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	<title>Arquivos diarinho | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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	<description>Já não sou mais tão jovem para ter tantas certezas</description>
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	<title>Arquivos diarinho | Lomyne&#039;s in tha house</title>
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		<title>Momento diarinho 2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Sep 2022 17:07:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em abril de 2020 eu comecei um post. Este blog fez 20 anos e eu deveria ter escrito algo. Sabe, eu pretendia. Mas aí foi mais um post que sofreu da mesma dor de muitos posts de gaveta: a ideia não foi concluída como eu gostaria e eu deixei pra outro dia e&#8230; desde então [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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<p>Em abril de 2020 eu comecei um post. Este blog fez 20 anos e eu deveria ter escrito algo. Sabe, eu pretendia. Mas aí foi mais um post que sofreu da mesma dor de muitos posts de gaveta: a ideia não foi concluída como eu gostaria e eu deixei pra outro dia e&#8230; desde então nenhuma linha. Dois anos e meio depois, lá vamos nós, tentar mais uma vez.&nbsp;</p>



<span id="more-3187"></span>



<p>A pandemia mudou muitas coisas na minha vida assim como de todo mundo.&nbsp; A única coisa que não mudou pra mim foi o que mais mudou pra todo mundo: meu trabalho. Eu já vivia de home office há mais de 2 anos, quase 5 agora. Fora isso, teve de tudo: comprei um apartamento, casamento acabou, estresse saiu de controle, perdi cabelo, perdi 10kg (pergunte-me como), mudei a forma de me relacionar com a sociedade em geral.&nbsp;</p>



<p>Comecei a rascunhar esse post há alguns dias, a memória do Facebook de um ano atrás me fez decidir que de hoje não passa. Exatamente há um ano, eu estava nos Lençóis Maranhenses. Ai que rhyca, ai que phyna, ai que loucura. Meias verdades nisso,&nbsp;pois que a viagem não era de férias, mas não vem ao caso. Importante mesmo é: conheça os Lençóis Maranhenses, é sensacional, nenhuma foto faz justiça ao lugar.&nbsp;</p>



<p>Há um ano eu estava aguardando minha vez para tomar a segunda dose da vacina, minha separação era recente e eu voltei do Maranhão com um pacote de resoluções de ano novo que pode ser resumido em &#8220;voltar a viver&#8221;. Vacinar, rever amigos, ir a praia, ao cinema e por aí vai.&nbsp;</p>



<p>A montanha russa desse ano eu nem quero detalhar, fato é que agora eu estou muito feliz. Ontem eu abri um livro de colorir, coisa que não fazia sabe lá Deus desde quando. Hoje eu acordei irritantemente bem-humorada, tipo chefe de excursão. Voltar a escrever tem a ver com isso: estar bem e querer ficar melhor. Colorir é um pequeno prazer, escrever também é, algo que eu faço muito mais para digerir ideias do que realmente para difundi-las. Escrever é algo que faço para esvaziar o copo, acho que preciso ser mais frequente nisso.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Eu tenho uma ideia equivocada de mim mesma. Eu fui uma leitora voraz na infância e juventude, lia e escrevia muito bem. Recentemente tenho escrito atrocidades que me estremecem quando o corretor sublinha, verdadeiros crimes contra a última flor do lácio.&nbsp;Eu me chicoteio a respeito, mas fato é que não leio quase nada, mal e mal leio notícias.&nbsp;</p>



<p>Há muitas coisas a se retomar na saída da montanha russa. O chão ainda não parece bem firme sob os pés, mas cá estou tentando de novo voltar a escrever, assim como colocando mais a mão o livro físico, pois esta senhora aprecia o papel de um jeito vintage, ou melhor, cringe (como dizem os adolescentes de agora, se é que ainda dizem, pois isso é tão 2021).</p>



<p>Cá estou passando um espanador no blog e arrumando a casa para receber visitas, quem sabe estes novos ventos venham para ficar, não vamos criar expectativas. Tenho muitos planos, inclusive tenho mais de um planner, vou ser o adulto responsável por mim.&nbsp;</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Como eu perdi 40kg</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Dec 2017 02:39:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[gorda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ontem de manhã uma memória do Facebook me lembrou que há um ano cheguei no último furo do cinto, desde então eu não ganhei mais peso. Por isso decidi que já estava na hora de procrastinar&#160;e escrever mais um post sobre ser gorda/emagrecer/se sentir bem. Acabei não postando ontem, porque tinha compromisso à noite e [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem de manhã uma memória do Facebook me lembrou que há um ano cheguei no último furo do cinto, desde então eu não ganhei mais peso. Por isso decidi que já estava na hora de procrastinar&nbsp;e escrever mais um post sobre ser gorda/emagrecer/se sentir bem. Acabei não postando ontem, porque tinha compromisso à noite e sempre tem uma pequena procrastinada extra, mesmo quando a gente decide não procrastinar mais. <span id="more-2450"></span></p>
