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	<title>Arquivos trabalho | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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	<description>Já não sou mais tão jovem para ter tantas certezas</description>
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	<title>Arquivos trabalho | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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		<title>Sampa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2010 15:13:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fui a São Paulo na semana passada, para um Fórum de Marketing. Dois dias com tempo e dinheiro apertados, mas foi a primeira vez que passei um tempo razoável lá. E voltei com algumas coisas na cabeça, que decidi colocar aqui. Paulistas extremamente apaixonados, sejam tolerantes, por favor. 1. São Paulo é uma cidade feia. [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fui a São Paulo na semana passada, para um Fórum de Marketing. Dois dias com tempo e dinheiro apertados, mas foi a primeira vez que passei um tempo razoável lá. E voltei com algumas coisas na cabeça, que decidi colocar aqui. Paulistas extremamente apaixonados, sejam tolerantes, por favor.</p>
<p>1. São Paulo é uma cidade feia. Simples assim, sem discussão, sem explicações, é feia.</p>
<p>2. Pedir informação em São Paulo é uma merda. As pessoas são prestativas, mas não sabem coisas simples, como informar onde é o acesso do metrô, o banheiro ou a praça de alimentação no shopping. Dica pros paulistas: conheçam a porra dos lugares que vocês freqüentam diariamente. Andem e reparem, em vez de correr desesperadamente. Turistas agradecem.</p>
<p>3. Pra que serve aquela ponte metida? Pra Globo ter o que mostrar de São Paulo nas suas vinhetas? Gente, aquilo custou uma fortuna e não passa de uma ponte. Desperdício de dinheiro. Duvido que alguém decida incluir o trambolho no roteiro turístico. É bonita, mas só. </p>
<p>4. Adorei o gosto musical do paulista baixa renda, sério. Todos os que eu encontrei ouviam rock. Infinitamente melhor do que as músicas de mano que ouvem aqui em Curitiba. Mas eles seguem a regra: ouvir música a todo volume no ônibus, metrô, na rua&#8230; Pelo menos eu gosto das músicas que ouvem lá.</p>
<p>5. Voltei de São Paulo com uma certa nostalgia, cheia de saudades do Rio de Janeiro. Moro em Curitiba há mais de quatro anos, é uma cidade bem grande, mas é diferente. São Paulo, assim como o Rio, tem aquela coisa de megalópole, de cidade que não dorme, que pulsa.</p>
<p>Cheguei a conclusão de que não tenho nada contra São Paulo, nem absolutamente nada a favor. Quer dizer, se eu tiver que ir, vou de boa, mas por opção, não vejo motivo para ir lá.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Fórum de Mídias Digitais e Sociais</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 16:19:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Curitiba sediou no último final de semana o Fórum de Mídias Digitais e Sociais (FMDS), um evento realizado em dois dias, composto pelo Fórum propriamente dito &#8211; com suas palestras e debates pela manhã &#8211; e quatro eventos satélite na parte da tarde: SEOCamp, BLOGCamp, PODCamp e ETC_Curitiba. Por serem simultâneos, acabei tendo que escolher [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Curitiba sediou no último final de semana o <a href="http://www.fmds.com.br/" target="_blank">Fórum de Mídias Digitais e Sociais</a> (FMDS), um evento realizado em dois dias, composto pelo Fórum propriamente dito &#8211; com suas palestras e debates pela manhã &#8211; e quatro eventos satélite na parte da tarde: SEOCamp, BLOGCamp, PODCamp e ETC_Curitiba. Por serem simultâneos, acabei tendo que escolher onde estaria. Abri mão do BLOGCamp porque eu já conheço um bom tanto e o PODCamp porque não curto muito. Estava fisicamente no SEOCamp e vendo/ouvindo o streaming do ETC_Curitiba. </p>
<p>No FMDS, achei a palestra de abertura com o <a href="http://twitter.com/NeyQueiroz" target="_blank">Ney Queiroz</a> um tanto fraca e eu não duvido que o palestrante venha comentar aqui o mesmo que me disse via twitter: que a plateia era muito heterogênea. Como eu disse no twitter, acho que o cara subestimou a plateia e percebi que boa parte do conteúdo veio do <a href="http://lomyne.com/2009/12/forum-de-marketing-up/" target="_blank">Fórum de Marketing</a> realizado duas semanas antes. Afora isso, todas as outras foram de conteúdo excelente, babei em alguns cases apresentados e os debates foram ótimos!</p>
