoa que sabe tudo que eu tô fazendo pra melhorar &#8211; com acompanhamento de profissionais sérios &#8211; e ainda quer cagar regra que viu na televisão/minha amiga fez; ou se é o aleatório de baixa interação que te vê com frequência e fala isso sem perguntar. Além do que, todo esse meu processo de perda de peso tem sido acompanhado por profissionais, não consigo entender porque as pessoas insistem em achar que o que viram no programa de tv ou na revista de dieta deve/pode ser melhor do que acompanhamento sério e personalizado.</p>



<p>Outra coisa foda é a academia. Ou melhor, algumas pessoas na academia. Sabe o que eu reparei? As pessoas de corpo mais espetacular, homens e mulheres definidos, estão super de boa, dão bom dia, um sorriso e seguem a vida. Já as pessoas fora de forma&#8230; É completamente insano receber aquela olhar te julgando de cima abaixo vindo de uma pessoa que está lá tentando mudar seu corpo, sejam outras gordas ou extremamente magras. E acontece pra caralho, essencialmente mulheres. Acontece na rua também, enquanto volto pra casa toda suada e destruída (na rua esse olhar vem de todo tipo de gente, esse olhar de julgamento).</p>



<p>Fica a impressão de que ali não é o meu lugar ou que por ter o corpo que eu tenho hoje estou fracassando miseravelmente. Indo além, aquele julgamento de que não posso estar bem assim, como se só fosse possível ser feliz dentro de um determinado padrão. Você tá gordo(a)? Não adianta ir pra academia porque não tá funcionando. Também não pode usar certas roupas, não pode comer hambúrguer nunca, nem estar com uma pessoa bonita/magra. Há um forte peso social no fato de que se você tá gordo, há uma lista de coisas que você não tem o direito de fazer: comportamentos, roupas, sentimentos, não merece muita coisa, resumindo bem, não merece ser feliz. Cara, isso é uma merda muito errada.</p>



<p>Ninguém olha pra magrinha se acabando num sundae e pede pra ela o exame de sangue pra saber se o colesterol tá lá na lua. Aliás, ninguém julga nada de mulher magra. Tá magra? Então pode comer o que quiser, beber o que quiser, vestir o que quiser e se comportar como quiser. A licença social pra quem é magro é completamente diferente. É tudo uma merda muito errada meramente estética.</p>



<p>Essa merda toda tem nome: Gordofobia. Acaba emocionalmente, mesmo quem já venceu mais de metade do trajeto, mesmo tendo um puta resultado. Eu não sou a única que me machuco assim. E é uma escrotice que, quando vem de quem está passando o mesmo perrengue, aí sim é de foder. Tem gente por aí tão massacrada por isso que não aceita a si mesmo e ainda tá comendo o coração dos outros com farinha.</p>



<p>Então, pessoas, posso pedir uma coisa de todo o coração? Faz o exercício mental de não julgar pessoas pelo corpo, não passar aquele olhar que mede e considera a pessoa insuficiente. Eu sei que é um puta exercício difícil, não posso dizer que eu não tenha meus momentos, mas bora se esforçar? Não importa em que ponto esteja de sua própria jornada, deixa o coleguinha em paz.</p>



<p>p.s.: caso caiba a curiosidade, todas as fotos da imagem são dos últimos 5 anos, um período no qual oscilei mais de 40kg. Hoje já foram 22kg, ainda faltam 18kg para o limite inferior, quando poderei andar por aí sem ser julgada por ser gorda. <em>Nobody fucking care how hard it is.</em></p>



<p>p.s.2: Depois deste, mais posts foram escritos sobre emagrecer, dá uma olhada:<br>
<a href="https://lomyne.com/2017/03/sobre-ser-uma-mulher-visualmente-interessante/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Sobre ser uma mulher visualmente interessante</a><br>
<a href="https://lomyne.com/2017/12/como-eu-perdi-40kg/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Como eu perdi 40kg</a></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Pelo meu direito de consumidora</title>
		<link>https://lomyne.com/2015/07/pelo-meu-direito-de-consumidora/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=pelo-meu-direito-de-consumidora</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2015 21:12:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[compras]]></category>
		<category><![CDATA[favoritos]]></category>
		<category><![CDATA[melitta wake]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre as agruras de ser gente grande está a necessidade de ir ao supermercado. Não só pra comprar bebida barata ou o shampoo preferido, fazer as compras de mês: sabão em pó, detergente, sabonete, trigo, arroz, leite. coisa de adulto. Com o tempo, criei um hábito: pegar algo pra beber quando chego na amada fila [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><p>Entre as agruras de ser gente grande está a necessidade de ir ao supermercado. Não só pra comprar bebida barata ou o shampoo preferido, fazer as compras de mês: sabão em pó, detergente, sabonete, trigo, arroz, leite. coisa de adulto. Com o tempo, criei um hábito: pegar algo pra beber quando chego na amada fila do caixa.</p><span id="more-1823"></span></p>



<p>No mercado em que geralmente faço compras por muito tempo esse momento foi de uma felicidade linda e fofa. Não, a fila não é rápida (nunca é, né gente), mas no meio do mercado, uma coisa muito amada: uma geladeirinha de Wake.</p>



<p>Mas a vida é uma caixinha de surpresas.</p>



<p>De repente, começou a crise. A geladeirinha continuava lá, mas nunca mais teve Wake Mocca dentro. Lá no fundo do mercado, até tinha quente, mas gelado nunca mais. Pra mim, se não tem Wake Mocca, não tem felicidade. Mas e daí, né, se com café extra eu me enganava e a vida segue. Até quando chegamos ao fundo do poço: gelado só tem Wake Toffee, se quiser. E Wake Toffee é horrível. E aí, o que aconteceu? Não tem mais geladeirinha de wake. Nunca mais nessa vida.</p>



<p>Por quê? Porque ninguém tava repondo, só tinha opção ruim, aí ninguém mais compra, aí o povo tira a geladeirinha, como se a culpa fosse do Wake. Assifudê.</p>



<p>Então deixo meu protesto registrado aqui: vamos fazer um mundo melhor, com mais geladeirinhas de Wake cheias de Mocca (que por sinal é sempre o primeiro que acaba no posto de gasolina em frente ao meu trabalho). E assim a Melitta lucra e eu consigo comprar meu Wake. Eu pago na boa, mas pô preciso ter onde comprar! Sim, este post tem uma visão muito egoísta. #mejulgue</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>#GeladeiradeWakeemTudo</p></blockquote>



<p><strong>Update (28/01/2019):</strong> de tanto as pessoas procurarem no Google e virem parar aqui no meu blog, entrei em contato com a Melitta pra responder uma das grandes questões da humanidade: não, não existe mais Melitta Wake. Foi descontinuado, a vida é assim. As pessoas não compram o suficiente e isso acaba não valendo a pena pra empresa. Culpa de um mundo que não sabe o que é bom.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Adeus, Melitta Wake. Eu te amei muito. Foi bom demais enquanto durou.</p></blockquote>



<p>obs.: me nego a informar publicamente o nome do supermercado, uma vez que tenho uma péssima opinião sobre a qualidade do serviço prestado e verdadeiro desgosto pelas propagandas do dito cujo. Não fosse a obscena diferença de preço com distância equivalente da minha casa, eu não compraria lá nem por sonho.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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