<p>Antes de dormir o que eu fiz foi montar a imagem de cabeçalho deste post enquanto falava com meu namorado. E aí que ele me fez uma pergunta que eu não soube bem responder: &#8220;<em>se você preserva tanto sua vida pessoal no blog, por que você quer escrever sobre isso? Não é uma superexposição do tipo que você evita?</em>&#8221; É sim. Tenham certeza que é. Mas esta é uma superexposição muito importante, porque há uma causa envolvida e é algo que é muito maior do que somente a minha imagem pessoal.</p>
<p>Mês passado um casal de amigos em franca luta contra o excesso de peso veio jantar aqui em casa. Esse programa de adulto, sabe, jantar com amigos? Todos muito maduros. Obviamente, com 4 pessoas não magras na mesa, peso foi assunto. Os dois estão emagrecendo, ele de forma mais visível que ela (mais coisa pra perder, né, minha gente) e ela acumula frustração porque a maioria das pessoas não percebe tanta diferença nela. Mas olha, quando ela largou o comentário sobre a vizinha não notar, meu senhor amado, eu comecei um discurso tão explosivo que depois pedi desculpas (talvez devesse pedir mais).</p>
<blockquote><p>Tá aí se matando de fazer exercício, abrindo mão de coisas que gosta, controlando o tempo todo pra porra da vizinha? Não é pela saúde? Não é pra se sentir melhor? Não é nem mesmo pra entrar naquele seu vestido favorito? Nem pra ganhar qualidade de vida? Você tá louca?</p></blockquote>
<p>Na verdade foi um pouco mais que isso que eu disse, mas bora ser elegante em contexto público. Essa moça é linda, uma pessoa incrível que tá acima do peso e não consegue aceitar que tá tudo bem, que não precisa ser manequim 38, e mantém essa relação de auto-aprovação baseada em uma aleatória. Ora diabos, eu preciso escrever, porque eu preciso que ela se olhe no espelho e comemore cada passo por ela, não pela vizinha. Até porque bem sabemos que a vizinha é um bom termômetro da opinião média da sociedade.</p>
<p>Ela merece tudo que eu puder fazer por ela, mesmo que seja só um textão. Ela e todas as pessoas que em inúmeras ocasiões vieram falar comigo por chat a respeito de questões de peso. Há uma muita admiração pelo processo de emagrecimento e muita gente me procurou pra fazer perguntas, alguns na esperança de ouvir uma resposta mágica sobre &#8220;como perder 40kg&#8221;. Eu sinto muito, não tenho uma resposta mágica.</p>
<p>Se por algum acaso você que chegou aqui não sabe da história, um breve resumo: em setembro de 2015 passei pelo módulo de coaching da pós-graduação e saí de lá com a meta de perder 30kg em um ano (é a primeira foto ali em cima). Em 6 meses, perdi 20kg; em 10 meses, os 30kg; em 15 meses, 40kg. As últimas 3 fotos já são desse ano de estabilidade.</p>
<p>Postei algumas fotos de antes-e-depois, isso fica muito legal nas redes sociais. Mas comemorei muito mais o resultado do exame de sangue, a cicatrização da vesícula, as manhãs sem crise do estômago. Estes antes-e-depois são muito mais importantes, mas acho que não cabem das redes sociais. De toda forma, acho que olhando para o que postei sobre o assunto parece que foi tudo mega bacana e fácil de encarar. Então me deixa comentar algumas coisas importantes.</p>
<p>A primeira coisa que você precisa é entender onde você quer chegar e traçar um plano. Pra traçar um plano, você precisa saber que tipo de pessoa você é.</p>
<p>Quais são as coisas mais importantes? Eu preciso de açúcar no café, arroz no almoço, eu preciso de carboidrato. Eu não consigo viver sem esses pequenos prazeres.</p>
<p>Lamento informar que o seu objetivo de pesar menos é incompatível com o seu estilo de vida. Pra emagrecer a regra é simples matemática: você precisa gastar mais do que consome. Você pode fazer isso de três formas:</p>
<p>1. De que coisas você consegue abrir mão? Não dá pra emagrecer comendo dois hambúrgueres e uma pizza por semana. Eu só me permito comer pizza uma vez por mês. Além disso, eu reduzi muito a quantidade do que eu como (confesso que ter um problema de estômago que me causava dores e tirava a fome ajudou nisso, mas com certeza não recomendo).</p>