<p>O SEOCamp, sobre Search Engine Optimization, foi o primeiro realizado no Brasil e me deparei com tantas ferramentas que chega a ser incômodo estar tão perto desta área e ainda ter conhecimentos tão rasos. Para quem quer virar pro-blogger, há um longo caminho a percorrer, mas aqueles que se propõe a fazer isso no meio comporativo estão com a vida bem mais fácil. Não tenho palavras para descrever a qualidade do evento. </p>
<p>Por fim o <a href="http://www.etcbrasil.com.br/etc_curitiba/" target="_blank">ETC_Curitiba</a>, Encontro de Twitteiros Culturais de Curitiba. Aí foi que complicou. Porque caí de amores pelo twitter e o debate sobre mídia social no trabalho foi excepcional. Por sinal, <a href="http://twitter.com/MariaRafart" target="_blank">Maria Rafart</a> é tão bacana ao vivo quanto pelo rádio. E devo dizer que foi a programação mais organizada, além do que, a <a href="http://twitter.com/FernandaMusardo" target="_blank">Fernanda Musardo</a> é uma flor. </p>
<p>Depois eu faço o post social sobre este evento, que por sinal foi a melhor parte!</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Síndrome de Colégio</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 17:03:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalhei algumas semanas na organização de um evento de segurança do trabalho, com profissionais qualificados na plateia e palestrante internacional. Poucos minutos antes de começar, já com a sala cheia, reparei na síndrome de colégio que as pessoas carregam pela vida inteira. Cada mesa do evento tinha três lugares, lado a lado, e nós dispusemos [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhei algumas semanas na organização de um evento de segurança do trabalho, com profissionais qualificados na plateia e palestrante internacional. Poucos minutos antes de começar, já com a sala cheia, reparei na <i>síndrome de colégio</i> que as pessoas carregam pela vida inteira. Cada mesa do evento tinha três lugares, lado a lado, e nós dispusemos os materiais em quase todas, deixando as últimas para nossa equipe. O público foi chegando e escolhendo os lugares: primeiro os do fundo, nas laterais &#8211; o mais longe possível do palestrante. Quase todos os lugares estavam ocupados, exceto os mais próximos. Um retardatário chegou, olhou os lugares disponíveis, pensou um pouco, girou nos calcanhares e saiu, ficou se enrolando até o início do evento. Aí sim desistiu e sentou na primeira fila. </p>
<p>Uma sala de eventos em um hotel de alto-padrão cheia de adultos que foram ouvir algo de seu interesse, eles mesmos se inscreveram e ainda assim os meninos não superam o hábito de evitar o &#8220;professor&#8221;. Ainda tem mais: as mulheres, apenar três, sentaram juntas. Não se conheciam, nunca se viram na vida, mas automaticamente se sentaram lado a lado, nos locais mais próximos do palestrante. </p>
<p>Dá para fazer um verdadeiro livro sobre comportamento social com essas informações. Por razões incompreensíveis, as pessoas se esquivam de quem tem algo a ensinar, mesmo que seja do próprio interesse aprender. Um medo bizarro de falar em público e, quando falam, geralmente se fazem ouvir somente até a segunda fila, às vezes o palestrante quem que pedir para repetir! Sempre me pergunto: qual será o trauma que as pessoas carregam para nunca estarem interessadas em levantar a mão e fazer uma pergunta, contar uma história ou fazer um comentário sobre o assunto? Só pode ser síndrome de colégio&#8230;</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Multidisciplinar e multifuncional</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 22:52:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Virou moda há alguns anos esse papo de multi. As empresas querem profissionais que desempenhem diversas funções &#8211; afinal porque contratar duas pessoas capacitadas para trabalhar com qualidade excepcional se você pode contratar uma pessoa que se vire bem em várias áreas e viva sobrecarregado? No meio acadêmico não é muito diferente: quer ver um [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Virou moda há alguns anos esse papo de multi. As empresas querem profissionais que desempenhem diversas funções &#8211; afinal porque contratar duas pessoas capacitadas para trabalhar com qualidade excepcional se você pode contratar uma pessoa que se vire bem em várias áreas e viva sobrecarregado? No meio acadêmico não é muito diferente: quer ver um professor feliz, é só mencionar o termo multidisciplinar. A questão é que para saber um pouco de cada coisa, abrimos mão de dominar certo assunto ou ferramente e várias profissões acabam descaracterizadas, principalmente as mais novas.</p>
