Madrid e uma puta observação

Eu queria muito escrever sobre o que vi na tv, sobre o que aconteceu em Madrid, então lá vai. Ainda está meio bagunçado na minha cabeça, boa sorte para quem lê. A forma como encarei onze de setembro é muito diferente da maneira como tento engolir este onze de março. Quando “Bin Laden atacou NY”, entre aspas porque nunca foi provado que foi a Al-Qaeda e além dela mais doze grupos assumiram a autoria, quando isso aconteceu eu escrevi um texto enorme, baseado no princípio do bem feito! mereceram!, achei realmente que o que acontecia era o mais justo. E muita gente me chamou de monstro.

Lá plantou-se uma semente perigosa, a desculpa. Vou explicar: muita gente poderosa aí pelo mundo andava cheia de vontades de fazer um monte de merda, mas por motivos tão tolos que a população não engoliria e por isso seguravam a onda. Até dois aviões cairem no World Trade Center. Assim o Bush achou uma maneira de instalar o pânico em seu país e fechou sua terra como uma ostra e ainda conseguiu fazer moral com o papai sobre a história mal-resolvida do Saddam. E a Inglaterra se aliou e a Itália e a Espanha também, até o Paquistão, adivinha para quê? pra fazer moral… E o Bush fechou o país, arranjou um jeito de tornar muito constrangedor entrar nos States, como se já não fosse um pé no saco.

Até agora, nada de ordem pelo mundo, tudo muito, muito mal resolvido. E como parte dessas vontades de fazer merda, 200 vidas a menos no mundo. Poderia ser vontade do ETA, tanto que a primeira vontade do governo espanhol foi acusar os caras. Mas vai ver foi só vontade da Al-Qaeda de pentelhar o juízo do mundo e fazer cada um de nós ter a exata noção de que, se somos nós que escolhemos nossos governantes, também somos nós que temos que pagar pelos erros deles. E assim o Aznar já tomou no cú…

P.S.: Um cara chamado Chico Mattoso, dono de uma coluna na Revista MTV resolveu dizer, na última edição, que o mundo está à beira de um frenesi opinativo, em que todo mundo insiste em expôr o que pensa sobre qualquer coisa para qualquer um e no fim ninguém ouve ninguém. Eu bem que queria colocar esse cara no alvo de uma paintball, porque acho que a idéia dele foi uma tremenda pedrada em idiotas que escrevem blogs como o meu e acho que, se digo o que quero por aí, ouve quem quer, não?

Sobre

Eu sou uma ideia abstrata de mim mesma, vivendo para o meu trabalho e insistindo em acreditar que algum dia eu vou conseguir escrever o tanto que penso.

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