<p>2. Você curte alguma forma de exercício físico? Eu já tentei várias vezes, eu sempre abandono. A verdade é que eu mantenho meu peso sem fazer exercícios, mas sei que deveria. Está na meta de 2018 tentar novamente.</p>
<p>3. Você já pensou em tomar remédios? Saiba que precisa de acompanhamento médico pra isso e que remédios ajudam muito, mas precisam ser uma decisão temporária. Porque vai uma grana e porque não dá pra virar dependente de remédio. Eu me recuso a tomar anfetaminas, tive péssimas experiências em tentativas anteriores, não serve pra mim. Eu tomei remédios pra ajudar na redução de colesterol e glicose. Não tomo mais nada desde julho de 2016.</p>
<p>Uma última coisinha: você tem que estar feliz durante o processo. Emagrecer demora. Se você não consegue estar feliz enquanto não emagrecer tudo, você não vai aguentar, você vai abandonar. Encontre um equilíbrio que te faça feliz pelo caminho, porque a jornada é muito longa.</p>
<p>E sim, eu continuo achando que <em>Paris is always a good idea</em>.</p>
<p>p.s.2: Links dos posts sobre emagrecimento aqui:<br />
<a href="http://lomyne.com/2016/04/a-gorda-e-o-mundo/" rel="noopener" target="_blank">A gorda e o mundo</a><br />
<a href="http://lomyne.com/2017/03/sobre-ser-uma-mulher-visualmente-interessante/" target="_blank" rel="noopener">Sobre ser uma mulher visualmente interessante</a></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Sobre ser uma mulher (visualmente) interessante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Mar 2017 22:36:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[diarinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu perdi 42kg em pouco mais de um ano. Sem cirurgia bariátrica. Fazendo o que tenho que fazer: mudanças alimentares, acompanhamento médico, exercícios físicos. Eu acho importante começar esse post assim, principalmente quando acho que estou escrevendo pode ir além dos leitores regulares desse blog. Coisa pra caralho muda na sua vida quando uma mulher [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu perdi 42kg em pouco mais de um ano. Sem cirurgia bariátrica. Fazendo o que tenho que fazer: mudanças alimentares, acompanhamento médico, exercícios físicos. Eu acho importante começar esse post assim, principalmente quando acho que estou escrevendo pode ir além dos leitores regulares desse blog.</p>
<p><span id="more-2126"></span>Coisa pra caralho muda na sua vida quando uma mulher perde essa quantidade de peso. No último mês, algumas coisas me incomodaram, por motivos bem semelhantes. Por exemplo:</p>
<p>1. Como toda pessoa normal, eu pego ônibus pro trabalho sempre no mesmo lugar. Quase todo dia tem dois caras que descem fumar um cigarro do outro lado da rua. Um deles sempre me chamou atenção, já verifiquei alianças e talz, nunca falei nem nada, só acho interessante. Recentemente ele &#8220;me viu&#8221; pela primeira vez.</p>
<p>2. Eu não tenho um horário muito regular de ir pro trabalho, mas são os mesmos motoristas sempre. Outro dia embarquei e o motorista passou o trajeto todo se abaixando um pouco pra me olhar pelo retrovisor e fornecer um sorriso de interesse constante.</p>
<p>3. Sábado de tarde, sozinha na praia enquanto minhas amigas ainda trabalham, deitada na canga de óculos escuros, meio cochilando. Uma promoter ativamente me aborda, fala comigo, me entrega um flyer, me convida pra conhecer o aplicativo, me faz uma breve explicação sobre como instalar.</p>
<p>4. Outro dia eu fui almoçar em um restaurante perto do trabalho, fui recepcionada por um garçom muito efusivo, especialmente comigo.</p>
<p>Além dessas histórias específicas, outras coisas peculiares tem acontecido. A simpatia e a gentileza média da sociedade muda. Todo mundo te atende melhor, as pessoas querem interagir mais com você, há uma atenção masculina muito presente. A vida é infinitamente mais fácil quando você é uma mulher bonita, o mundo parece se dobrar aos seus pés.</p>
<p>Eu sei que não tô contando novidade nenhuma e, ao contrário do que possa parecer, esse post não é uma campanha a favor do emagrecimento. Eu quero aqui falar como eu me sinto.</p>
<p>Como eu ainda não atingi o padrão estético (e nem sei se pretendo), essas coisas não acontecem todo dia, acontecem quando eu saio pagando de gatinha (uma distinta senhora que paga de gatinha, pra entender o conceito vai no Instagram ali no menu).</p>
<p>Sabe o que isso faz comigo? Isso machuca. Como punhal fincado na carne. Cada olhar, cada gentileza, cada interesse parece uma mão empurrando ainda mais forte nas feridas não cicatrizadas. O reconhecimento social de algumas pessoas também fere, porque agora eu pertenço ao grupo das &#8220;magras&#8221;, eu tô de parabéns.</p>