<p>Junte um analista de sistemas com um desenvolvedor de software, mais um programador web e pergunte quantas vezes eles tiveram que arrumar o dvd e o relógio do microondas, só porque <i>mexem com o computador</i>. O mesmo acontece com os profissionais da minha área, ninguém faz a menor ideia qual é a diferença entre o profissional de marketing, o publicitário e o designer. </p>
<p>O cara do marketing tem suas limitações, não é um profissional de execução: não cria logomarca, comercial de tv nem faz banner em flash pra site. Ou pelo menos não deveria, não tem base pra isso. Publicitários também não tem que se meter a desenhar embalagem. E os designers não entendem de planejamento de marketing ou de redação publicitária. Goste ou não, designer é desenhista e fim de papo.</p>
<p>Aí me vem a revista técnica mencionar o quanto desgners são especialistas em criar experiências de consumo. Uau, peraí, ação de marketing agora é especialidade de designer? Planejamento e execução? Em uma frase, conseguiram desrespeitar especialistas em marketing, publicidade e relações públicas &#8211; deve ser algum tipo de recorde! Na prática, esse tipo de lógica só complica a vida dos profissionais. Talvez fosse melhor cada macaco no seu galho, ninguém brigaria por causa de banana&#8230;</p>
<p><i>p.s.: segunda matéria lida na <a href="http://abcdesign.com.br/" target="_blank">abcDesign</a>, segundo post. Até acabar de ler, acho que vou redigir um manifesto! </i></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Abelhas operárias do Design</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 16:02:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estava lendo uma entrevista do Steven Heller na abcDesign quando uma frase me fisgou. Respondendo uma pergunta sobre as escolas americanas de design, ele disse que a maioria ainda está engajada em produzir uma abelha operária que funcione. Fiquei com os dedos coçando pra escrever na hora. Consigo ver várias formas de entender essa frase, [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estava lendo uma entrevista do <a href="http://www.hellerbooks.com/" target="_blank">Steven Heller</a> na <a href="http://abcdesign.com.br/" target="_blank">abcDesign</a> quando uma frase me fisgou. Respondendo uma pergunta sobre as escolas americanas de design, ele disse que <i>a maioria ainda está engajada em produzir uma abelha operária que funcione</i>. Fiquei com os dedos coçando pra escrever na hora. Consigo ver várias formas de entender essa frase, bora passear por dentro da metáfora do homem. </p>
<p>A abelha operária domina seu trabalho: conhece as ferramentas, a metodologia, os resultados esperados e cumpre tudo rigorosamente. Se aumentar a demanda, a abelhinha faz um monte de hora extra (se quiser testas, aproveita o calor e deixa um picolé de uva em cima da mesa pra você ver) e nem reclama por salário maior ou banco de horas. Uma abelha operária é, do ponto de vista corporativo, a funcionária perfeita. Por outro lado, uma abelha operária não inventa nada realmente novo, não otimiza seu trabalho, não pensa em soluções maiores que facilitariam o trabalho de todos, simplesmente não pensa. E assim se caracteriza o comportamento medíocre do profissional, que jamais será grande nem sequer fará a empresa maior, mas atende as necessidades corporativas. </p>
<p>A questão é que hoje em dia quase ninguém tem espírito empreendedor. Não se faz mais faculdade para abrir um negócio, se faz para conseguir um bom emprego, pagar as contas e passar os próximos vinte anos trabalhando para os outros, para aí quem sabe começar a pensar em algo seu. Eu não creio que alguma abelha operária vá reinventar a caixa do Lucky Strike, por mais que seja capaz &#8211; com todo respeito ao Raymond Loewy. E depois desse raciocínio todo, eu me pergunto se a frase do Steven Heller foi um elogio ou uma crítica. Não consegui decidir.</p>
