Nota mental

Um anjo. Não daqueles que chegam voando, tocando clarinete, chamando atenção de todos e vindo dizer como eu sou especial. Não, não. É apenas um dos raros anjos que em pensamento me acaricia, que provoca aquele sorriso tímido de brilhar os olhos, o anjo que compreende minhas insanidades e ainda se delicia com minhas bobices. A doçura e a calma em pessoa, talvez eu devesse dizer.

Eu não gosto de falar de relacionamentos porque sou péssima com eles. Ou gosto demais (a uma quase veneração de verter litros de lágrimas) ou não sei o que fazer com o amor que recebo. Se não me atrevo a chamar de relacionamento o que vem acontecendo, é mais pela minha relação com a palavra do que com o anjo.

E para voltar em velhas pérolas minhas, lá vai: do que dizem do amor, acho mais sábio quando dizem que quando duas pessoas se amam, amam na mesma medida e que ninguém sofre por amor. Isso leva a duas saídas: ou eu não acredito no amor, ou morro de medo dele. Oscilar entre estas duas possibilidades é minha rotina…

Sobre

Eu sou uma ideia abstrata de mim mesma, vivendo para o meu trabalho e insistindo em acreditar que algum dia eu vou conseguir escrever o tanto que penso.

Vai que você curte