<p>Quando recebi o flyer do aplicativo de baladinha topzera cheguei a postar no Instagram, me perguntando quando foi que eu me tornei público-alvo dissaê. Uma amiga comentou &#8220;bem vinda ao outro lado&#8221; e eu passei uns minutos olhando pro comentário dela, me sentindo como se tivesse levado um taco de baseball na boca. Eu não quero estar do &#8220;outro lado&#8221;, as pessoas do outro lado não são legais.</p>
<p>Porque se o mundo é bem mais legal do &#8220;outro lado&#8221;, isso significa que quem está mais adequado ao padrão estético faz a vida de quem está fora do padrão ser pior, tratando de maneira diferente quem lhe agrada os olhos.</p>
<p>Corta para: uma pessoa do coworking veio me comentar que o pai dela me viu e concluiu que eu sou menos simpática do que antes de eu emagrecer. Não gosto dele, nunca gostei, mas me lembro de ter dito bom dia e segui minha vida adiante quando encontrei. Mas de repente alguém tem essa percepção ruim de mim e eu tenho um medo fudido de me tornar aquele tipo de gente que já me tratou diferente.</p>
<p>Eu me sinto bem depois que emagreci, eu vejo as centenas de vezes que essas coisas acontecem, elas são muito desconfortáveis. Eu não quero me esquecer.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Momento Diarinho: A Saga das Lentes de Contato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2017 17:39:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prólogo Sexta-feira à noite, niver de uma amiga, decidi me maquiar. Veja, eu não costumo usar maquiagem, mas amo muito, tenho de tudo e ultimamente ando a fim (tem a ver com um processo de recuperação de auto estima que eu me impus, sobre o qual eu ainda vou escrever). Não ia fazer pacote completo, [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Prólogo</strong><br />
Sexta-feira à noite, niver de uma amiga, decidi me maquiar. Veja, eu não costumo usar maquiagem, mas amo muito, tenho de tudo e ultimamente ando a fim (tem a ver com um processo de recuperação de auto estima que eu me impus, sobre o qual eu ainda vou escrever). Não ia fazer pacote completo, só um lápis-rimel-batom, procedimento simples. Peguei o lápis, tracei um olho e coloquei os óculos pra ver como ficou. MEUSENHORAMADOQUEDESASTRE, tava longe, torto, enfim, uma merda. Pra consertar eu sairia de casa praticamente a Amy Winehouse, toda trabalhada no olho preto.<span id="more-2105"></span></p>
<p>Ocasionalmente, eu uso maquiagem, apesar de não enxergar bem. Pra quem não sabe, eu sou hipermétrope (não enxergo de perto, quase 4 graus). A hipermetropia nunca foi problema pra mim, sempre gostei dos óculos que uso desde os 13 anos. Mas naquela sexta-feira, com a vista cansada de um dia inteiro na frente do computador, aos 34 anos, é a Amy ou nada. Acabei tirando tudo e saí pensando que talvez seja o momento de começar a usar lentes de contato.</p>
<p>Já andava pesquisando preços pra trocar meus óculos e as lentes andam custando mais de 400 pila, 800 pila com uma armação legal, preciso trocar a cada 2 anos. A caixa de lentes de contato sai por 160, 6 meses. É bem mais barato, por que não?</p>
<p><strong>Capítulo 1: o teste de lentes</strong><br />
Terça-feira: sai da consulta bem feliz, fui fazer o teste de lentes ali mesmo na clínica. A guria colocou pra mim, sensação mais tensa da vida uma pessoa colocando o dedo no seu olho aberto. Aí ela me mandou passear um pouco, ficar uns 15 minutos pra ver se não incomoda e talz.</p>
<p>Ok, volto e ela me explica o procedimento de tirar e colocar a lente de contato. Tirar foi super tranquilo, levei 2 segundos. Agora colocar aquilo novamente foi um exercício quase desesperador. Cheguei a pedir pra ela colocar novamente pra mim, porque eu queria muito sair dali enxergando bem. Agora lembrando aqui acho até que eu bati o pezinho igual uma criança de 5 anos fazendo manha. Que cena ridícula, meu deus! Ela me respondeu como se eu tivesse mesmo 5 anos e explicou que se eu não conseguisse sozinha não poderia levar as lentes. Respirei fundo, entoei um mantra inteiro e consegui colocar a primeira lente. Aí levei 2 segundos pra colocar a segunda. Uma glória, meus senhores.</p>
<p>Saí de lá muito orgulhosa de mim mesma, enfrentei a horda de panfleteiros das óticas na porta da clínica. Dispensei de maneira muito superior os vendedores respondendo &#8220;obrigada, eu uso lentes&#8221;. Me senti assim uma espécie de super adulta plenamente funcional.</p>
