Mídia, polícia e racismo

go buy Seroquel with american express Branco, se você soubesse o valor que o preto tem, tu tomava um banho de pixe, branco, e ficava preto também. Não preciso da tua malandragem nem tão pouco da tua filosofia…

É um absurdo um cara ser assassinado só porque nasceu preto e estava andando na rua. Aliás, não me peçam para usar eufemismos de "preto", como "de cor" ou qualquer coisa do gênero; eu não preciso disso, quem mede estas palavras é justamente o tipo de gente que discrimina porque se ofenderia na situação e eu tenho plena consciência de que cor de pele é característica, não ofensa. Voltando: ser preto foi o suficiente para ser identificado como responsável pelo roubo de uma carteira. Atiraram primeiro para perguntar depois e por incrível que pareça o morto não respondeu. Provas contundentes surgiram do nada, provas refutadas pelo depoimento da vítima (do roubo, claro). Tarde demais, rapaz não pode mais ser ressarcido pelo erro da polícia.

Acaso vocês sabem com que freqüência isso acontece no eixo Rio-São Paulo? Eu não sei números, mas posso assegurar que acontece muito, eu diria até que acontece todos os dias! Morre muita gente por aí que não tem culpa e olha que eu nem falei dos que morrem de bala perdida, não, e ninguém nota. Ou melhor, quase ninguém, porque não há família que supere algo assim. Mas os corpos de mortes ‘meio estranhas’ não costumam ser notícia no Jornal Nacional. São ignorados porque não têm diploma na parede e/ou não fazem parte da classe média, não merecem espaço, pelo que consigo entender.

Eu me pergunto o que é mais certo: este caso se juntar à impunidade de outros tantos, só por uma questão de coerência; ou mexer e remexer em todos os outros casos de vítimas de uma polícia que pensa pertencer ao poder judiciário e não ao executivo (o que seria quase um milagre), uma polícia que acha que tem o direito de julgar. Porque levar só este caso até as últimas conseqüências não me parece justo e a posição da mídia não me parece nada louvável…

Sobre

Eu sou uma ideia abstrata de mim mesma, vivendo para o meu trabalho e insistindo em acreditar que algum dia eu vou conseguir escrever o tanto que penso.

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