Pseudo-intelectual na prática

Mais do que burrice, gente que quer bancar inteligente me irrita. Eu os chamo de pseudo-intelectuais, um grupo cujo mascote deve se parecer em muito com um antigo colega meu de trabalho, que usava sempre calças jeans, camisa de manga curta por dentro da calça, suspensórios combinando com os sapatos, barba aparada e uma cigarrilha a acompanhar as abobrinhas que saem de sua boca pausadamente, como se a forma de falar fosse capaz de convencer alguém de que o que se diz é verdade…

Pensando bem, deve funcionar, porque conheço um monte de idiotas que acreditam. Se bem que os idiotas que acreditam não são meu foco no momento. Hoje o palco é para aqueles que são verdadeiras mulas para mim e no entanto têm plena convicção de que sabem mais do que as pessoas à sua volta. E para a cobaia desta noite, conto-lhes a historinha da moça à minha direita. Por uma questão de educação, não vou dar nome aos bois.

A figura:
Linda e loura, na flor da idade, de índole duvidosa segundo as más linguas, estudante de jornalismo, estagiária de pouca competência, uma séria concorrente a apresentadora de telejornal – leia-se bonitinha que sabe ler tele-prompter – apanha até mesmo da formatação do word, imagina redigindo! Você imagina e eu convivo, tenha pena de mim. Pelo menos trabalhamos na mesma sala, mas fazemos coisas díspares.

Sobre

Eu sou uma ideia abstrata de mim mesma, vivendo para o meu trabalho e insistindo em acreditar que algum dia eu vou conseguir escrever o tanto que penso.

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