<p>De noite, aquele ritual: separa os óculos, abre a caixinha, lava bem as mãos e vamos lá, dedo no olho pra tirar essa porra. 2 minutos, tirei do olho esquerdo. Quase meia hora depois, eu definitivamente não sou capaz de tirar a lente do olho direito. Devo ter feito manha igual criança de 5 anos de novo, só que dessa vez era só eu e meu desespero, sozinha em casa.</p>
<p>A guria tinha comentado que em caso de emergência eu podia ir pra clínica pedir pra alguém tirar a maldita lente. Enxergando só de um olho, fui pesquisar o endereço do plantão, me organizei pra sair resolver essa merda à meia noite. Resolvi fazer uma última tentativa e por uma bênção divina consegui tirar. Tempo total gasto com certeza foi mais de uma hora.</p>
<p><strong>Capítulo 2: a semana de adaptação</strong></p>
<p><em>Dia 2 (quarta-feira)</em><br />
Meia hora pra colocar as lentes. Fui pro trabalho sentindo aquele caroço enorme no meu olho esquerdo (maior grau), mas aí o dia passou e eu relaxei, esqueci. Reuniões, calls, 12 horas na frente do computador, bem de boa. Tirei as lentes em 20min, um sucesso!</p>
<p><em>Dia 3 (quinta-feira)</em><br />
Coloquei rápido, passei o dia com a lente esquerda me incomodando. Tirei em 20 minutos, percebi que coloquei uma das lentes &#8220;pelo avesso&#8221;.</p>
<p><em>Dia 4 (sexta)</em><br />
Coloquei em tempo civilizado (20 min é o que chamo de tempo civilizado). Saí pra trabalhar toda atrapalhada com a lente direita, tirei a bendita de tanto coçar o olho. Entendi que fiz a mesma merda da véspera, tava pelo avesso. Arrumei e sobrevivi.</p>
<p><em>Dia 5 (sábado)</em><br />
O plano era sair, ou seja, maquiagem, ou seja, lentes. Meia hora pra colocar a lente esquerda, depois de mais 40min fracassando miseravelmente na tentativa de colocar a outra, desisti da ideia. Tirei a lente esquerda de novo, me maquiei a la Amy Winehouse e saí de óculos.</p>
<p>No domingo eu desisti, fiquei de óculos mesmo. Fui pra São Paulo passar a semana a trabalho, resolvi nem levar as lentes, tava foda, eu não teria esse tempo todo pra perder todo dia.</p>
<p><strong>Capítulo 3: as cenas ridículas</strong></p>
<p>Voltei na semana seguinte disposta a fazer dar certo. Coloquei a lente em 20 minutos, passei um dia normal. De noite não conseguia tirar a lente do olho direito, passava o dedo, tentava de tudo e nada de conseguir pegar a lente. Olho ardendo já. Botei os óculos e percebi que já não tava de lente. Pronto, derrubei essa merda. Procura na pia, na mão, na manga do roupão, no chão do banheiro, em 32 lugares. Achei colada no meu sapato, incrivelmente intacta. Lavei, guardei, botei colírio, segue o baile.</p>
<p>Na semana seguinte tive mais um dia de perder a lente dentro do olho e outro de tentar tirar a lente que não tava mais lá, localizada na torneira depois de uns 40 min.</p>
<p>Começou outubro e eu pensei: mês novo, vida nova, eu vou me adaptar. Eu não posso ser derrotada por um par de lentes gelatinosas. O projeto estava indo bem, eis que chega dia 11. Véspera de feriado, tarde na noite, eu gripada daquele jeito maneiro. Eu tava tirando as lentes e espirrei. Caí de bunda no chão, bati a cabeça no batente da porta e arremessei a lente sabe lá onde. Passei umas 3 horas procurando essa merda. Sério, nunca mais achei, não está dentro do meu apartamento! (e passei uns 10 dias fudida de dor da queda).</p>
<p>Levei uns dias para comprar novos pares de lentes, mais uns dias de vexame, grazadeus todos eles ocorridos sem testemunhas.</p>
<p><strong>Epílogo</strong><br />
Hoje, 3 pares de lentes depois, eu sou um adulto plenamente funcional, coloco e tiro em menos de 5 minutos, sei qual é o lado certo, me maquio com eficiência e até mesmo já ousei dormir de lentes de contato. Já cheguei naquela fase de levar uma vida normal, inclusive com a vista bem menos cansada no fim do dia.</p>
<p>Eu sempre gostei de usar óculos, tem dias que eu fico só com eles (é o que a doutora manda, inclusive), mas hoje chego em casa e não estou com a vista tão cansada quanto com os óculos, posso ler e/ou aproveitar melhor meu tempo à noite e posso comprar óculos de sol que não custam um rim. Isso sim é um momento Mastercard.</p>