<p>Em tempo: não tenho nada contra abelhas operárias, eu mesma sou uma abelha feliz. Acho que empreender um negócio próprio é coisa de quem tem perfil e vontade. Começar uma empresa na garagem é assunto extremamente pessoal, não é uma formação acadêmica que vai ensinar isso.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>O blog pode ou não pode?</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 10:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estava em uma entrevista ontem, justamente para trabalhar com mídias sociais e é óbvio que pediram o link do blog. A pergunta sobre conteúdo desta casa que tanto amo me balançou. A verdade é que eu não sei definir a que este blog se propõe, nunca olhei para ele como um negócio. Quem sabe um [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estava em uma entrevista ontem, justamente para trabalhar com mídias sociais e é óbvio que pediram o link do blog. A pergunta sobre conteúdo desta casa que tanto amo me balançou. A verdade é que eu não sei definir a que este blog se propõe, nunca olhei para ele como um negócio. Quem sabe um dia possa ser, mas nunca foi esse o foco. </p>
<p>Fiz um blog porque me é inerente opinar sobre tudo que eu vejo, seja assunto relevante ou não. O blog foi crescendo e criando uma identidade textual totalmente natural, não modelei nada. Nos enormes arquivos construídos ao longo de sete anos, há muitas histórias contadas. Algumas ideias antigas agora me parecem tão tolas e tantas outras deveriam ter ficado na gaveta. </p>
<p>Isso não tinha me ocorrido &#8211; o impacto de fornecer o link &#8211; mas o fato é que não tenho coragem nem razões para apagar algo que escrevi. Esses sete anos são parte importante do que eu vivi, não dá pra fingir que não aconteceu, passar uma borracha. Se posso dizer que conheço as mídias sociais, não é só porque eu leio blogs. É porque eu existo na web. </p>
<p>Só que ao chegar em casa eu me perguntei: blog pode ou não pode fazer parte? Não tenho razões para mentir em um processo seletivo, não tenho razões para mentir <i>at all</i>. Mesmo assim é meio inevitável perguntar mentalmente se um entrevistador quer a verdade inteira ou se meia hipocrisia lhe basta&#8230;</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Se manque, você não é jornalista!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 15:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Então tá, o Supremo Tribunal Federal, este nobre órgão brasileiro recheado de pessoas superantenadas e modernosas, está pretendendo derrubar a Lei de Imprensa, com apoio da Associação Brasileira de Imprensa, ONGs relacionadas e o caralho a quatro. Todo mundo querendo acabar com a coitada da lei. Ok, não tem porque prever direito de resposta, cela [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Então tá, o Supremo Tribunal Federal, este nobre órgão brasileiro recheado de pessoas superantenadas e modernosas, está pretendendo derrubar a Lei de Imprensa, com apoio da Associação Brasileira de Imprensa, ONGs relacionadas e o caralho a quatro. Todo mundo querendo acabar com a coitada da lei. Ok, não tem porque prever direito de resposta, cela especial, penalidades por calúnia e difamação, já que tudo isso está previsto em outras leis válidas para todos os cidadãos.</p>
<p>Só que o ponto mais importante está sendo meio que ignorado: se a Lei de Imprensa cair, cai também a obrigatoriedade do diploma. Eu não sou jornalista, isso é um blog, vejo a meia milha de distância o perigo da desregulamentação da profissão. É evidente que sem o diploma obrigatório, qualquer um vai se meter a escrever para jornal, imagina a nhaca.</p>
<p>Apesar de dar valor ao bom português e ser até bastante purista para escrever, eu não me preocupo com o idioma, não. A maior vítima da desregulamentação é a responsabilidade. O jornalista tem um compromisso legal e um juramento em prol da verdade &#8211; apesar de alguns profissionais não serem exatamente exemplares. Essa é a diferença de ser jornalista, é só isso que importa. O resto é firula.</p>
<div style="text-align: center;"><i>&#8220;Seja como for, o fato é que no Brasil não é verdade </i><br />
<i>enquanto não passar no Jornal Nacional&#8221;</i><br />
Augusto Nunes, em conversa pessoal, abril de 2001.