<p><em>obs.: este post seria infinitamente melhor se fosse produzido por <a href="http://milarga.blogspot.com.br/" target="_blank">Vanessa Negrão</a>.</em></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>O Tinder não é para amadores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2016 15:13:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[favoritos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há um ano, eu me separei. Com 34 anos, um círculo pequeno de amigos e nenhum saco pra balada, em janeiro instalei o Tinder pra conhecer gente nova. Eu tenho um esboço de um post que um dia eu termino pra postar aqui, mas hoje eu quero tirar uns min do meu tempo pra falar [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há um ano, eu me separei. Com 34 anos, um círculo pequeno de amigos e nenhum saco pra balada, em janeiro instalei o Tinder pra conhecer gente nova. Eu tenho um esboço de um post que um dia eu termino pra postar aqui, mas hoje eu quero tirar uns min do meu tempo pra falar de um cara específico, ou melhor, um tipo de cidadão aleatório que surge nessa vida. Chamaremos de Thiago, pelo bem da queimação de cara.<span id="more-2089"></span></p>
<p>Ontem pela manhã o Thiago deu match e já puxou papo. Como o aplicativo é uma merda, eu só consegui ver o que ele mandou depois de eu mandei um &#8220;oi, tudo bem?&#8221;. Então aí o cidadão já tinha me chamado de rainha, perguntou se eu queria um escravo e me passou o whatsapp. Por motivos de o Tinder é uma merda e não notifica, bora pro whatsapp.</p>
<p>E aí o Thiago desembestou a falar de pé. Assim, nível fetiche hard, pediu foto do meu pé, perguntou quanto eu calço, se meu pé é gordo ou magro, enfim, obsessão afora. Não lidei bem. Eu sei que estranho é o fetiche do outro, mas né, gen, muita calma nessa hora.</p>
<p>Decidi que não ia nem visualizar é responder ontem pra não errar a mão no corte e só respondi hoje de manhã. E aí, meu povo, eu prefiro colocar o print aqui pra vocês entenderem como é a vida:</p>
<p><a href="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/mini_screenshot.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2091" src="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/mini_screenshot.jpg" alt="mini_screenshot" width="300" height="533" /></a></p>
<p>Aí você veja a situação: o cidadão leva um corte relativamente elegante e faz o quê? Resume a signo, deduz que eu não sei me relacionar e ainda acha que acertou (pelo pouco que eu compreendo de pictografia, já que desde que inventaram o a linguagem escrita eu pensei que não era mais necessário se comunicar por imagens).</p>
<p>Eu só decidi postar isso aqui pra pedir encarecidamente a qualquer indivíduo do sexo masculino: pelamordedeus, aceita o corte com dignidade, fecha a janelinha e ignora a guria forever, mas NÃO FAZ ISSO!</p>
<p>Não decida que sabe algo sobre alguém só porque esse alguém não quer nada contigo, não escrotize nesse nível, não ache que uma pessoa não consegue se relacionar, mas se você for mesmo escroto assim, guarde pra você. E se você não consegue fazer isso, por favor, entre em combustão espontânea. Ou se prepare, porque mais cedo ou mais tarde você acaba sendo escrotizado num print público assim.</p>
<p>Você é um babaca. E espero que a partir de agora, um babaca conhecido. E pensando bem, sim, eu tenho muita dificuldade em ter relacionamentos com babacas. Nunca tive nenhum. Esse não vai ser o primeiro.</p>
<p>Pras mulheres de Curitiba que quiserem, eu mando o print do perfil do Tinder pra vocês evitarem, só me pedir.</p>
<p>Update: aparentemente, se não sou de gêmeos, sou trans. Alguém me explique a lógica!</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-2621" src="http://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746-169x300.png" alt="" width="169" height="300" srcset="https://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746-169x300.png 169w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746-768x1365.png 768w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746-576x1024.png 576w, https://lomyne.com/wp-content/uploads/2016/10/Screenshot_20170126-010746.png 1440w" sizes="(max-width: 169px) 100vw, 169px" /></p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Ideias que eu trouxe na mala</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 May 2011 15:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[diarinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há três semanas, eu viajei. Parti em busca de tantas coisas que talvez a digestão de todas elas ainda vá render uma série de posts. Voltei com algumas respostas e muitas perguntas. A resposta que me leva a escrever, lamento informar, não é nenhuma grande descoberta para a evolução humana, apenas uma constatação que me [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há três semanas, eu viajei. Parti em busca de tantas coisas que talvez a digestão de todas elas ainda vá render uma série de posts. Voltei com algumas respostas e muitas perguntas. A resposta que me leva a escrever, lamento informar, não é nenhuma grande descoberta para a evolução humana, apenas uma constatação que me faz relaxar. <span id="more-225"></span></p>



<p>Semana passada, ainda no Rio de Janeiro, estava saindo da casa do <a href="http://jurisimprudentia.wordpress.com/" target="_blank" rel="noopener">Alan</a> conversando com o <a href="http://eusoqueriaestudar.wordpress.com/" target="_blank" rel="noopener">João Márcio</a>. A união homoafetiva tinha acabado de ser aprovada e obviamente os assuntos daquela noite orbitavam a esfera política. A certa altura, eu admiti: <i>&#8220;O grande problema, João, é que eu não acredito no sistema político.&#8221;</i> A conversa prosseguiu por outros caminhos, certas informações me fizeram dar um pouco mais de crédito ao PT etc e tal.</p>



<p>Hoje, repensando algumas coisas, voltei naquela frase e cheguei a uma conclusão: eu sou anarquista, isso sim. Porque não acredito no Estado como regulador de direitos, nem como administrador de patrimônio e menos ainda em juízos de valor moral que sirvam a todos. Sou plenamente a favor do livre arbítrio &#8211; e de todos os riscos dele derivado.</p>



<p>Isso não muda absolutamente nada para o mundo ou sequer para as pessoas que me cercam. O que muda é a minha serenidade daqui pra frente em discordar. Porque discordar, caros garrafeiros, é a minha natureza e sempre me leva à máxima que rege cada pensamento e gesto meu: <i>&#8220;Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las.&#8221;</i></p>



<p>Um beijo pro Voltaire e outro pra cada pessoa que já discordou de mim.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Leia-me</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2011 19:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pertinho da casa do meu irmão, tem um sebo. Mas não um sebo qualquer, é O SEBO. Sempre que venho ao Rio, passo um bom tempo ali e volto de sacola cheia. Dessa vez, depois de uma hora lá dentro, voltei de mãos vazias e a cabeça cheia. Eu estava com a oportunidade de comprar [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><p>Pertinho da casa do meu irmão, tem um sebo. Mas não um sebo qualquer, é <b>O SEBO</b>. Sempre que venho ao Rio, passo um bom tempo ali e volto de sacola cheia. Dessa vez, depois de uma hora lá dentro, voltei de mãos vazias e a cabeça cheia. </p><span id="more-226"></span></p>



<p>Eu estava com a oportunidade de comprar alguns livros muito interessantes, mas aí me lembrei da minha prateleira. Estou com 3 leituras começadas, mais uns 3 livros para ler. E não tenho encontrado tempo para dar conta dessas leituras.</p>



<p>Como a <a href="http://twitter.com/anniepmuller" target="_blank" rel="noopener">Annie Muller</a> bem disse no Circuito 4&#215;1, a leitura é uma das poucas coisas que você ainda precisa se concentrar para aproveitar bem. E nesse ponto é duro admitir: não tenho lido o tanto que gostaria, porque estou gastando muito tempo com Twitter e Facebook, com informações e formas de entretenimento mais passageiras&#8230;</p>



<p>É duro admitir que ando relapsa com aquilo que mais amo e a meta agora é fechar as leituras começadas e todas por ler até julho. Não vai ser fácil&#8230;</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Bolo e guaraná</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 18:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu sempre faço balanço anual no meu aniversário, não curto fazer isso no ano novo. Nem sempre posto, mas sempre avalio. Esse ano eu quis postar. Aliás, reparei numa coisa: eu só posto nos anos pares: 20, 22, 24, 26 e agora 28 anos. Sintomático (divirtam-se psicólogos e numerólogos). Decidi escrever porque conquistei algumas coisas [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre faço balanço anual no meu aniversário, não curto fazer isso no ano novo. Nem sempre posto, mas sempre avalio. Esse ano eu quis postar. Aliás, reparei numa coisa: eu só posto nos anos pares: 20, 22, 24, 26 e agora 28 anos. Sintomático (divirtam-se psicólogos e numerólogos).</p>
<p>Decidi escrever porque conquistei algumas coisas importantes, como um emprego melhor e mais perto de casa, além de totalmente gratificante – tenho conquistado ótimos resultados e alguns elogios. No campo emocional eu encontrei alguém como eu não achava possível. Depois de mais de cinco anos, não achei que aconteceria de novo. Ainda mais assim: mais sereno, mais maduro e muito mais objetivo. Minha vida hoje está muito melhor do que imaginei que estaria há um ano, tanto no pessoal quanto no profissional. <i>Ô loco, meu!</i> 2010 tem sido um ano recompensador em todos os aspectos.</p>