</div>
<p>
Por algum acaso o respeito que o Jornal Nacional tem é oriundo do seu amadorismo? Ou do imenso compromentimento com um alto nível de profissionalização? Nem adianta argumentar que hoje muita gente se informa pela internet, por blogs e coisas do gênero; o povo só acredita na notícia quando ela é divulgada pela fonte mais confiável que conhece.</p>
<p><i>p.s.:</i> pseudos que vierem aqui com aquela cena básica de que a Globo e a Veja manipulam o país, favor ir à merda.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>O Ovo, uma fábula corporativa &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 00:40:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Até que andava bem a granja, vendendo seus ovos. Não que fosse assim época de abundância, mas o negócio estava se desenrolando e até crescendo um pouco. Mas a economia de livre concorrência exije que melhoremos sempre e nem sempre &#8211; ou melhor quase nunca &#8211; sabemos exatamente como. Certo dia, chega um consumidor potencial [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Até que andava bem a granja, vendendo seus ovos. Não que fosse assim época de abundância, mas o negócio estava se desenrolando e até crescendo um pouco. Mas a economia de livre concorrência exije que melhoremos sempre e nem sempre &#8211; ou melhor quase nunca &#8211; sabemos exatamente como. </p>
<p>Certo dia, chega um consumidor potencial e nos faz um pedido: <i>olha, esse ovo é muito simplesinho, vem só na caixa de papelão e nós queremos usar para decoração. Será que vocês não podem providenciar uma caixa alto-padrão, com galinha de arame opcional? Porque nós estamos procurando um produto diferenciado para ser nosso novo fornecedor&#8230;</i> Aí pronto, olhos do supervisor faiscando, designer ao trabalho, orçamento completo, praticamente já era visível o case de sucesso, todo o marketing salivando só de pensar em aparecer numas fotinhos. Tudo pronto, aquela apresentação preparada em grande estilo para aquele cliente tão especial, chega o dia da reunião. Projeto apresentado, o cliente faz a pergunta crítica:</p>
<blockquote><p><i>&#8211; Quanto?</i><br />
&#8211; Todo este projeto fabuloso custará somente sete reais.<br />
<i>&#8211; Nossa, nós estávamos imaginando certa de três reais.</i> &#8211; responde o cliente assustado.<br />
&#8211; Como? &#8211; pergunta o supervisor de vendas &#8211; Como, se só os ovos são vendidos a quatro reais?<br />
<i>-&#8230;</i></p></blockquote>
<p>É sempre assim, meu Deus, é sempre assim&#8230; querem três vezes mais com 25% de desconto!</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Cultura pra quem?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 22:45:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Então que nosso esperto Governo Federal teve uma ideia bem joia: entre as mudanças propostas na Lei Rouanet, sugere a criação do vale-cultura &#8211; uma maravilha a ser distribuída pelas empresas aos seus funcionários assim como o vale-transporte e o vale-refeição &#8211; com valor de até cinquenta reais. Esta belíssima iniciativa vai fazer toda a [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Então que nosso esperto Governo Federal teve uma ideia bem joia: entre as mudanças propostas na Lei Rouanet, sugere a criação do vale-cultura &#8211; uma maravilha a ser distribuída pelas empresas aos seus funcionários assim como o vale-transporte e o vale-refeição &#8211; com valor de até cinquenta reais.</p>
<p>Esta belíssima iniciativa vai fazer toda a diferença, democratizar o acesso das pessoas aos meios culturais, afinal hoje com cinquenta reais você consegue comprar: até três ingressos no cinema, veja que um casal beneficiado conseguirá ir ao cinema três vezes ao mês (para ver filme americano, claro). Ou então pode-se ir ao teatro, porque realmente está superfácil achar uma peça com ingresso a menos de trinta reais para sentar em local decente. E também tem a mais bela possibilidade: você pode comprar <b>dois</b> livros de auto-ajuda! Sim,porque qualquer livro mais decente não está por menos de quarenta reais.</p>
<p>Não é linda essa atitude do governo que levará cultura a todos?</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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