<p>Também olhando os outros posts de niver, eu reparei que tem algo bem característico sobre mim: meus grupos de amigos mudam. Nos últimos quatro anos, foram pouquíssimos os amigos que estiveram em duas festas. Eu definitivamente nunca pertenci a nenhum grupo. Reparei também que os aniversários mais difíceis foram os que aconteceram em fases de transição entre um grupo de amigos e outro. Sintomático também (divirtam-se novamente, psicólogos).</p>
<p>Estou me sentindo tão bem, tão serena, que considero justo dizer que estou ficando velha. Fazendo 28 anos, sem comemorar no bar, sem fervo, provavelmente sem tomar um porre. Sou só mais uma preguiçosa jogada no sofá, bem feliz da vida.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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		<title>Black Russian Social Club</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lomyne]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 16:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[barzinho]]></category>
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		<category><![CDATA[fmds]]></category>
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		<category><![CDATA[twitter]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Informação básica que provavelmente qualquer leitor desta casa tem: eu sou fissurada em relações sociais, viciada em interação. Apesar de dizer que eu não sou legal, eu sou altamente sociável. Adoro conhecer gente nova, falar pelos cotovelos sobre qualquer coisa, interagir. Além disso, eu não separo amizades virtuais de amizades reais, até porque não creio [&#8230;]</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Informação básica que provavelmente qualquer leitor desta casa tem: eu sou fissurada em relações sociais, viciada em interação. Apesar de dizer que eu não sou legal, eu sou altamente sociável. Adoro conhecer gente nova, falar pelos cotovelos sobre qualquer coisa, interagir. Além disso, eu não separo amizades virtuais de amizades reais, até porque não creio que amizade tenha relação direta com presença física. As categorias são assim: eu tenho amigos &#8211; alguns tem blogs/twitter, outros não &#8211; e existem blogs/twitter que eu acompanho que não são de amigos meus. </p>
<p>Eu vim do Rio de Janeiro há quatro anos e em momento algum tratei de procurar blogueiros locais, não me pareceu necessário nem útil. Assim como também não me empenhei com gadgets novos para o blog. </p>
<p>Mas aí veio o <a href="http://lomyne.com/2009/12/forum-de-midias-digitais-e-sociais-2/" target="_blank">Fórum de Mídias Digitais e Sociais</a> (FMDS) e pronto, eu caí de amores por pessoas novas, que nunca tinha visto na vida e boa parte é daqui mesmo. Gente com quem eu apliquei a regra do meu pai: <i>nunca confie em pessoas com quem você não bebeu</i> e saí para beber com um monte deles. </p>
<p>Assim sendo, meu presente de Natal já está ganho, minha lista no twitter que eu chamo de Black Russian Social Club: <a href="http://twitter.com/raphaelprugner" target="_blank">Raphael Prugner</a>, orientador coruja do <a href="http://lomyne.com/2009/05/tempo-e-prioridade/" target="_blank">Projeto Miniempresa</a> da JAPR, como eu; <a href="http://twitter.com/FernandaMusardo" target="_blank">Fernanda Musardo</a>, a flor que organiza um evento bacana e usa leque nas tardes ensolaradas; <a href="http://twitter.com/IgorMusardo" target="_blank">Igor Musardo</a>, o santo que casou com a Fernanda e suas poucas palavras são superdivertidas; <a href="http://twitter.com/lalmeidafreitasr" target="_blank">Leo</a>, que já fez parte da minha vida em outras épocas e agora está de volta; <a href="http://twitter.com/saintbr" target="_blank">Saintbr</a>, com seu senso de humor de gosto duvidoso (adoro); <a href="http://twitter.com/rafaelroliveira" target="_blank">Rafael</a> e <a href="http://twitter.com/vinicius_seo" target="_blank">Vinicius</a>, os meninos muito bacanas da <a href="http://twitter.com/LogicaDigital" target="_blank">Lógica Digital</a>; <a href="http://twitter.com/dsracoon" target="_blank">Thiago Galesi</a> e sua quase timidez; e mais uma galera.</p>
<p>Em tempo: Black Russian é um drink que eu amo, composto de licor de café, vodka e gelo. Infelizmente, é tão especial que não é fácil de achar. E esta regra se aplica aos membros da lista: não é fácil achar gente assim. Quando eu acho, trato de manter na minha vida. Não posso pedir nem querer mais que isso no Natal, já estou no lucro. Então senhores, quando beberemos novamente?</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://lomyne.com">Lomyne&#039;s in tha house</a>.</p>
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